Dreads flutuantes e pés descalços - Andrea Dórea

Dreads flutuantes e pés descalços - Andrea Dórea

Já faz algum tempo que tenho ouvido falar dos festivais de música eletrônica que acontecem pelo mundo afora. Tribos diversas conectadas em festas que celebram a liberdade,  a música, a dança, a natureza  e o respeito ao próximo.

Quando recebi  o convite de duas jovens amigas para vivenciar o Festival Origens Gathering no Paradouro Rota das Barragens logo me ofereci para clicar a festa. Adoro gente em movimento e posso garantir a vocês: se tem um lugar verdadeiramente inspirador para uma fotógrafa como eu é uma boa festa com gente bonita, feliz e relaxada.

Origens Gathering 2016/ Foto: Andrea Dórea

Sexta no finalzinho da tarde pegamos a estrada a caminho do festival com um pressentimento de ventos favoráveis. Os vários quilômetros de terra e pedras ladeados por belas paisagens e um por do sol estonteante davam um indício do que estava por vir, e o chacoalhar do carro me arrancava sorrisos abobados. 

Fomos recebidas na entrada por dreadlocks, tatoos, sorrisos e um olhar maroto de alguém que descartou a água de uma de nossas garrafinhas;  e o camping organizado e limpo ensinou a meus olhos atônitos que é possível compartilhar momentos em uma comunidade onde o respeito e a harmonia prevalecem.

Origens Gathering 2016/ Foto: Andrea Dórea

Origens Gathering 2016/ Foto: Andrea Dórea

A música, as cores, as luzes, os dreads e os pés descalços encheram meus olhos, que de tão afoitos não conseguiam parar quietos e buscavam em todos os cantos aquelas cenas que lembravam os contos de fadas.

Encontrei personagens vivos de quadros que um dia eu pintei, como um prazeroso déjà vu e reconheci cenários de sonhos bons do meu passado onírico.

Origens Gathering 2016/ Foto: Andrea Dórea

Nos intervalos entre os cliques ensandecidos rolando pelo chão e me metendo em frestas,  e os movimentos frenéticos do meu corpo no ritmo da música; eu dizia às minhas jovens amigas que diante nós estava um lindo exemplo de respeito pela diversidade, e que todos deveriam levar consigo o que se via ali: pouco importava o gênero, cor ou sobrenome de cada um presente. O importante era a alma. 

Era o encontro de pessoas  com o desejo comum de relaxar, dançar, celebrar, sorrir e até gritar. Mas principalmente se sentir vivo. E foi assim que eu me senti. E porque a lua estava cheia, e na lua cheia minha gente eu não respondo por mim: eu me joguei.

Origens Gathering 2016/ Foto: Andrea Dórea

Agora compartilho um saldo traduzido em fotos, uma dorzinha gostosa no corpo e as memórias felizes de um tempo bom que parecia não ter começo nem fim,  nem preocupações, preconceitos ou sentimentos ruins.  Apenas um tempo feliz de amor  e de música.

Veja as fotos aqui!

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