Andrea Dórea

Andrea Dórea

Uma comunidade de pescadores e sua incrível escola stars

Um pescador costura a rede, sentado perto de uma árvore. Está cercado por estudantes que lhe fazem perguntas, olhos e ouvidos atentos. Pouco tempo antes estes alunos corriam descalços pela areia macia da praia entrelaçando fios de barbante, enquanto placas de barro com escritas cuneiformes secavam dentro da sala de aula, a poucos metros dali. Estas cenas aconteceram durante uma oficina sobre a oralidade das coisas.

Foto: Andréa Dórea

Pés descalços, jogos na areia ou escrita no barro, eventualmente podem fazer parte do cotidiano escolar dos alunos da Escola Municipal Cajaíba, criada para os moradores da comunidade de pescadores Pouso da Cajaíba, em Paraty, Rio de Janeiro. A comunidade possui cerca de noventa famílias e boa parte da população vive da pesca ou do turismo. Para chegar até lá o trajeto de barco saindo de Paraty leva em torno de cinquenta minutos em uma embarcação mais rápida e até duas horas em uma lenta.

Foto: Andréa Dórea

A escola surpreende quem a conhece de perto por seus métodos que estimulam a realização de projetos de literatura, ciências e pesquisas sobre a memória cultural da comunidade, visando sua preservação. Os poucos professores se desdobram ensinando mais de uma disciplina e enfrentam dificuldades diárias como viagens de barco, poucos recursos tecnológicos, apoio financeiro insuficiente e certa resistência aos seus métodos diferenciados de ensino. A alimentação oferecida aos estudantes começa com um café logo cedo antes de iniciarem as aulas, frutas nos intervalos e almoço. Os alunos são tratados com carinho e a escola parece ser uma extensão de suas casas.

Foto: Andréa Dórea

Para quem tem a oportunidade de conhecer o cotidiano da E. M. Cajaíba, fica evidente a criatividade e competência de seus educadores mesmo diante das dificuldades e isto se reflete nos alunos, extremamente comunicativos, hábeis e confiantes. Eles argumentam, criam, escrevem, desenham e montam engenhocas com uma facilidade impressionante. Também são responsáveis por varrer e organizar a sala depois das aulas e o senso de coletividade é muito perceptível no grupo. Nos intervalos correm descalços pela praia, jogam bola ou pulam corda.

Foto: Andréa Dórea

Este é um modelo de ensino que merece ser mostrado como um belo exemplo de educação diferenciada de qualidade, capaz de estimular o potencial dos alunos com o intuito de formar cidadãos conscientes de seu papel social. E tudo isso com poucos recursos. Imaginem se eles recebessem o apoio merecido.

Foto: Andréa Dórea

BIOGRAFIA

Andrea Dórea é artista plástica, fotógrafa, graduada em Letras Espanhol e Literaturas.
Nascida no Rio de Janeiro, viveu em São Paulo, Rio Grande do Sul e atualmente em Paraty, RJ. Desde os anos 90 produz peças artísticas traduzidas em pinturas, desenhos, esculturas e objetos; além de fotografias feitas nas ruas, em grandes eventos ou em apresentações artísticas de dança, música ou teatro. Sua paixão pela literatura a levou a estudar Letras e a produzir contos, crônicas, poemas e relatos. Seu trabalho reflete um interesse profundo pelas questões humanas, artes, educação e cultura.

São Luiz do Paraitinga, encantadora e renascida das águas. stars

Sigo pela estrada sinuosa circundada de montanhas verdes, araucárias, pastos repletos de gado e casinhas pitorescas, com telhados de quatro águas e varandas com muretas para sentar. Saindo de Paraty em direção a São Paulo, meu destino é uma charmosa cidade localizada no Vale do Paraíba, distante 170 Km da capital paulista e 348 Km da capital fluminense.

São Luiz do Paraitinga é uma cidade encantadora que desperta em quem a conhece uma admiração profunda por seu povo simpático e uma vontade de participar das festas populares que agitam o calendário local durante o ano todo.

Caminhar por suas ruas é como passear pelo cenário de algum livro onde a fantasia e a realidade se misturam e deleitar-se com o casario colorido do Centro Histórico, tombado como Patrimônio Cultural Nacional. Eu tive a sorte de chegar durante os preparativos para a Festa do Divino. Bandeirolas, adereços e uma certa euforia tomavam conta do lugar, graças ao evento que envolve manifestações folclóricas como Congada, Moçambique, Folia de Reis e Cavalhada.

Percebo o olhar perdido dos moradores ao relatarem sobre aqueles dias, no principio de 2010, quando as águas invadiram impiedosamente a cidade. Ao que parece, o desastre resultou de uma soma de fatores: um longo período de chuvas fora de época com a consequente cheia dos rios que atravessam a região, entre eles o Rio Paraitinga; além da força da tromba d’água que desceu as montanhas e passou derrubando prédios históricos e casas. Meses depois a população participou da reconstrução da cidade, decidindo cada passo em audiências públicas. O olhar destes mesmos moradores se enche de brilho quando passam a falar sobre a São Luiz de hoje, reconstruída e efervescente de cultura.

São Luiz do Paraitinga tem filhos ilustres, entre eles o médico sanitarista Oswaldo Cruz e o compositor Elpídio dos Santos, autor de trilhas dos filmes de Amácio Mazzaropi e de composições gravadas por Sergio Reis e Renato Teixeira.

Tive o privilégio de conhecer Maria Cinira dos Santos; a Nena, filha do Sr. Elpídio; no casarão da família, uma construção do século XIX onde funciona o Instituto Elpídio dos Santos. Esta família de músicos propaga a cultura da cidade e o legado de seu pai através da banda Paranga, em atividades artísticas dentro e fora do Instituto.

 

Fui recebida pelo jovem diretor de cultura da cidade, Neto Campos, cujo trabalho procura estabelecer um diálogo entre as tradições tão arraigadas na cultura local e os manifestos contemporâneos, pois como ele mesmo diz: “a tradição é importante, mas é necessário olhar para a frente”.

Neto me fala sobre a intensa programação cultural da cidade, que proporciona aos visitantes e moradores festejos tradicionais como a Festa do Divino e a Festa do Saci, além de programas educativos voltados para as artes como o Projeto Guri e o Paraitinga em Cena. Ele diz em tom de brincadeira que a cidade é naturalmente musical graças à posição geográfica, construída em um vale cercado por montanhas, o que faz com que a música reverbere para todos os lados: “a geografia favorece a acústica”. A natureza exuberante da região também oferece atrativos para os adeptos dos esportes radicais, trilhas e passeios ciclísticos, destacando-se o Núcleo Santa Virgínia do Parque Estadual da Serra do Mar.

Um dos pontos altos do calendário de eventos da cidade é o Carnaval. O próprio Neto, também músico e compositor, integra a banda Estrambelhados, que interpreta as marchinhas criadas por autores locais. Durante os dias de festa, grupos como o Bloco do Juca Teles, Bloco do Barbosa e o Bloco da Maricota desfilam alegremente arrastando multidões pelas ruas. São mais de vinte blocos, todos com marchinhas próprias.

Na casa onde nasceu Oswaldo Cruz, hoje funciona um museu que abriga diversas exposições sobre a cultura local e serve de espaço para eventos variados. Ali conheci um importante artista da cidade, Benito Campos, artesão, poeta, oficineiro e contador de histórias. No ateliê do artista me deparei com a beleza criativa de suas esculturas e adereços, ouvi algumas marchinhas e conheci poemas de sua autoria. Este encontro encerrou minha visita com chave de ouro. A sensibilidade e a forma envolvente com que ele declamava os poemas me comoveu e me fez ver que em lugares como este o tempo parece passar de maneira diferente e que conversas filosóficas sobre a vida são mais enriquecedoras que qualquer ambição material, porque estas experiências não tem preço.

Me despeço da encantadora São Luiz do Paraitinga, com as palavras do poeta Benito Campos e seu personagem Caipira Filosófico ecoando em minha mente:

“Aqui a gente tem tempo para ver o tempo”.

 

SERVIÇO

Site oficial da cidade: http://www.saoluizdoparaitinga.sp.gov.br/site/

Grupo Paranga: https://www.facebook.com/GrupoParanga/

Banda Estrambelhados: https://www.bandaestrambelhados.com.br/

 

BIOGRAFIA

Andrea Dórea é artista plástica, fotógrafa, graduada em Letras Espanhol e Literaturas. Nascida no Rio de Janeiro, viveu em São Paulo, Rio Grande do Sul e atualmente em Paraty, RJ. Desde os anos 90 produz peças artísticas traduzidas em pinturas, desenhos, esculturas e objetos; além de fotografias feitas nas ruas, em grandes eventos ou em apresentações artísticas de dança, música ou teatro. Sua paixão pela literatura a levou a estudar Letras e a produzir textos em forma de contos, crônicas, poemas e relatos. Seu trabalho reflete um interesse profundo pelas questões humanas, as artes e a cultura. A versatilidade da artista lhe permite mesclar técnicas e linguagens, algo recorrente em suas obras.

Teatro Lambe-Lambe - por Andrea Dórea

Cheguei  ao local da oficina no primeiro dia, e cheia de curiosidade comecei a preparar o equipamento, olhos e ouvidos atentos ao movimento dos oficineiros do coletivo Eu Amo a Rua e de seus alunos. 

Eu já imaginava que as próximas cinco semanas seriam muito interessantes, pois iria fotografar o desenvolvimento de um projeto de teatro Lambe-Lambe em todas as suas etapas.

O teatro Lambe-Lambe recebeu este nome devido ao seu formato, similar às máquinas fotográficas usadas no início do século XX.

Dentro das pequenas caixas cênicas apoiadas em tripés, se desenrolam as histórias, que são assistidas por uma pessoa por vez. Para conhecer a história é preciso se aproximar e olhar pela fresta da caixa e então, a mágica acontece. No pequeno cenário, preparado com primor com detalhes como iluminação, trilha sonora e personagens encantadores;  enredos curtinhos são apresentados.

O trabalho do coletivo carioca Eu Amo a Rua  é envolvente e criativo, e suas intervenções acontecem nas ruas das cidades, onde procuram levar para o público a cultura daquele lugar, suas histórias e personagens.  A simpatia e sensibilidade do grupo torna as oficinas em que os projetos são desenvolvidos experiências ricas  e divertidas.

Durante cinco semanas eu presenciei,  com uma pontinha de inveja, confesso, a trajetória dos alunos fazendo aula de teatro de sombras; escrevendo roteiro; desenhando personagens; pesquisando a cultura da cidade e as histórias que permeiam seu imaginário; confeccionando caixas cênicas; gravando trilhas sonoras e finalmente, ganhando as ruas. 

O prazer veio de fotografar e aprender com este grupo incrível. Eu não pude fazer minha caixa cênica, mas estava lá com meu tripé e minha câmera, capturando detalhes, sorrisos e arte de primeira qualidade.  Me deixei levar pela fantasia, viajei no tempo e me imaginei uma fotógrafa Lambe-Lambe, lá no início do século XX. 

SERVIÇO
Texto e fotos:  Andrea Dórea
http://www.andreadorea.com/

Coletivo Eu Amo a Rua
https://www.facebook.com/coletivoeuamoarua/

Agradecimento:  Sesc Paraty – RJ
https://www.facebook.com/sescparaty/

Imagens: Oficina de Teatro Lambe Lambe

Andrea Dórea é artista plástica, fotógrafa, graduada em Letras Espanhol e Literaturas. Nascida no Rio de Janeiro e radicada em São Paulo, viveu também no Rio Grande do Sul durante sete anos. Desde os anos 90 produz peças artísticas traduzidas em pinturas, desenhos, esculturas e objetos; além de fotografias feitas nas ruas, em grandes eventos ou em apresentações artísticas de dança, música ou teatro. Sua paixão pela literatura a levou a estudar Letras e a produzir textos em forma de contos, crônicas, poemas e relatos. Seu trabalho reflete um interesse profundo pelas questões humanas, as artes e a cultura. A versatilidade da artista lhe permite mesclar técnicas e linguagens, algo recorrente em suas obras. 

Primavera em Paraty - por Andrea Dórea

A carruagem cruzou a esquina lentamente. A voz do condutor bradava informações sobre a cidade para os passageiros que olhavam curiosos o casario do período colonial, enquanto tentavam se manter equilibrados em meio ao sacolejar da carruagem, pelas ruas de Paraty.

Há mais de vinte anos gosto de  me perder pelas ruas estreitas de pedra desta cidade do litoral sul do Rio de Janeiro,  com seus casarões cujas janelas e portas ficam tão próximas da rua, que eventualmente uma esticadinha de pescoço permite adentrar a intimidade de um morador distraído.

Paraty tem um encanto inexplicável, que só quem a conhece pessoalmente pode entender. Logo ao entrar na cidade começa uma viagem no tempo, os olhos se deliciam com a fotogenia do Centro Histórico e os sentidos se aguçam com a efervescência cultural oferecida durante todo o ano, em um calendário diversificado e muito atraente.

Bom mesmo é chegar à cidade pelo mar e avistar a famosa faixa de terra com a Igreja Santa Rita de Cássia, o casario e o cais se aproximando lentamente, enquanto a brisa acaricia a pele.

Os dias de sol convidam a passear de barco pelas ilhas e praias da região, mergulhar nas águas cristalinas de um azul turquesa escandaloso, ou renovar as energias em um banho de cachoeira.

Durante as noites movimentadas, onde quase tudo acontece ali pelas redondezas do Centro Histórico, é possível escolher um dos muitos bares, restaurantes, quiosques e carrocinhas para satisfazer os apetites, desde o mais exigente até o imediatista adepto do fast food. Para quem gosta de programas inusitados fora do Centro Histórico, é só ficar de olho na divulgação que acontece pelas ruas, com dicas interessantes como por exemplo, um churrasco com samba no quintal de uma pitoresca casa na praia da Jabaquara, aberto ao público.

Depois de apreciar uma dose de Gabriela (cachaça local com cravo, canela e acúcar), a dica é sair sem destino pelas ruas da cidade; caminhando devagar porque as pedras fazem cambalear; e fazer uma Via Sacra pelas janelas do Centro Histórico, isso mesmo, as janelas. Algumas delas são bares com ótimos artistas, o que permite apreciar diversos tipos de música de pertinho antes de escolher onde parar.

Para uma esticadinha no final da noite ali por perto do Centro Histórico, é só ficar de olho nos quiosques da praia do Pontal, normalmente tem música ao vivo combinada com o barulho do mar. Com sorte, vai ser noite de lua cheia e haverá um convite para alguma festa incrível com muita música boa.

Eu estava perdida nestes pensamentos, fotografando discretamente, quando ouvi uma voz chamar meu nome em tom de surpresa. Era uma amiga que eu não via há tempos. Paraty tem disso: nos faz reencontrar pessoas de outros lugares. Também sempre faço novos amigos por aqui e posso assegurar, vem muita gente interessante, de várias partes do mundo. O que me trouxe desta vez foi o Festival Internacional de Fotografia Paraty em Foco; que aconteceu em setembro, pouco antes do início da primavera; a cidade foi invadida em todos os recantos possíveis por exposições fotográficas,  atividades e até um Jardim de Fotos, com trabalhos feitos por mulheres.

O final de semana acabou e não fui embora, me chamaram para o Samba da Benção, que acontece toda segunda-feira à noite no Centro Histórico. A alegria do samba, o sorriso contagiante dos músicos, o ar divertido do público e o samba no pé dos dançarinos literalmente abençoaram minha semana.

Decidi ficar por aqui e no final de semana de 06 a 08 de outubro, aconteceu o MIMO Festival. Foi erguido um grande palco na Praça da Matriz para as apresentações da banda As Bahias e a Cozinha Mineira; Liniker e os Caramelows; Baby do Brasil; a africana Oumou Sangaré e a portuguesa Teresa Salgueiro; enquanto aconteciam diálogos, workshops e apresentações com músicos de várias nacionalidades nos diversos espaços culturais e na Igreja Matriz de Nossa Senhora dos Remédios de Paraty. O ponto culminante da festa foi a apresentação de Baby do Brasil, na noite de sábado, mas os shows que aconteceram na noite de sexta-feira, com a banda As Bahias e a Cozinha Mineira e Liniker e os Caramelows roubaram a cena, sacudiram a Praça da Matriz, e levaram o público ao delírio.

A noite começou com As Bahias e a Cozinha Mineira, banda criada por duas cantoras trans, Raquel Virgínia e Assucena Assucena, e Rafael Acerbi, instrumentista e arranjador. O grupo se conheceu no curso de História da Universidade de São Paulo alguns anos atrás. Elas  tem influência de grandes cantoras como Gal Costa e Amy Winehouse; já Rafael, como bom mineiro, trouxe para a banda as influências do Clube da Esquina. No palco, o entrosamento da banda, as letras inteligentes, a mistura eclética de boa música brasileira e algumas pegadas de rock, tudo muito bem representado pela performance das vocalistas, prenderam a atenção do princípio ao fim; especialmente porque o grupo apresentava o show de lançamento de seu álbum Bixa.

Liniker fechou a noite de sexta, subiu ao palco e deu seu recado com vigor,  sensibilidade e uma voz forte e intensa, tão intensa quanto as letras de sua autoria. Algo realmente mágico aconteceu naquela noite, assim que Liniker deixou o palco, com o público ainda atordoado pela fúria de sua música, uma forte ventania soprou sobre a cidade, como se a natureza quisesse endossar a força da cantora, que sacudiu a noite como um furacão.

Enquanto os bons ventos da primavera vem soprando por aqui, eu vou ficando. Paraty me abraçou com a cultura, a natureza exuberante, o povo simpático, a brisa do mar, e a Gabriela, é claro.
 
INFORMAÇÕES
Prefeitura Municipal de Paraty
http://pmparaty.rj.gov.br/page/index.aspx

Festival Internacional de Fotografia Paraty em Foco
https://www.pefparatyemfoco.com.br/

MIMO Festival Paraty
https://mimofestival.com/brasil/paraty/
https://mimofestival.com/brasil/revista-de-programacao/

Samba da Benção
https://www.facebook.com/Sambadabencaoparaty/

 

Deixe seu comentário

Lugares que podem te interessar

view_module reorder

Passeando em família pelo Itaimbezinho e Fortaleza - por Valéria de Moraes

Localizados nas proximidades do município de Cambará do Sul, na divisa entre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina...

Cânion Churriado - Parque Nacional da Serra Geral

Localização: Parque Nacional da Serra Geral, o cânion está a 23 quilômetros de Cambará do Sul, RS. Localizado a 23 Km de...

Cachoeira do Nassucar - Cambará do Sul/RS

Localização: Vale do Rio Santana, a 24 km do centro de Cambará do Sul. No Vale do Rio Santana, ao norte...

Cachoeira dos Venâncios - Cambará do Sul/RS


Localização: A 23 Km da cidade, distante 12,5 Km da RS 020. Ver mapa O município de Cambará do Sul, conhecido...

Cachoeira do Tio França - Cambará do Sul/RS

Localizada a 3 Km da cidade de Cambará do Sul, é onde o arroio Campo Bom despenca para formar uma...

Parceiros na difusão cultural