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Castração: O que devo saber? - por Caroline Souza

Um assunto atualmente abordado é a castração dos nossos animais de estimação, mas a questão é: o que devo saber sobre a castração? 

Castração (esterilização) cirurgia que impede definitivamente a procriação e ocorrência do cio. É de suma importância para o bem estar animal, bem como para o controle populacional. Realizada através de um procedimento cirúrgico, pode ser feita a partir dos 4 meses de idade, trazendo benefícios para machos e fêmeas.

  • Controle populacional: animais castrados não podem reproduzir, diminuindo o número de ‘’crias’’ indesejadas e os casos de abandono.
  • Evita as DSTs ( doenças sexualmente transmissíveis) como a brucelose e a TVT ( tumor venéreo transmissível).
  • Diminui o risco do desenvolvimento do câncer de mama nas fêmeas, e de tumores nos testículos dos machos.
  • Evita gestação psicológica nas fêmeas, morte no parto, e enfraquecimento dos ossos. 
  • Diminui a marcação de território, bem como as fugas e brigas advindas de cadelas no cio.
  • Deixam de latir ou miar excessivamente.

ATENÇÃO: Os medicamentos injetáveis, que atuam como inibidores do estro (cio) em cadelas e gatas podem provocar inúmeras reações adversas no animal, principalmente o desenvolvimento de nódulos mamários se usados em tratamento contínuo.

O mais indicado é sempre optar pela castração, converse com o médico veterinário do seu bichinho para que ele possa lhe orientar qual melhor momento para realização do procedimento, assim podemos ficar tranquilos sabendo que nosso animalzinho de estimação estará um pouco mais protegido de algumas doenças e que não estaremos contribuindo com os casos de abandono na cidade.

REFERÊNCIA:
MADI, Raquel. Castração de cachorro - Conheça os benefícios de castrar seu cão. Disponível em:<http://www.cachorrogato.com.br/cachorros/castracao/>

Caroline Borges de Souza
Professora, estudante de pedagogia, realizou curso de assistente veterinária , amante dos animais e voluntária na ONG Amigos de Rua, mora em São Francisco de Paula.

 

Métodos de esterilização em animais de companhia - por Bárbara Castagna Lovato

Em várias cidades é alarmante a população de animais de rua. A castração de cães e gatos é de suma importância para o controle populacional dos mesmos e, acima de tudo, é uma questão de saúde pública. Cada fêmea que emprenha gera vários filhotes e, no entanto, não há tantas pessoas que se disponibilizam a adotar tantos animais.

Castração é um metódo definitivo de esterilização de fêmeas e machos. O procedimento na fêmea, consiste na remoção dos ovários e útero. Desta forma, não haverá mais o ciclo estral e nem a possibilidade de gestação. A esterilização do macho é um procedimento menos invasivo, em que são removidos os testículos e túbulos seminíferos. Consequentemente, não haverá mais a possibilidade de ejaculação.

Muitos proprietários, ao invés de levar a fêmea ao veterinário para esterilização, fazem uso da famosa “vacina”, que, nada mais é que uma bomba de hormônio. Esse método contraceptivo tem como finalidade, impedir que a cadela entre no cio. Aparentemente seria um método mais barato, porém, pode sair muito caro na hora de tratar o animal em função de um dos efeitos colaterais que essa droga provoca. Não raro, causa câncer de mama, uma vez que este, em cadelas e gatas, é de origem hormonal. E, comumente, provoca infecção uterina. A infecção uterina (Endometrite cística) se desenvolve quando há um pico de hormônio intra-uterino. Começam a se formar cistos de pus dentro do útero e não há antibiótico nem anti-inflamatório que combata, apenas a remoção do órgão com estrema urgência, para retirar a fonte de infecção. Caso contrário, a fêmea vai a óbito. Obviamente, é um procedimento bem mais arriscado que a castração, pois a paciente já vai pra mesa cirúrgica debilitada, tomada de infecção.

O útero pode romper, gerando peritonite séptica. Ainda podendo ocorrer septicemia (infecção generalizada). Por isso, visando o bem estar de seu bichinho e o custo-benefício, é válido pensar duas vezes antes de administrar essa medicação. Além do que, não é um método definitivo, ao contrário da castração. Para os animais de rua, quem tem condições, é válido apadrinhar e mandar castrar. Para as pessoas de baixa renda, há programas de incentivo para esse fim, tanto para animais próprios quanto para apadrinhamento. Em vários municípios, para quem não tem condições financeiras, já se dispõe dessa facilidade.

Basta informar-se!

Bárbara Castagna Lovato
Médica Veterinária, formada na Universidade Federal de Pelotas, Residência em Clínica Médica de Pequenos Animais, pela UFPEL Pós-graduação em Clínica Médica e Cirúrgica pelo Equalis. Atende na área médica e cirúrgica em São Francisco de Paula.

• Publicado na Revista Usina da Cultura - número 15 - Julho de 2014

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