Kpop - Mistura de estilos

Kpop - Mistura de estilos

Texto: Tânia Quadros

Conheça o ritmo que virou febre entre os jovens coreanos e que tem se espalhado pelo mundo, através de músicas dançantes e batidas viciantes que fazem qualquer um ter vontade de sair dançando. Os clipes e shows são repletos de coreografias e os artistas possuem um visual super produzido, que muitas vezes lembram personagens de algum anime.

Às vezes, como no amor, você precisa insistir, mesmo que aparente o contrário... Foi assim com o Kpop, um estilo musical que mistura pop, hip-hop e música eletrônica junto com elaboradas coreografias lá da Coréia do Sul.
Ao procurar vídeos sobre o Big Bang, a teoria sobre o começo do universo, vi, na barra de opções, que tinha um grupo que se chamava assim também e minha curiosidade me fez clicar. Assisti alguns vídeos e não gostei! (como não gostou?!!! Kpop é tudo!! - grita uma fã louca) Lembro que insisti algumas vezes e por fim desisti! Eu estava sendo apresentada ao Kpop!
Deixei de lado. No entanto, bastou assistir um filme legendado lá da Coréia do Sul, que depois mais tarde descobri que era um dorama (uma novelinha de uns 20 capítulos), para me apaixonar de vez!



O estilo Kpop parece-me que é visto como um conceito visual. Explico: a música é co-protagonista em um cenário que predomina a imagem, assim como o Japão, que usa seus filmes para retratar belíssimas cenas de artes marciais lindamente coreografadas, onde tudo é harmônico, perfeitamente elegante, como se não precisasse esforço para “andar” sobre galhos ou lutar com 10 samurais, ao mesmo tempo em que conseguem transmitir a beleza ímpar de gestos contidos, silêncios e flores de cerejeira. Esse cuidado que os japoneses têm os sul-coreanos também têm, e demonstram isso ao fazerem clipes com tantas ideias harmoniosas entre si. O que não significa que seja de fácil compreensão. Mas muitas vezes é. Você pode estranhar os cabelos tingidos, as roupas, o senso de humor, as coreografias, as inovações high tech, a inocência e a safadeza, e até mesmo o tipo físico e tudo que envolve a ideia do diferente, estranho. No entanto, é preciso admitir que eles são ótimos ao criarem um mundo particular, onde a música encontra seu par e pode ser consumida por adolescentes e nem tão adolescentes assim.

As gravadoras tem um papel diferente do que conhecemos por aqui. Lá são elas que treinam os meninos e meninas para serem os próximos k-idols, os ensinam a cantar, dançar, a falar outros idiomas e como fazer “aegyo”, a serem fofos em frente às câmeras. Quando estão prontos, são lançados no mercado e normalmente aparecem em algum programa, eles chamam isso de debut. 

De certo modo, o Kpop reflete uma sociedade que dá muito valor aos bens materiais e a ascensão social. Uma sociedade que consome roupas de grife, carros importados, que deseja uma pele perfeita e altura compatíveis com a ambição acadêmica e econômica. Uma sociedade que cobra de seus ídolos uma boa aparência, estilo ao se vestir, devoção e dedicação incondicional aos fãs e à profissão, e nunca, sob hipótese alguma, falar mal do governo sul-coreano. Nem tudo são flores!

E por fim, para aqueles que nunca ouviram Kpop, ou até agora não sabiam da existência da Coréia do Sul (peguem um mapa e uma lupa), por favor, deem uma chance, insistam mesmo que aparente o contrário!

An-nyeong! An-nyeong! (tchau! Tchau!)

 

• Publicado na Revista Usina da Cultura - número 28 - Setembro de 2015

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