A importância da alimentação adequada - por Fabiana Souza

A importância da alimentação adequada - por Fabiana Souza

Quando eu nasci, meu pai já padecia os males de uma saúde frágil. Aos 18 anos, ainda no quartel, ele teve a sua primeira crise renal e, desde então, sua vida foi marcada pelo sofrimento. Estava sempre com gota. Gemia baixinho pela casa, mancando ora com o pé direito ora com o pé esquerdo. Urinava ‘pedras’ constantemente. Ingeria quantidades incríveis de anti-inflamatórios e analgésicos por conta própria. Raramente ia ao médico, mas quando era convencido, pela dor, a visitar o hospital, sempre voltava com a prescrição de uma dieta. “E os remédios”, perguntávamos. “Ah”, dizia ele, “esses médicos não sabem de nada!”

Ainda criança, eu analisava as dietas receitadas ao meu pai e imaginava como seria fácil ele recuperar a saúde. Simples, pensava eu, bastava ele comer o que estava escrito e se abster das coisas que lhe eram nocivas, como a carne vermelha e o álcool, por exemplo. O que eu não entendia é porque o meu pai nunca seguia aquelas dietas... Será que ele não queria se curar? E assim, os anos se passaram. Sem disciplina, o vício da gula ia vencendo, dia após dia, a sua força de vontade e o seu bom senso.

Um dia, ele passou muito mal. Eu e minha irmã o levamos às pressas ao hospital. Os médicos pediram uma bateria de exames. O resultado: falência dos rins! A partir desse diagnóstico, a vida do meu pai, que já não era muito boa, piorou muito. Aos poucos, a sua vitalidade foi morrendo, assim como a esperança de toda a família de vê-lo bem novamente. As sessões de hemodiálise o mantiveram vivo até o seu último suspiro. Mas antes dele partir, ainda teve que amputar suas pernas, na altura do joelho, por conta da arteriosclerose. Bem na verdade, ele morreu de depressão. 

Muitas doenças são causadas pela má alimentação, isso é fato. Mas que doença é essa que afeta a nossa consciência e que nos leva a fazer coisas que prejudicam o nosso organismo? Platão, filósofo grego antigo, dizia que “a causa de todo o mal é a ignorância”. Platão também dizia que “saber e não fazer, ainda é não saber”.

Pois ficou impresso indelevelmente, em minha memória, talvez o último diálogo lúcido que mantive com o meu pai. Nos últimos tempos, a sua consciência oscilava em decorrência de pequenos derrames cerebrais. Naquela ocasião, ele estava sentado numa cadeira de rodas, já sem as suas pernas, no pátio de uma clínica para idosos. Eu cortava o seu cabelo quando, de repente, muito consternado, ele falou: 

- Quem diria que eu ia ficar assim...

Imediatamente, parei de cortar o seu cabelo, sentei à sua frente e disse:

- Mas pai, quantas vezes a gente te avisou que isso ia acontecer? Tu sabia que tinha que se cuidar, fazer dieta, exercícios! Tu sabia, pai!

Ele encheu os olhos de lágrimas, baixou a cabeça e disse:

- Mas eu não sabia... 



                                                            

Essa é uma história real, assim como tantas outras histórias que superlotam as emergências dos hospitais diariamente, porque existe uma superpopulação de pessoas enfermas no mundo por conta da indisciplina e do descaso. Mas essa também é uma história de conscientização, ainda que tardia. 

Quem estuda Feng Shui sabe como é difícil conseguir resultados positivos em um ambiente quando ele é habitado por pessoas indisciplinadas. Quem se recusa a se submeter a regras possui uma capacidade de compreensão limitada de si mesmo e do plano de evolução da Natureza.

Com o mesmo cuidado que um médico receita remédios aos seus pacientes, um consultor de Feng Shui recomenda curas e harmonizações para os ambientes em que vivemos. E assim como é preciso, necessariamente, seguir as prescrições médicas para recobrar a saúde, os clientes de Feng Shui também precisam levar as recomendações sugeridas a sério se quiserem colher os frutos prometidos.  

E por falar em frutos, saber quais os alimentos que favorecem e que prejudicam o nosso organismo é de suma importância aos praticantes de Feng Shui, pois é através da alimentação que ingerimos a maior parte da energia que mantém o nosso corpo físico.

O sistema astrológico chinês Bazi, também conhecido como Quatro Pilares do Destino, visa trazer o equilíbrio ao nosso organismo através da análise do nosso biótipo: Cardíaco, Hepático, Pulmonar ou Renal. A cada um desses biótipos é recomendada uma dieta diferente. Por exemplo, a quem tenha excesso do elemento Metal em sua constituição energética, recomenda-se evitar o consumo de alimentos gordurosos. 

Uma relação completa dos alimentos permitidos e proibidos para cada pessoa pode ser adquirida com o Mapa da Saúde e Dietética da Feng Shui Design, que analisa detalhadamente as nossas predisposições a doenças de acordo com a nossa data e horário de nascimento.  As nossas carências energéticas afetam diretamente o equilíbrio dos nossos meridianos, deixando-os frágeis e suscetíveis, também, às variações climáticas. Além disso, esse mesmo mapa analisa as terapias mais adequadas para a manutenção da nossa saúde. 

Acesse: www.fengshuidesign.com.br

Boa Sorte!

Professora de Filosofia Oriental, graduada em Filosofia pela UFRGS em 2008. Dedica-se à pesquisa e à prática da Sabedoria Oriental há mais de 20 anos. Especialista nas técnicas do Feng Shui Tradicional e na análise dos sistemas astrológicos chineses Bazi e Zi Wei Dou Shu.

Decoradora, artista gráfica e designer de peças exclusivas de decoração desde 1998. Presta consultoria residencial e comercial de Feng Shui Tradicional Chinês utilizando toda a sua experiência filosófica e estética na construção da identidade visual de empresas e na criação de projetos de harmonização oriental para comércios e residências.

Na área da Educação, oferece os serviços de Orientação Vocacional para crianças e de Orientação de Carreira Profissional para jovens e adultos. Na área da Saúde, trabalha com a Dietoterapia Chinesa baseada na análise dos biótipos constitucionais.

Dá palestras motivacionais direcionadas para os mais diversos segmentos do mercado, cursos profissionalizantes e workshops.

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