Celina Valderez

Celina Valderez

Semana Mundial da Amamentação/Agosto Dourado - por Celina Valderez

Desde 1992, o planeta celebra a Semana Mundial de Aleitamento Materno, entre os dias 1 e 7 de agosto. A cada ano, um tema ou ângulo sobre essa questão é ressaltado para que sempre possamos nos recordar e aprender como o leite materno e a amamentação fazem a diferença na promoção à saúde da criança, no vínculo familiar, na educação e até no âmbito empresarial e financeiro, como demonstram os estudos recentemente apresentados pelo professor Cesar Victora, da Universidade Federal de Pelotas, no Rio Grande do Sul.

Todos esses temas sempre exerceram um apelo global. Divulgamos o trabalho dos Hospitais Amigos da Criança, a importância e a responsabilidade de todos (governo, sociedade, empresa, profissionais de saúde e mídia) no estímulo ao processo de amamentação e inclusive os direitos das mulheres em seus empregos.

Não deixamos de ressaltar também a relevância do impacto familiar, das normas que regulamentam a publicidade e protegem o aleitamento, das leis trabalhistas e dos direitos das crianças de receber uma alimentação padrão-ouro e educação de qualidade. Pudemos abordar até assuntos tão diversos como ecologia, paz mundial, situações de emergência, tecnologia, informática… Enfim, o presente, o passado e o futuro — e suas conexões com a amamentação.

Em 2017, na vigésima quinta Semana Mundial do Aleitamento Materno, nos propusemos a levar dois temas que resumem muito do que foi feito até agora e o que se pretende realizar daqui para a frente:

•Ninguém pode fazer por você. Todos podem fazer junt@s com você.
•Proteger a amamentação: construindo alianças sem conflitos de interesse.

Mas tem mais: em um momento histórico, por meio da Lei Nº 13.435, de 12 de abril de 2017, foi instituído que agosto será também o Mês do Aleitamento Materno. Eis o AGOSTO DOURADO.

Será que um mês seria suficiente para divulgar toda a importância do aleitamento materno? Seria melhor se tivéssemos o ANO DOURADO ou a DÉCADA DOURADA, não?

Amamentar é natural, mas não é algo fácil. Exige dedicação e parcerias. Saiba, porém, que não existe alimento melhor para o bebê.

O leite humano é o único alimento capaz de oferecer todos os nutrientes na quantidade exata de que a criança precisa. Ele garante o melhor crescimento e desenvolvimento, não existindo nenhum outro alimento capaz de substituí-lo.

Trata-se de um alimento vivo, econômico, que está sempre pronto e vem sem contaminação. Ele muda de composição, sabor e volume durante todo o período de amamentação — inclusive do começo para o final da mamada e da manhã para a noite — e traz proteção contra doenças alérgicas e infecciosas.

A recomendação da Organização Mundial de Saúde, do Ministério da Saúde e da Sociedade Brasileira de Pediatria é a seguinte:  aleitamento materno desde a sala de parto, exclusivo e em livre-demanda até o 6º mês, estendido até 2 anos ou mais.

Temos a convicção de que, com o apoio de todos, com as parcerias éticas estabelecidas com as famílias, a sociedade, os órgão governamentais, as empresas, a imprensa e os profissionais de saúde, teremos condições de oferecer às crianças de hoje a meta de ser a geração dos 100 anos. Uma geração cidadã, íntegra e saudável.

Fonte: http://saude.abril.com.br/blog/experts-na-infancia/por-que-agosto-virou-o-mes-do-aleitamento-materno/

Celina Valderez Feijó Kohler (Val). 
Enfermeira, especialista em Saúde Pública, terapeuta comunitária. Membro da Associação Ecológica Portal do Sol.

Produtos de limpeza e o meio ambiente - por Celina Valderez

Você já parou para pensar o quanto  nossos hábitos de higiene contribuem  para a poluição do meio ambiente? Diariamente sabões, detergentes e os mais variados produtos usados nas residências, e também nas indústrias, entram no sistema de esgotos. Sem o devido tratamento, desaguam em rios e lagos, causando a morte de plantas e animais. Quantos pontos turísticos já vimos, cuja beleza foi  prejudicada pela poluição? 

Saber do que é feito e o impacto que causa o produto que usamos pode  ajudar a repensar a necessidade de usá-lo, ou a possibilidade de reduzir seu uso. Por exemplo, você sabia que “sabão” e “detergente” são produtos diferentes?

As diferenças entre “sabão” e “detergente” começam na sua origem. Enquanto o sabão tem como matéria prima óleo e gordura, o detergente é derivado de petróleo! Isso mesmo, petróleo! O sabão é considerado biodegradável, ou seja, consegue ser decomposto pelos micro-organismos existentes na água. Já a estrutura química dos detergentes, diferente da dos sabões, não é afetada pelas bactérias, por isso esses produtos permanecem na água sem sofrer decomposição. 

Outras substâncias contidas nos sabões e detergentes são as chamadas  tensoativas, que diminuem a tensão formada entre dois líquidos. Assim, elementos como a água e o óleo perdem a capacidade de se manterem separados. Em sistemas que dependem do oxigênio, como rios e lagos, os agentes tensoativos interferem nas taxas de aeração – ou seja, sobra menos oxigênio para a vida aquática.  Além disso, a formação de espuma na superfície, formada com o movimento das águas, impede a entrada de luz, essencial para a fotossíntese das plantas que vivem no fundo dos rios, contribuindo para redução maior ainda do oxigênio disponível na água. Percebem porque os peixes não conseguem sobreviver nos rios poluídos?

Todos os sabões são produzidos a partir de matérias-primas biodegradáveis, ou seja, óleos e gorduras que passaram por um processo de saponificação. Portanto, os sabões possuem tensoativos biodegradáveis. Já os detergentes podem ou não ter esse tipo de tensoativos – embora, atualmente, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) esteja exigindo que os tensoativos utilizados sejam biodegradáveis.

Os detergentes, porém, possuem outros compostos que também causam impactos ao meio ambiente. Para melhorar o poder de limpeza, principalmente em águas duras (que têm maior concentração de íons de cálcio e magnésio, o que dificulta a ação de sabões e detergentes), são adicionados agentes sequestrantes ou quelantes. Um dos agentes sequestrantes mais usados é o EDTA. Além disso tudo,  o produto ainda precisa ter boa aparência, para atrair a atenção do consumidor; para isso,   são adicionados corantes e fragrâncias, e para resistirem aos longos períodos nas prateleiras do supermercado, também são adicionados conservantes. 

O sabão em geral produz menos espuma que o detergente; por isso, é comum as famílias pensarem que não seja tão eficaz nas atividades de limpeza da casa.  Assim, optam pelo uso de detergentes, sem saber que seus resíduos se acumulam nos rios, formando uma densa camada de espuma. Você já deve ter visto imagens de camadas de espuma em lugares poluídos, como por exemplo, no Arroio Dilúvio em Porto Alegre.

Uma dúvida muito frequente sobre a confecção de sabão é sobre o uso da soda cáustica (NaOH). Sabe-se que ela é uma base forte (pH 14), podendo causar irritações na pele quando está no seu estado puro. Porém, quando ela é empregada na fabricação de sabão, ocorre uma reação química chamada saponificação: a soda cáustica reage com os óleos, tendo como resultado sabão e glicerina. Desta forma, toda soda cáustica presente reage com os óleos, formando um produto de pH próximo ao neutro, sem risco à saúde.

PARA PENSAR:
- Quantas vezes você já disse “esse produto só dá cheiro na hora”? Que tal  repensar e escolher produtos sem fragrância, já que não vai durar mesmo? 
- Para que serve a cor de um detergente ou sabão? Haverá algum prejuízo se optarmos por aquelas marcas sem corantes?
- Será que o aumento de problemas respiratórios e alergias no meio em que vivemos pode estar relacionado com todas essas fragrâncias sintéticas que respiramos diariamente? 
- Qualquer produto de higiene causa algum tipo de impacto. E o importante é sempre ponderar o uso e fazer escolhas certas. Então será que, em alguns casos, daria para utilizar um método físico de limpeza, como varrer e aspirar, e assim diminuir o uso de químicos?
- Ao optar por produtos mais baratos, muitas vezes sem selo de certificação, será que não se pagará bem mais caro, no futuro, com a poluição das nossas águas?

DICAS: 
- Tente utilizar mais o sabão e deixar o detergente apenas para limpeza pesada. 
- Evite misturar as louças engorduradas com as menos sujas, e antes de colocá-la na pia retire o excesso de gordura com um guardanapo (ou pedaço de papel – pode ser uma boa utilidade para encartes de  propaganda!) .
- Sempre que possível, evite o uso do detergente e do sabão em limpezas gerais. Busque alternativas com produtos caseiros e igualmente eficientes, como o vinagre e o bicarbonato de sódio. Além de econômicas, agridem bem menos o meio ambiente.
- Procure conhecer e testar os produtos de limpeza ecológicos que existem no mercado. Dê preferência aos que tenham selo de certificação. Isso significa que a empresa passou por uma auditoria sobre os processos e matérias-primas utilizadas.
- Crie um grupo com seus amigos e tentem fabricar seu próprio sabão com óleo de cozinha usado. A internet está cheia de dicas!
- Mesmo os produtos biodegradáveis de limpeza devem ser mantidos fora do alcance das crianças.
- Ao reutilizar embalagens tenha o cuidado de identificar o produto, para evitar que sejam confundidos com outros produtos que anteriormente ocupavam as embalagens utilizadas.

Celina Valderez Feijó Kohler (Val). 
Enfermeira, especialista em Saúde Pública, terapeuta comunitária. Membro da Associação Ecológica Portal do Sol.

Animais abandonados: seja parte da solução! - por Celina Valderez

A frase "se você não é parte da solução, então é parte do problema" (Eldridge Cleaver) nos obriga a refletir e nos posicionar. Quando a questão é “o que fazer com um animal abandonado”, essa frase também é muito verdadeira! “Ter pena” não é suficiente para mudar uma realidade! O que provoca mudança é tomar uma atitude. 

Em 2010, unidas pelo ideal de diminuir o sofrimento dos animais de rua, um grupo de  amigas fundou em São Francisco de Paula a Organização Não Governamental (ONG) “Associação Civil Amigos de Rua”. Não possui sede, nem canil ou gatil; sabe-se por outros municípios que manter esse tipo de espaço, sem medidas educativas que incentivem a castração e adoção, tende a incentivar o abandono. Mantém uma média de 25 cães hospedados em Clínicas veterinárias de nossa cidade e em algumas residências que se oferecem como Casa de Passagem. Vale lembrar que a ONG foi criada especialmente para colaborar com os órgãos públicos; infelizmente, nos últimos tempos, vem carregando sozinha esse fardo.

A maioria das voluntárias e colaboradores da ONG são mulheres, que trabalham fora de casa, tem filhos e seus próprios animais de estimação. Para realizar resgates ou mesmo transportar um animal para ser socorrido, não possui veículo, nem tem contado, na atualidade, com o apoio de órgãos públicos. Isso vem sendo feito com veículos de voluntários, ou mesmo por meio de táxi. A ONG não tem verba própria. Ao longo de 2016, infelizmente, não recebeu nenhuma verba da Prefeitura; em anos anteriores, chegou a receber no máximo R$ 20.000,00 reais por ano. O único valor que tem recebido mensalmente (de março a dezembro) são R$2.000,00 do Fórum, oriundos de Termos de Ajustamento de Conduta. As despesas com veterinário – que faz preço diferenciado para a ONG – tem sido em média R$10.000,00 mensais, entre consultas de emergência, cirurgias, castrações, medicamentos, hospedagens. Para suprir essas despesas, a ONG conta com a colaboração da comunidade através de  rifas, brechós, vaquinhas, bem como com o “troco amigo”, depositado em cofrinhos (latinhas) que podem ser encontrados junto ao caixa de várias casas comerciais do município.

As voluntárias comunicam-se por whatsApp e facebook. São várias denúncias por dia: cães e gatos abandonados à própria sorte, sofrendo maus tratos ou mesmo negligência. São  animais que perambulam pelas ruas, correndo riscos e muitas vezes sendo atropelados, doentes, com dor, fome, frio, molhados; fêmeas prenhes, ninhadas inteiras jogadas fora, e infelizmente vários sofrendo maus tratos pelos próprios donos.

Infelizmente não é raro receber denúncias de práticas extremamente cruéis, como por exemplo colocar um cão dentro de um sofá e colocar fogo, com o animal vivo. A situação já está mudando, à medida que os cidadãos se conscientizam de que os animais que convivem com os humanos são seres sencientes! Sim, a Ciência vem comprovando que os animais possuem capacidade de ter sentimentos associados à consciência.

Outro exemplo são as ninhadas, especialmente de cães. A ONG recebe com frequência informação de que em algum lugar da cidade alguém viu uma caixa cheia de filhotes – até mesmo associada com veículos de outros municípios! As voluntárias, além de sobrecarregadas com todo tipo de socorro, ainda encontram tempo para divulgar animais para adoção no facebook, para fazer feiras de adoção...

Com esperança de que dentro de breve tempo esse quadro mude, um grupo está trabalhando há vários meses na elaboração de um projeto de lei que regulamente o cuidado aos animais, incentivando a adoção e a posse responsável.

Atitudes que podem ajudar:
- Forme grupos de proteção aos animais em sua rua, na quadra onde você mora, na sua escola, no local de trabalho. Assim, quando surgir um animal abandonado, será mais fácil conseguir ajuda para uma  “vaquinha”. Fica menos pesado para cada um, e assim você poderá ajudar também;
- Quando aparecer em sua rua uma cadela ou uma gata sem dono, é importante providenciar urgente a castração, ou então, caso esteja prenhe, cuidar dela até ganhar os filhotes, conseguir adotantes, e providenciar a castração com urgência;
- Colabore com a ONG: deixe sua doação (troco)  nos cofrinhos espalhados pela cidade; doe roupas, sapatos, livros, utensílios que não tem mais utilidade em sua casa para serem comercializados no brechó. O que é vendido no bazar ajuda não só os animais mas também as pessoas de baixa renda, pois tudo é vendido a baixo preço. 
- Lembre que os animais precisam comer todos os dias – portanto, a arrecadação mensal de ração realizada no Supermercado Rissul é uma importante fonte de manutenção das atividades da ONG. 
- Participe das Feirinhas de Adoção. Não compre animais: adote! Lembre que os animais não são brinquedos, e não podem ser descartados como se fossem objetos. São seres sencientes!
- Ofereça-se para ser voluntário da ONG. Por exemplo, se a ONG tivesse vários voluntários com carro, poderia ser feita uma escala, e não ficaria pesado para ninguém.
- No verão, os animais também sentem sede. Experimente colocar um pote com água na calçada. Sempre que possível, coloque também um pote com ração.
- Mostre para as crianças que os animais devem ser respeitados. Conte para elas  que sentem dor e medo, e que além de comida, água e abrigo,  precisam muito de companhia e de carinho. 
- Evite usar fogos de artifício; convença sua família e seus vizinhos a evitar também. Os fogos causam sofrimento aos animais. Os cães possuem audição mais sensível que a humana; os fogos deixam-nos assustados. Muitos fogem e não encontram mais o caminho para casa.

A ONG gostaria que nenhum animal sofresse, seja por abandono, doença, atropelamento... É importante saber que, quando o grupo deixa de atender uma denúncia, isso acontece por total falta de recursos. Além disso, vale destacar: zelar pelo bem-estar dos animais em nossa cidade é papel de cada um de nós, e dos órgãos públicos – não de uma ONG.

Fontes: http://www.labea.ufpr.br/PUBLICACOES/Arquivos/Pginas%20Iniciais%202%20Senciencia.pdf

Celina Valderez Feijó Kohler (Val). 
Enfermeira, especialista em Saúde Pública, terapeuta comunitária. Membro da Associação Ecológica Portal do Sol.

Reciclar... sangue!! - por Celina Valderez

Um dos significados de reciclar, segundo a Wikipédia,  é  submeter (algo) a tratamento para reutilização. Esta coluna propõe-se a levantar questões que promovam qualidade de vida com pequenas atitudes em nosso dia-a-dia. Desse ponto-de-vista, salvar uma vida seria uma grande mudança, concordam? E que tal salvar quatro, com um único gesto? Sim! Uma única doação pode salvar até quatro vidas! Que tal aprender um pouco sobre a “reutilização” do sangue?

Você sabia que cerca de 20% das internações necessitam de transfusão? Portanto, uma em cada cinco pessoas internadas em hospitais necessita repor sangue. Entre os beneficiados, estão vítimas de acidentes, transplantados e pacientes com problemas de coagulação. Você sabia que menos de 2% da população brasileira doa sangue regularmente?  Que as bolsas de sangue têm validade de pouco mais de um mês? Você já percebeu que a necessidade de sangue é ainda maior nas festas de fim-de-ano e  férias de verão – justamente na época do ano em que os estoques dos bancos de sangue tendem a ficar mais baixos?

Estima-se que 3 milhões de brasileiros sejam doadores regulares. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), se tivéssemos 1 milhão a mais, não aconteceriam  faltas nos estoques dos bancos de sangue. Entretanto, a doação regular ainda não é um hábito da maioria da população. Muitos doadores potenciais não doam por medo da agulha!!! 

Apesar dos avanços da ciência, a transfusão é,  até o momento,  a única maneira de salvar a vida de alguém que tenha perdido  30% do sangue circulante. Portanto, doar sangue é um gesto solidário. Todos sabemos disso...especialmente quem já precisou de sangue, para si ou para um ente querido!! 

Na mais recente campanha de doação em São Francisco de Paula,  constatamos apenas 1 novo doador para cada 20!!  Uma das doações mais emocionantes foi de uma garota de 19 anos, antes de ir para a aula! Houve também um casal que havia se dirigido inicialmente a outro local, mas não desistiu ao constatar o engano; a esposa já era doadora regular, e o marido venceu os receios,  incentivado por ela!

Nessa campanha, percebemos que há muitas dúvidas sobre doação de sangue, até mesmo por parte de quem doa regularmente. Você sabia que cada  bolsa de sangue é capaz de comportar até 450 ml? Que cerca de 55% do sangue corresponde ao plasma (parte líquida)? Que 45% são os glóbulos (brancos - defensores do organismo, e vermelhos  - transportam oxigênio e gás carbônico), e as plaquetas (papel importante na coagulação)? 

Em um adulto, a quantidade de sangue varia entre 5 a 7 litros. Ele é  produzido na medula óssea e funciona como um meio de transporte: distribui oxigênio, vitaminas, nutrientes, medicamentos que ingerimos, hormônios, e células de defesa. 

Antes da descoberta das diferenças bioquímicas nos tipos sanguíneos pelo pesquisador austríaco Karl Landsteiner, no século 20, era comum aconteceram mortes pós transfusão. Os glóbulos vermelhos (também chamados eritrócitos ou hemácias) têm uma identidade que permite a classificação do sangue em A, B, AB e O. No Brasil, os grupos mais comuns são o “O” e o “A”, que abrangem 87% da população. O grupo B responde por 10% e o AB, por apenas 3%.  

O tipo sanguíneo também é identificado pelo fator Rh -  positivo ou negativo. Cerca de 85% das pessoas têm Rh positivo. O tipo “O-“ (“O negativo)  é “doador universal”- ou seja, pessoas de qualquer tipo de sangue podem recebê-lo. Entretanto, as pessoas com esse tipo de sangue só podem receber sangue “O” negativo! O estoque desse tipo de sangue sempre está baixo, uma vez que, apesar do tipo “O” ser um dos mais comuns no Brasil,  apenas 15% da população tem sangue RH negativo.

O tipo “AB+” (“AB positivo”) é o receptor universal, ou seja, pode receber sangue de qualquer um dos demais tipos. Uma curiosidade é que os  filhos podem ter  tipo sanguíneo diferente do dos pais.

A doação dura cerca de uma hora e não traz riscos à saúde. A medula óssea repõe o sangue retirado em até 2 meses nos homens e em 3 meses nas mulheres. Por esse motivo, o intervalo entre as doações é de 60 dias para homens e de 90 dias para mulheres.

Os requisitos mais importantes para doar são:
 ter entre 16 e 60 anos (para a primeira doação); pesar mais de 50 kg; bom estado de saúde; 12 meses após fazer tatuagem ou tirar piercing. Além disso, é importante não estar em jejum. É importante apresentar documento original com foto recente, que permita a identificação do candidato, emitido por órgão oficial (Carteira de Identidade, Cartão de Identidade de Profissional Liberal, Carteira de Trabalho e Previdência Social, Carteira de Motorista).

  Há alguns impedimentos temporários para doar sangue. Por exemplo: gravidez; parto (90 dias após parto normal e 180 dias após cesariana); amamentação (se o parto ocorreu há menos de 12 meses); resfriado (aguardar 7 dias após desaparecimento dos sintomas); ingestão de bebida alcoólica nas 12 horas que antecedem a doação;  tatuagem / maquiagem definitiva nos últimos 12 meses;  extração dentária ou tratamento de canal (aguardar 7 dias). Antes da doação, rotineiramente, é realizada uma triagem clínica, de forma que outras informações prestadas pelo doador serão consideradas para definir se está apto para doar sangue nesse momento. Essa triagem visa proteger tanto o doador quanto o receptor.

Fontes: Fundação Pró-Sangue de São Paulo; abc.med.br;
LBV – Legião da Boa Vontade http://www.lbv.org/doacao/curiosidades-sobre-doacao-de-sangue

Celina Valderez Feijó Kohler (Val). 
Enfermeira, especialista em Saúde Pública, terapeuta comunitária. Membro da Associação Ecológica Portal do Sol.

Bem-vinda, Primavera!!! - por Celina Valderez

Você tem andado pela cidade, admirando as novidades? A Primavera chegou,  enchendo nossos dias de cor e perfume! Você já viu como estão bonitos os ipês amarelos, os jasmins-de-poeta? Que tal cultivar o hábito de olhar as calçadas e os jardins? Você vai  perceber que a paisagem sempre, a cada dia, tem um detalhe diferente! Vivemos num jardim florido, basta observar para perceber!  Admire, observe... cada semana, cada hora, cada mês do ano traz novidades. Acostume-se a olhar o caminho por onde passa, percebendo as mudanças sutis que acontecem a cada dia!

E pensar que toda essa beleza... não tem preço! Não precisamos pagar para admirar as camélias em flor, as glicínias com seus cachos azuis, as orquídeas “olho-de-boneca”, os “funcionários públicos”...as hortênsias azuis, cor de rosa... lanterninhas chinesas...e as rosas? São Chico tem as mais lindas que já vi! Roseiras arbustivas,  trepadeiras, Rosas-de-Santa-Terezinha...e os plátanos, os acer, as “escovas de garrafa”? os brotinhos novos, de primavera, são de um verde que não se repete em outras estações!

E já que estamos falando de plantas, você já pensou em conversar com a terra?

Cada ser se comunica de alguma forma. A terra não comunica com palavras, mas com...brotos! Se as plantas  germinam, brotam, crescem, dão flores... a terra está nos dizendo que está “bem de saúde”.  Plantar é conversar com a terra! Cuidar das plantas, das árvores, dos arbustos, das flores, é uma atividade muito saudável, e faz bem para a alma também!

E se a as flores, e as folhas, cairem no chão? Então, teremos o melhor adubo do mundo! Esse “adubo verde” devolve para a terra aqueles nutrientes que as raízes das plantas retiraram lá do fundo! Não são, absolutamente, “sujeira”!

Então, a dica da primavera é plantar! Plante chás, temperos, e muitas flores! Se tiver espaço, plante árvores que dão flores. Elas vão alegrar sua vida e sua cidade! Ajude a transformar nossa querida cidade num jardim, a cada ano mais bonito!

Se você mora em apartamento, experimente cultivar um vaso pequeno flores, ou temperos, ou chás. E, sempre que possível, consiga mudinhas com seus amigos. Guarde em sua casa uma lembrança viva das amizades! E aproveite ao máximo a beleza desta estação!

Celina Valderez Feijó Kohler (Val). 
Enfermeira, especialista em Saúde Pública, terapeuta comunitária. Membro da Associação Ecológica Portal do Sol.

Óleo e bueiro não combinam! - por Celina Valderez

Uma pessoa da comunidade, aqui em São Chico, assistiu despejarem óleo de fritura em um bueiro e ficou muito preocupada, pois sabe dos problemas que pode causar. Todo mundo deveria saber que o óleo de cozinha, apesar de reciclável, tem um grande potencial contaminante. Infelizmente, nem todos já se conscientizaram do quanto é importante o descarte adequado. Percebemos, portanto,  que ainda restam muitas dúvidas: como descartá-lo? por que não devemos jogá-lo na pia da cozinha, no tanque de lavar roupa, nos bueiros? O que podemos fazer com o óleo usado? Como armazená-lo?

Segundo dados coletados junto aos fabricantes de óleo de cozinha, de cada quatro litros consumidos, um é descartado de forma incorreta. Esse litro de óleo descartado incorretamente tem potencial para contaminar 20 mil litros de água, segundo a SABESP (Saneamento Básico no Estado de São Paulo). Apenas 10% do óleo de cozinha usado é reciclado atualmente, e a maior parte da população ainda descarta simplesmente em qualquer lugar – até nos bueiros!

Mas qual o problema do descarte inadequado desse óleo?? O problema é que ele vai chegar em algum arroio, lago, ou rio; vai formar uma película sobre a água, e provocar a diminuição de oxigênio [sim, na água há oxigênio dissolvido!], levando à morte  peixes e muitos outros seres vivos.
Na maioria das residências existe um equipamento chamado caixa de gordura, um dispositivo que acumula a gordura para ela não ir parar na rede de esgoto, ou na de águas pluviais. O descarte inadequado do óleo de cozinha, mais cedo ou mais tarde, será responsável por entupir encanamentos. Será necessário um processo trabalhoso para limpar esse encanamento e a caixa de gordura. Além disso, uma parte do óleo descartado que passa pelos encanamentos não fica retido na caixa de gordura, chegando às redes que, em São Chico, vão terminar em algum dos pontos turísticos da cidade:  Lago São Bernardo,  Barragem da CORSAN,  Cascata da Ronda... 


Então, o que fazer com o óleo?
Após utilizar o óleo de fritura, você pode armazená-lo em uma garrafa PET. Aqui em São Chico, um dos dispositivos para o descarte correto fica no Supermercado  Rissul. O óleo descartado serve para produção de biodiesel, sabão, tintas a óleo, massa de vidraceiro e outros produtos. Isso preserva matéria-prima, incentiva a reciclagem e evita que mais litros de óleo sejam descartados de maneira incorreta. Assim, você elimina o problema de um item que, apesar de biodegradável, é um poluidor e grande contaminante. 

Fontes:
http://site.sabesp.com.br/site/interna/Default.aspx?secaoId=115
www.ecycle.com.br
http://www2.portoalegre.rs.gov.br/dmlu/default.php?reg=5&p_secao=184
http://www.abras.com.br/supermercadosustentavel/noticias/descarte-inadequado-do-oleo-usado-de-cozinha-traz-risco-de-contaminacao-ao-meio-ambiente/
http://www.ecycle.com.br/component/content/article/35/438-aprenda-a-fazer-sabao-com-oleo-de-cozinha-usado.html (Dica para fazer sabão em casa, com óleo de cozinha já usado).

Celina Valderez Feijó Kohler (Val). 
Enfermeira, especialista em Saúde Pública, terapeuta comunitária. Membro da Associação Ecológica Portal do Sol.

Alimentação adequada e saudável - por Celina Valderez

"Alimentar-se não é apenas “engolir nutrientes”. É um conjunto de práticas que envolvem a escolha dos alimentos,  como eles  são combinados entre si e preparados, o modo de comer e os hábitos culturais e sociais da pessoa e do meio em que vive."

Você já ouvir falar em Roda dos Alimentos? em Pirâmide Alimentar? Com certeza sabe que, para ter saúde, é importante cuidar da alimentação - que é importante comer  frutas e verduras,  menos açúcar e gorduras,  menos sal, menos alimentos à base de farinha, que é importante ingerir proteína (ovos, carne e derivados) todos os dias.

Alimentar-se não é apenas “engolir nutrientes”. É um conjunto de práticas que envolvem a escolha dos alimentos,  como eles  são combinados entre si e preparados, o modo de comer e os hábitos culturais e sociais da pessoa e do meio em que vive. Todos esses aspectos influenciam a saúde e o bem-estar.  As práticas alimentares apropriadas são importantes para ter  saúde e  prevenir doenças.

Todos já ouviram falar que os alimentos disponíveis para comprar contém altos índices de agrotóxicos. O que podemos fazer? Na medida do possível, adquirir da agricultura familiar, informando os produtores sobre a importância de produzir com menos venenos.

Além desse importante cuidado, é bom saber que  em 2015 foi lançado o Novo Guia Alimentar para a População Brasileira. O novo Guia leva em consideração grandes  mudanças nos padrões de alimentação nas últimas décadas. As mais graves são a substituição de alimentos in natura ou minimamente processados de origem vegetal (arroz, feijão, mandioca, batata, legumes e verduras) e preparações culinárias à base desses alimentos por produtos industrializados prontos para consumo. Esses produtos estão aumentando a frequência da obesidade e do diabetes, da hipertensão (pressão alta), das doenças do coração e de certos tipos de câncer. Muitos desses problemas atingem agora até adolescentes e crianças.

Portanto, uma pequena atitude que trará grandes mudanças na sua saúde é, a partir de hoje, escolher os seus alimentos com sabedoria: resistir à tentação de consumir alimentos industrializados e tirar do baú o livro de receitas da vovó!!! 

Celina Valderez Feijó Kohler (Val). 
Enfermeira, especialista em Saúde Pública, terapeuta comunitária. Membro da Associação Ecológica Portal do Sol.

E além de tudo, é ecológico! - por Celina Valderez

aleitamento materno é um recurso renovável valioso. É um dos poucos alimentos produzidos e liberados para consumo sem nenhuma poluição, embalagem desnecessária ou desperdício, já que ele é produzido de acordo com a necessidade do bebê. Imagine: seriam necessárias 135 milhões de vacas leiteiras para substituir o leite de mulheres só da Índia! Cada vaca precisa de cerca de 10.000 m2 de pasto; para criar pastagens é preciso desmatar, o que leva à erosão e exaustão do solo. Mamadeiras e bicos são feitos de plástico, vidro, borracha e silicone, desperdiçando recursos naturais, além das latas (estanho, papel), e causam poluição na sua produção,  empacotamento, transporte.   

Segundo a OMS, é recomendável dar apenas leite materno até a criança completar seis meses e, a partir daí, substituir gradativamente por alimentos nutritivos, continuando a amamentar até os dois anos, ou mais. Quanto mais tempo o bebê se alimenta de leite materno, menor será o risco de desenvolver alergias alimentares e de pele, asma, rinite, até mesmo diabetes tipo I. O ato de amamentar favorece vínculo entre a mãe e o seu filho; as crianças são mais tranquilas, com maior auto-estima e mais ajustadas socialmente – ou seja, mais aptas a cuidar do planeta!

* OMS – Organização Mundial da Saúde

Fonte: http://www.ibfan.org.br/documentos/mes/doc4_97.pdf

 Celina Valderez Feijó Kohler (Val). Enfermeira , especialista em Saúde Pública, terapeuta comunitária. Membro da Associação Ecológica Portal do Sol.

 

Os oito maiores benefícios do Tai Chi Chuan - por Celina Valderez

Em toda a China, milhares de homens, mulheres e crianças de todas as idades se juntam nos parques das cidades todas as manhãs para praticar o Tai Chi Chuan. E eles estão certíssimos. A arte melhora a forma física e mental. Estudos comprovam, inclusive, que quem pratica o Tai Chi frequentemente, têm uma vida diferente, especialmente quando chegam aos 80/90 anos. Os ossos ficam mais fortes e as juntas mais flexíveis. O exercício também faz bem para a mente. As pessoas se mantêm alertas e conscientes, com grande capacidade de concentração. Tem mais. O coração se fortalece e bate calmamente. Em resumo: o organismo ganha força e saúde, logo as enfermidades passam longe.

O que é o Tai Chi Chuan afinal?

É uma arte composta por movimentos relaxantes, desenvolvidos para estabilizar o equilíbrio das forças vitais do organismo (a união da energia Yin e Yang). Isso ajuda o corpo a executar as suas funções de maneira mais eficiente. A prática destes movimentos suaves ocasiona um impacto no sistema nervoso central e constrói uma base para melhorar os outros sistemas orgânicos do corpo, como esqueleto, músculos, aparelho circulatório, sistemas linfático, aparelho excretor, glândulas endócrinas, sistema nervoso, aparelho digestivo e órgãos sensoriais.

Conheça os oitos maiores benefícios dessa arte milenar:

1 – O Tai Chi Chuan ativa os hormônios da juventude, fortalece o coração, coloca em ordem suas funções orgânicas, refina os reflexos e equilíbrio e ajuda a afastar os sinais da idade. E para o seu humor? É como abrir uma janela num quarto abafado – um grande alívio!

2 – É perfeito para aqueles que detestam exercícios e para qualquer pessoa cujas juntas e coração não podem exercer movimentos extenuantes.

3 – É ótimo para a saúde do coração, pois equivale a uma caminhada.

4 – Dá energia e  equilibra a pressão sanguínea: As técnicas respiratórias reduzem o estresse e diminuem a frequência cardíaca.

5 – Aumenta a capacidade de concentração e exercita a memória.

6 – Os movimentos vagarosos e circulares diminuem a tensão e aumentam a resistência muscular e a flexibilidade das articulações.

7 – Melhora o equilíbrio e reduz o risco de quedas e acidentes.

8 – Melhora a circulação: a respiração profunda e os movimentos amplos revigoram os músculos, aumentando o fluxo sanguíneo.

Fonte: Sociedade Brasileira de Tai Chi Chuan

Extraído de: http://osaf.com.br/v5/?p=2371

Celina Valderez Feijó Kohler (Val). 
Enfermeira, especialista em Saúde Pública, terapeuta comunitária. Membro da Associação Ecológica Portal do Sol.

Terra, viva! - por Celina Valderez

O Dia da Terra foi criado pelo senador norte-americano Gaylord Nelson, ativista ambiental, há mais de 40 anos. Procurou chamar a atenção para, entre outros problemas, os efeitos da contaminação e a conservação da biodiversidade. 

A primeira comemoração do Dia da Terra, em 22 de abril de 1970, reuniu duas mil universidades, dez mil escolas primárias e secundárias e centenas de comunidades americanas. Essa pressão social levou o governo dos Estados Unidos a criar a Agência de Proteção Ambiental (Environmental Protection Agency) e uma série de leis destinadas à proteção do meio ambiente. 

Em 1972 foi celebrada a primeira conferência internacional sobre o meio ambiente (Conferência de Estocolmo), para sensibilizar os líderes mundiais sobre a magnitude dos problemas e obter as políticas ambientais necessárias para erradicá-los.

O Dia da Terra refere-se à tomada de consciência sobre os recursos naturais e seu manejo, à educação ambiental e à participação como cidadãos ambientalmente conscientes e responsáveis.

A Terra é nossa casa. Ela é um organismo vivo. Somos membros de uma comunidade que contém magnífica diversidade de formas de vida e culturas. Que possamos nos sentir humildes ante a beleza da Terra,  e compartilhar uma reverência pela vida e pelas fontes do nosso ser!

Fonte: adaptado de Wikipédia

Celina Valderez Feijó Kohler (Val). 
Enfermeira, especialista em Saúde Pública, terapeuta comunitária. Membro da Associação Ecológica Portal do Sol.

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