A sexta vogal e o asteris(ti)co - por Franco Vasconcellos

A sexta vogal e o asteris(ti)co - por Franco Vasconcellos

Noutro dia, com a TV ligada, ouvi o comercial de uma operadora de telefonia celular. Nele, um jogador da Seleção Brasileira de Futebol posava para um selfie com o garoto propaganda da marca, enquanto um locutor dizia em off “sei-lá-o-quê, asterístico”. De tudo, foi o que ouvi: “asterístico”.

Não sou dos mais letrados, reconheço, mas tem algumas coisas que são básicas. Ainda mais quando se produz uma mídia televisiva que deve ter custado alguns milhares de centenas de reais. Indignado, mandei mensagem ao setor responsável na empresa. É óbvio que não foi respondida.

Tenho filhas em idade escolar e, seguidamente me deparo com questionamentos sobre a nossa língua. A resposta mais complicada que tive que dar, numa vez, quando a mais nova estudava fonemas veio depois da pergunta: e o “Y”, é consoante? Ou Vogal? Tive que dar uma pesquisada.

Achei na revista Escola: “Y” pode ser considerada vogal, pois conforme o novo acordo ortográfico da Língua Portuguesa, as letras “K”, “W” e “Y” foram incluídas no alfabeto e obedecem às regras gerais que caracterizam consoantes e vogais. Uma das distinções entre vogais e consoantes está na pronúncia: a consoante precisa de uma vogal para formar sílabas e ser pronunciada, e a vogal, não. Ela se basta.

Seguindo essas regras, o “Y” é uma vogal, já que foi traduzido do alfabeto grego como I e mantém esse som nas palavras em que é usado, como em ioga. Quando aportuguesada, a palavra originalmente grafada com “Y” passa a ser grafada com “I” - como em iene, moeda japonesa.

Mesmo com todas as alterações da Língua, “asterístico” continua sem existir, assim como “mortandela” e outras pérolas.

Franco Vasconcellos e Souza, gaúcho de Erechim, escreve sobre o cotidiano e aceita sugestões dos leitores.
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 • Publicado na Revista Usina da Cultura - número 14 - Junho de 2014

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