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Fique atento às zoonoses! - por Caroline Souza stars

As zoonoses são doenças comuns e transmissíveis entre os animais e os seres humanos, que podem ser transmitidas através do contato direto ou indireto (saliva, fezes, urina) e ainda por intermédio dos mosquitos ou insetos transmissores.

Veja abaixo algumas zoonoses:

  • LEPTOSPÍROSE:
  1. Doença transmitida por bactéria, através da urina do animal;
  2. Pode haver contato em locais alagados por chuva, lagos e riachos;
  3. Alimentos mal lavados e água contaminada também podem proliferar a doença.
  4. Principais transmissores: rato e cão
  5. Sintomas no animal: geralmente apresentam apatia, febre, anorexia, vômito, mucosas ictéricas (amareladas) e hematúria (presença de sangue na urina)
  6. A doença possui tratamento;
  7. Nos humanos alguns sintomas que podem aparecer são dores de cabeça e dores musculares, muitas vezes a doença não se manifesta, ou pode iniciar com quadro grave.
  • RAIVA:
  1. Doença provocada por vírus
  2. Transmissores: cão, gato, rato, bovino, suínos, equino, macaco, morcego e animais silvestres.
  3. Transmissão: mordedura, lambedura da mucosa ou pele lesionada por animais raivosos.
  4. Sintomas no animal: raiva, agitação, baba constante.
  5. Sintomas no ser humano: convulsões , sensibilidade exagerada no local da mordida, perda de função muscular, agitação ...

ATENÇÃO: A RAIVA NÃO TEM CURA! Por isso vacine o seu animal, sobretudo os domésticos que são os que mantemos mais contato, a vacina é reforçada anualmente e pode prevenir contra esta doença tão perigosa e letal.

  • TOXOPLASMOSE:
  1. Adquirida através da ingestão de água ou alimentos contaminados, fezes de gatos ou outros felídeos, carnes cruas ou mal passadas.
  2. A toxoplasmose é transmitida de mãe para feto, mas não de pessoa para outra pessoa.
  3. SINTOMAS: alguns sintomas podem aparecer como coriza, dor de cabeça, dor no corpo, febre , dor de garganta entre outros podendo agravar-se em pacientes com sistema imunológico mais baixo.
  4. PREVENÇÃO: algumas medidas podem ajudar , como usar luvas ao manipular a areia do seu gato; não deixa-lo comer carne crua ou mal passada nem caçar animais.

ATENÇÃO: o gato não é o vilão, nunca deixe de ter seu animalzinho sempre pertinho de você!

  • LEISHMANIOSE: 
  1. Doença crônica causada por um protozoário;
  2. Transmissor: mosquito palha ( lutzomia)
  3. Leishmaniose tegumentar: feridas na pele;
  4. Leishmaniose visceral: sistêmica, acomete vários órgãos internos;
  5. Se constatado o caso de leishmaniose em cães, a única medida a ser tomada é a eutanásia.
  6. O cão não é transmissor da doença;

Estas são algumas zoonoses, mas ainda podemos citar outras como esporotricose, criptococose entre outras.

O que devemos ficar bem cientes é que o animal assim como o ser humano não tem culpa de contrair a doença, então precisamos sempre manter as vacinas do nosso animal ou gado em dia, bem como conservar os locais em que ficam, para que assim consigamos reduzir o risco de proliferar qualquer tipo de patógeno.

Caroline Borges de Souza
Professora, estudante de pedagogia, realizou curso de assistente veterinária , amante dos animais e voluntária na ONG Amigos de Rua, mora em São Francisco de Paula.

Os benefícios do convívio com os animais - por Karina Schutz

Cada dia que passa, o homem vem amadurecendo a ideia que conviver com animais é benéfico para sua saúde, bem estar e qualidade de vida. O animal possui características que podem auxiliar a vida de quem tem dificuldades.

São diferentes as espécies e cada uma possui qualidades que se adaptam aos diferentes tipos de pessoas. Gatos, por exemplo, servem para aqueles que levam uma vida mais independente. O cão já é um companheiro ideal para quem precisa de alguém ao seu lado na maior parte do tempo. A ave, com sua beleza, desperta sentimentos como de liberdade, delicadeza, alegria e pureza.



Em 2001: estudo realizado pelos Professores Doutores Johannes Odendaal e a Susan Iehmann, publicado no Journal of the American Association of Human-Animal Bond Veterinarian (AAHABV) África do Sul, comprovou que após 15 a 20 minutos de interação com o animal há a liberação no organismo no humano de neurotransmissores e hormônios que despertam sensações de prazer, bem estar, alívio da dor e confiança, que auxiliam a tratar e combater doenças.

Aliando-se a ciência aos animais, diferentes profissionais da área da saúde e educação (psicologia, pedagogia, fisioterapia, educação física, enfermagem, nutrição, terapia ocupacional) vem buscando inserir, em suas profissões, o contato e o convívio com o animal de estimação. Na psicologia, por exemplo, o pet pode auxiliar em um tratamento terapêutico através do vínculo com o animal que, muitas vezes, uma terapia convencional não conseguiu atingir. Através desse vínculo, estabelece-se uma série de objetivos e metas na terapia. Em escolas, a hora da leitura pode ser muito mais prazerosa e menos crítica em julgamentos, pois o bichinho está ali somente para “ouvir” a leitura da criança e não apontar defeitos.

De fato, não existem dúvidas de que os animais ganham mais espaço em nosso meio. Quem ainda não tem essa ligação com qualquer bichinho que seja, sugiro que não se perca mais tempo e comece, ao menos, a pensar na ideia. Converse com um especialista antes de adquirir um. Existem diferentes tipos de animais e um deles pode acabar se tornando o seu melhor amigo.

 

Karina Schutz
Psicóloga, Especialista em Psicoterapia Cognitivo-comportamental, capacitada em intervenções assistidas por animais.
Diretora da Pet Terapeuta.
http://www.petterapeuta.com.br 

 • Publicado na Revista Usina da Cultura - número 18 - Outubro de 2014

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