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A temida cinomose - por Caroline Souza

Todos nós que mantemos contato, cuidamos e veneramos tanto os bichinhos de estimação sentimos aquele arrepio quando ouvimos falar na cinomose.

Infelizmente ela existe, e sua taxa de mortalidade tem se elevado com bastante rapidez. Por esse motivo, é necessário conhecer essa doença bem como seus sintomas para que possamos identifica-las e levar nosso cão o mais rápido possível ao médico veterinário. Quanto mais cedo se procura o auxílio, maiores são as chances de cura.

A cinomose é considerada uma das afecções mais perigosas para espécie canina, por se tratar de um doença sistêmica ou seja , que pode atingir vários sistemas do organismo. 

Ela pode se manifestar em cinco fases, que não necessariamente possuem ordem para ocorrer, podendo ser um processo demorado para se perceber a presença dos sintomas.

  • Oftálmica: secreção nos olhos e conjuntivite severa.
  • Respiratória: secreção nasal, tosse e pneumonia.
  • Tegumentar (pele): o cão apresenta pústulas abdominais, ressecamento dos coxins ( pele debaixo da pata).
  • Digestiva: vômito, diarreia e anorexia ( falta de apetite)
  • Neurológica: tremores musculares, incoordenação motora e convulsões.

O tratamento deve ser de suporte e sintomática, visando melhorar a resistência do animal, na medida em que as infecções secundárias vão ocorrendo o médico veterinário irá determinando os tipos de fármacos a serem utilizados.

A única maneira de tentar prevenir que a doença acometa o seu cão é realizando a vacina ( que previne não somente a cinomose, mas também outras doenças) três doses inicias, e posteriormente os reforços anuais.

ATENÇÃO: As vacinas somente possuem porcentagem de eficácia e prevenção quando aplicadas no tempo certo e de forma correta. As vacinas ‘’éticas’’ comercializadas e aplicadas somente por médicos veterinários são as mais indicadas devida seu alto teor de proteção.

Caso perceba alguns dos sintomas acima em seu cão, leve-o imediatamente a um médico veterinário de sua confiança para que exames específicos sejam realizados e a doença diagnosticada.

A cinomose  É ALTAMENTE CONTAGIOSA, os animais acometidos devem ficar isolados enquanto realizam o tratamento, evitando assim sua disseminação.

Mantenha a carteirinha de vacinação do seu pet em dia, protegendo desta e de muitas outras afecções.  

Os animais que vivem na rua, não possuem vacinas e estão muito mais suscetíveis ao vírus devido a sua baixa imunidade por falta de alimentação adequada diária, exposição a temperaturas severas e contato com vários animais, por isso, apadrinhe um animal de rua, vacinando, alimentando, protegendo do frio e do calor.

Fazer o bem sem olhar a quem é o ato de amor mais digno que se pode ter. 

APADRINHE

Caroline Borges de Souza
Professora, estudante de pedagogia, realizou curso de assistente veterinária , amante dos animais e voluntária na ONG Amigos de Rua, mora em São Francisco de Paula.

Castração: O que devo saber? - por Caroline Souza

Um assunto atualmente abordado é a castração dos nossos animais de estimação, mas a questão é: o que devo saber sobre a castração? 

Castração (esterilização) cirurgia que impede definitivamente a procriação e ocorrência do cio. É de suma importância para o bem estar animal, bem como para o controle populacional. Realizada através de um procedimento cirúrgico, pode ser feita a partir dos 4 meses de idade, trazendo benefícios para machos e fêmeas.

  • Controle populacional: animais castrados não podem reproduzir, diminuindo o número de ‘’crias’’ indesejadas e os casos de abandono.
  • Evita as DSTs ( doenças sexualmente transmissíveis) como a brucelose e a TVT ( tumor venéreo transmissível).
  • Diminui o risco do desenvolvimento do câncer de mama nas fêmeas, e de tumores nos testículos dos machos.
  • Evita gestação psicológica nas fêmeas, morte no parto, e enfraquecimento dos ossos. 
  • Diminui a marcação de território, bem como as fugas e brigas advindas de cadelas no cio.
  • Deixam de latir ou miar excessivamente.

ATENÇÃO: Os medicamentos injetáveis, que atuam como inibidores do estro (cio) em cadelas e gatas podem provocar inúmeras reações adversas no animal, principalmente o desenvolvimento de nódulos mamários se usados em tratamento contínuo.

O mais indicado é sempre optar pela castração, converse com o médico veterinário do seu bichinho para que ele possa lhe orientar qual melhor momento para realização do procedimento, assim podemos ficar tranquilos sabendo que nosso animalzinho de estimação estará um pouco mais protegido de algumas doenças e que não estaremos contribuindo com os casos de abandono na cidade.

REFERÊNCIA:
MADI, Raquel. Castração de cachorro - Conheça os benefícios de castrar seu cão. Disponível em:<http://www.cachorrogato.com.br/cachorros/castracao/>

Caroline Borges de Souza
Professora, estudante de pedagogia, realizou curso de assistente veterinária , amante dos animais e voluntária na ONG Amigos de Rua, mora em São Francisco de Paula.

 

ONG Amigos de Rua: quem somos - por Caroline Souza

Localizada no município de São Francisco de Paula/RS, a Associação Cívil ONG Amigos de Rua iniciou seus trabalhos em setembro de 2010, tendo em vista a necessidade de assistência aos animais da cidade. Seu projeto inicial visava a castração dos animais para remediar os casos de abandono e negligência, mas atualmente, muito mais do que castrações, a entidade acaba por prestar primeiros socorros, subsequente atendimento veterinário e casas de passagem a animais atropelados, vítimas de maus tratos, acometidos por doenças, que vivem nas ruas, sem amor, sem alimento e sem um lar.

Infelizmente, embora uma luta constante seja travada com os órgão públicos, muitas barreiras são encontradas quando se trata de verbas destinadas a este intuito, contamos com um valor que é repassado pelo judiciário municipal para custear atendimentos de emergência e castrações, para esse fim, ainda realizamos o brechó da ONG, arrecadamos ração mensalmente, distribuímos cofrinhos pelo comércio para que os simpatizantes da causa possam colaborar conosco, entre outros meios de angariar verbas.  

Nosso maior desejo, é de que as pessoas comecem a olhar os animais de uma forma diferente, como seres que sentem dor, sentem fome e sentem medo. Muito embora tenhamos a Lei Federal que nos respalda, ainda percebemos a necessidade de uma Lei municipal que se faça valer o bem estar animal, bem como controle populacional. Medidas que viabilizem multa aos donos de animais que praticam maus tratos e abandono.

O enfoque da Associação, é pensar em projetos pedagógicos futuros para trabalhar junto as escolas municipais e estaduais a conscientização do bem estar animal e do meio ambiente, a criança é o nosso futuro, e sabemos que uma boa índole se constrói desde pequeno.

As dificuldades encontradas no caminho são diversas, desmotivadoras, mas apenas quem convive com o amor de um cão e um gato sabe que vale a pena cada segundo lutando pelo seus ideias, falando por eles, sendo a sua voz quando ninguém mais os escuta, ajudar os animais é um ato de amor.

"Quando se é capaz de lutar por animais, também se é capaz de lutar por crianças ou idosos. Não há bons ou maus combates, existe somente o horror ao sofrimento aplicado aos mais fracos, que não podem se defender" - Brigitte Bardot

Caroline Borges de Souza
Professora, estudante de pedagogia, realizou curso de assistente veterinária , amante dos animais e voluntária na ONG Amigos de Rua, mora em São Francisco de Paula.

Ressocializar e fazer o bem - por Karine Klein

Crédito foto principal: Silvio Kronbauer - 

Parceria entre a ONG Amigos de Rua e o Presídio de São Francisco de Paula vem gerando benefícios para a comunidade

As psicólogas técnicas superiores penitenciárias do PESFP falam sobre o projeto “Casa para Todos”

Farejando entre uma lixeira e outra, eles caminham pelas ruas. Quase sempre abanam o rabinho para quem passa, na esperança que um par de olhos humanos encontre os seus e lhes levem para casa. Nestes dias gelados, em que a geada e até a neve não fazem cerimônia em deixar o solo branquinho, eles resistem sem abrigo, e sem saber que logo ali mais adiante, alguns homens afastados do convívio da sociedade, entre o pensamento lá fora e a espera por sair de trás das grades, constroem aquilo que lhes protegerá das intempéries do clima.

Coordenação Geral - da dir. para esq.: Letícia Carvalho, Giovana Ghidini, Gisele Maganini (representantes da ONG Amigos de Rua), Faltemara Tessele, Rita Maganini e Maria Eli Carvalho Lima (representantes do PESFP). Crédito: PESFP/Divulgação


Através de uma iniciativa aplaudida em todo o Estado, desde o dia 5 de julho a ONG Amigos de Rua – que atua promovendo a conscientização da importância de castrar e respeitar os animais, evitando o abandono, no atendimento de emergência e no controle populacional de animais de rua – firmou parceria com o Presídio Estadual de São Francisco de Paula, para que os apenados passem a fabricar casinhas para a população canina de rua.
Inspirada no projeto já adotado na Penitenciária de Pelotas, a presidente da ONG, Gisele Pereira Maganini, pensou nesta parceria e realizou o contato com a psicóloga Rita Frezza Maganini, uma das técnicas superiores do estabelecimento penal.

 
“Olhei algumas reportagens sobre detentos fazendo os abrigos, como sempre estamos precisando, porque quando há adoção sempre pedem a casinha, e também para os que ficam na rua, pensei que podíamos fazer aqui. Enxergo benefícios para os peludos e também ocupamos os apenados com uma ação social, em favor da sociedade. Hoje todas as ruas têm animais, e precisamos de casinhas para todos,” lembra Gisele.




 Logo após, a proposta foi repassada à Direção e prontamente autorizada. A partir daí, alguns procedimentos foram tomados, como a designação de um preso representante da galeria, que se tornou o responsável pela coordenação interna do projeto. Posteriormente, a também psicóloga e técnica superior penitenciária, Faltemara Forsin Tessele, compôs a equipe de coordenação e auxiliou na confecção do projeto documental que foi batizado de “Casa para Todos”.


“Reduzir os efeitos da prisionalização, fazendo com que os sujeitos retomem uma autopercepção positiva e sua autoeficácia, contribui certamente para os objetivos do tratamento penal,” explica Rita. A psicóloga continua: “além disto, a realização da atividade reverte-se diretamente em benefício à comunidade, local onde os efeitos negativos dos delitos se instalam. Inverte-se, assim, a relação dos sujeitos com o ambiente e, espera-se, ainda, um novo olhar da comunidade para com estes sujeitos, para que possam ressignificar suas histórias e integrar-se novamente na vida comunitária,” completa.

Crédito:Karine Klein


Nas segundas, quintas e sextas-feiras pela manhã, das 10h15min às 11h15min, intercalados em três grupos de seis pessoas, os presidiários recebem as instruções iniciais e começam o trabalho. Como a atividade, além de beneficiar o projeto da ONG, também possui caráter educativo e de ressocialização, a primeira tarefa dos presos é elegerem o modelo de casinha que irão produzir,entre os sete disponíveis, de acordo com o material que possuem no dia, e escolher um nome para o grupo. A cada três dias trabalhados, eles têm direito a reduzir um dia da pena.


Na ocasião em que visitei o presídio, dois grupos já haviam sido definidos nos dias anteriores, o “Vapt-Vupt” e o “Babilônia”. Então acompanhei o desenvolvimento do trabalho do grupo recém formado que se auto intitulou “Casa e Cia”. Dentro do grupo é escolhido um coordenador, que participa com um e coordena os demais.


O presidiário C. D. R, 30 anos, é um dos coordenadores de trabalho e conta: “É muito bom participar dessa atividade porque é o momento em que a gente consegue não pensar no que fez lá fora e esquecer que está dentro da prisão. Este é o terceiro presídio que eu passo e a primeira vez que vejo isso e participo de algo assim”.

Giovana Ghidini, representando a ONG Amigos de Rua, explicou o projeto aos presos. Crédito: PESFP/Divulgação


Inicialmente, os presos construirão três casinhas a serem alocadas na sede da ONG. Posteriormente, a ideia é produzir outras para distribuir pelo centro da cidade, nos locais onde já existem recipientes para a distribuição de água e alimentos aos animais de rua. E o projeto não se limita somente aos animais, existem planos futuros para uma terceira fase, em que cogita-se a possibilidade de confeccionar móveis para órgãos públicos (Casa de Passagem, Escolas de Educação Infantil, por exemplo) e, finalmente, a produção comercial a preço popular a ser vendida no comercio local, com retorno de renda à ONG e aos presos envolvidos.


Para Wagner Cruz Pimentel, o vice- diretor do presídio, o projeto está se desenvolvendo de maneira muito satisfatória. “Já foi comprovado em outros locais que esta é uma forma mais eficaz para ressocialização dos presos. A atividade possui um valor bem importante que é a educação, e esta é uma causa que eu apoio e defendo, a causa animal. Além de tudo isso, os participantes são beneficiados com a remissão de pena e se sentem valorizados”.


A bióloga Giovana Ghidini, diretora administrativa da ONG Amigos de Rua, conta que alguns dos materiais para dar início ao projeto foram comprados por voluntárias, outros foram doações, através de pedidos nas redes sociais. “A parceria com a entidade foi de suma importância, pois está resolvendo um problema pontual da ONG amigos de Rua, ou seja, nem sempre conseguimos adotantes para todos os animais. Entendemos que a parceria trará benefícios tanto aos apenados, pois terão uma ocupação, e vimos essa parceria como uma maneira de inclusão, e para a ONG que além do ganho imediato para os animais de rua que estarão protegidos do frio, permite que mais pessoas se engajem na causa e conheçam a realidade da Amigos de Rua. Não precisa ser voluntário de uma ONG para ajudar, seja animais, seja pessoas, basta querer. O que sempre repetimos é que não basta ter pena, é preciso atitude para mudar uma realidade. Juntos podemos mais!” enfatiza.

Coordenadoras do projeto com Wagner Cruz Pimentel, vice-diretor do presídio e Valdemar Alves da Silva, diretor. Crédito: PESFP/Divulgação


No lançamento oficial do projeto, em 5 de julho, houve uma confraternização com os apenados, em que estiveram presentes as representantes da ONG, e do PESFP. Na ocasião, os presos ligados à atividade laboral de artesanato realizaram as combinações iniciais da execução do projeto. Na data, um coquetel produzido por um apenado ligado à atividade da padaria, foi servido aos participantes.

Continuidade
Para o projeto seguir em andamento, a ONG e o Presídio precisam contar com o apoio da comunidade com doações. Materiais como pregos, madeiras e dobradiças são necessários a todo momento. Além disso, também faltam equipamentos de marcenaria, como serra fita, lixas, tintas, fundos e telhas.

Quebrando o preconceito
A psicóloga Faltemara Tessele explica que apesar do projeto já ser conhecido da comunidade, pois foi amplamente divulgado e comentado nas redes sociais, ainda são poucas as doações que chegam. “Por enquanto não tivemos uma adesão muito grande da comunidade em apoiar o projeto doando materiais. O preconceito é uma questão recorrente, construída ao longo da história. Por serem presos, muitos acreditam que não devem apoiar”.  E a profissional ressalta: “Nosso presídio tem muitas limitações, o espaço em que a atividade de artesanato é desenvolvida não é o ideal. Mas não deixamos de fazer, apenas adaptamos à nossa realidade”.

Gisele Maganini dando instruções para o início da produção. Crédito: PESFP/Divulgação


Para Daniele Guidotti, moradora de São Francisco de Paula e apoiadora da causa animal, a iniciativa é positiva para todos os envolvidos. “Penso que a parceria firmada beneficia toda a sociedade e privilegia valores carentes de exercício, pois permite o envolvimento da comunidade de São Francisco de Paula, que doa os materiais utilizados na construção das casinhas, confere aos apenados a prerrogativa de fazerem algo de positivo para outrem, o que é sempre honroso, assim como permite que a ONG Amigos de Rua continue ajudando e protegendo animais abandonados”, disse.

 

Wagner Cruz Pimentel, o vice- diretor do presídio. Crédito: Karine Klein
Vice diretor do presídio junto das psicólogas técnicas superiores penitenciárias, Faltemara Forsin Tessele e Rita Frezza Maganini

Sobre o Presídio
Com capacidade para 40 presidiários e ocupação atual de 116, o Presídio Estadual de São Francisco de Paula está localizado na Rua Tiradentes, s/nº. Além das atividades do projeto “Casa para Todos”, os presos são envolvidos em tarefas de culinária, faxina, serviços gerais, manutenção externa, interna e padaria. Também são oferecidas aulas na modalidade EJA, de Ensino Fundamental e Ensino Médio.
A psicóloga Rita Maganini conta que a ocupação atual do presídio se dá devido à alta reincidência. “Isto é uma característica local. Como nossa cidade é carente de empregos, muitos vão para a liberdade, mas voltam a cometer delitos, ”explica.


*A pedido do PESFP não divulgamos os nomes nem os rostos dos apenados.

SERRANÍSSIMA - São Chico em pauta                                                        

Karine Klein é jornalista e apaixonada por São Chico. Sonha viver de contar histórias e acredita que cada um pode começar a mudar o mundo.

 

 

 

 

Desafago - por Patrícia Viale stars

Vago neste lugar qualquer. Meus pés ardem. Já não levanto a cabeça. Tudo dói. O respirar está fraquinho. Não sei o que aconteceu. Até antes disto tinha um lugar quente para dormir. Comida para este vazio dentro de mim. Afago quando eles apareciam no pátio. Com caixa de papelão e coberta para os dias frios. Eu era a cachorrinha da casa.

De repente uma coceira atrás da orelha desmoronou o tudo. Era só uma coceirinha de matar o tempo. Foi aumentando. Nas duas orelhas. Nos cotovelos. Na barriga. O pêlo começou a vagar por outro espaço. Eles encontraram as primeiras falhas. E passaram a olhar-me mais vezes ao dia. Pela manhã, à tarde e às vezes, à noite, antes da janta. Puxavam minhas orelhas. Viravam-me de barriga para cima. E sussurravam. A mulher colocava a mão na cabeça e balançava-a de um lado pro outro. Eu estava alegre. Mais vezes juntos. Mas a coceira aumentava. A mulher já não me olhava. Pronunciava sarna. O homem largava a comida num canto. A água no outro pote e ia embora sem um afago. Desafago, eu saberia depois.




Num final de tarde, o homem chegou bem perto da caixinha e me chamou. Colocou a coleira no meu pescoço e puxou-me. Abriu a porta de trás do carro e ali me deixou. Fiquei deitada. Pensei que iríamos passear. O homem abriu a porta. Me puxou pela corda com força. Tirou a coleira. Não disse nada. Sequer olhou-me. Entrou no carro e partiu. Olhando para os lados, o escuro. Ruídos desconhecidos. Sem a caixa de papelão quente nas noites frias. Sem o afago atrás das orelhas. Sem a voz conhecida. Suspirei naquele vazio. Não tive retorno. Um latido largado naquele vão. Não deu eco. As luzes nas casas de longe já se apagavam.

Este texto da voluntária Patrícia Viale descreve a tristeza do abandono de um animal. Se você tem um animal, cuide. Se você pensa em adotar, lembre-se que ele é um ser vivo e não pode ser descartado como um objeto. Animal sente fome, sede, dor e tristeza.

ONG Amigos de Rua

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