A Leniência Brasileira - por Fabiana Souza

A Leniência Brasileira - por Fabiana Souza

O estado de mansidão da alma brasileira é dar nos nervos. Até Jesus, exemplo máximo de candura e solidariedade, se viu forçado a fazer justiça com as próprias mãos quando expulsou os vendilhões do templo a chicotadas. Que momento!  

Apesar de achar muito interessante as discussões sobre política e religião, procuro não falar muito sobre esses assuntos, pois é fácil encontrarmos seguidores dessas vertentes aderidos, também, ao fanatismo. Com fanáticos não há diálogo, não há argumento, não há filosofia. O fanatismo, em todas as instâncias, degrada a nossa racionalidade a um nível animalesco, pois os fanáticos ignoram os fatos. 

Mas há um tipo de fanatismo crescendo em nossa sociedade e que não vem nem da religião e nem da política especificamente. É um tipo que acredita veementemente que a tolerância excessiva aos criminosos é o único caminho para a criação de uma sociedade moralmente satisfatória. Esse novo fanático é um tipo que se compraz em reproduzir e alimentar a miséria, a doença e a preguiça de homens e mulheres que se comportam como se não fossem racionais. 

Em uma tribo, por exemplo, quando um leão ataca um ser humano, o leão deve ser abatido. Reza a lenda que a carne humana é doce e viciante. Ou seja, o leão que ataca uma vez, atacará de novo, necessariamente, não porque ele queira, mas porque ele não tem como não querer. Isso se chama instinto. Nada detém o instinto de animais selvagens.

Já um cão, mesmo que agressivo, consegue ser treinado com mais eficácia para dominar os seus instintos, pois os cães são animais domésticos. Mesmo assim, quando um pit bull mata uma criança, geralmente, o animal também acaba sendo morto. Os defensores dos direitos dos animais bufam enraivecidos cada vez que isso acontece. Muitos alegam que seria melhor mandar matar o dono de um cão assassino do que o próprio cão. Afinal, os cãezinhos não sabem o que fazem, mas os seus donos deveriam saber o que eles são capazes de fazer. 

Na via contrária, alguns especialistas se indignam com o modo que os pets são tratados atualmente, com comida especial, treinamento, muito carinho e assistência médica. Acham que tudo isso não passa de exagero e desperdício, pois os animais domésticos não deveriam ser tratados como gente, pelo bem da própria natureza do animal. O que me entristece, no entanto, não é o fato das pessoas quererem transformar seus bichinhos em gente, mas o fato de existirem pessoas que vivem como bichos e que precisam ser enjauladas como animais selvagens. 

Eu sempre falo para os meus clientes de Feng Shui que o mal não deve ser tratado com cortesia, e sim, ser cortado pela raiz. Tem um ditado que diz “fazer o bem com lerdeza é deleitar-se no mal”. Porque o mal se prolifera muito rapidamente, como uma célula cancerosa, principalmente no caráter de pessoas que não tiveram uma boa educação na infância. 

Aliás, essa é desculpa utilizada pelos defensores dos “Direitos Humanos”. Eles alegam que os nossos bandidos são vítimas de uma sociedade capitalista, cruel, selvagem e cheia de tentações. Por isso, assaltam, matam, aleijam, sequestram, estupram, esquartejam e destroem famílias inteiras. Os motivos dos bandidos são sempre os mais torpes e vulgares. Todavia, para os defensores dos bandidos (e aí entra toda uma corja de astutos profissionais comprometidos com a causa criminal e que se beneficiam do descalabro do sistema), o que importa não são os motivos que levam os criminosos a agirem de maneira inescrupulosa e o perigo que eles oferecem para a sociedade, mas tão somente o que está escrito na velha cartilha, embora as causas psicológicas também lhes sirvam de atenuantes, pois a maioria dos bandidos são filhos de presidiários, drogados, traficantes, ladrões, prostitutas e abusadores. 

Em termos espirituais, dar liberdade a um criminoso hediondo, inclusive a políticos corruptos, só lhe aumenta, ainda mais, a dívida cármica. Logo, se a vida de um criminoso hediondo não é boa nem para ele mesmo, tampouco será para a humanidade. Em termos psiquiátricos, certos criminosos são irrecuperáveis, pois são destituídos de sentimentos. Então, como reinserir na sociedade um ser humano que sabemos ser tão selvagem quanto um leão que já atacou várias de vezes? 

Na ânsia de querermos salvar a todos, todos nós acabamos sendo prejudicados. O melhor que se tem a fazer, por enquanto, é meditar sobre o valor da vida, instruindo as pessoas sobre o grande mal que é deixar milhares de crianças nascerem indiscriminadamente em nosso País, sem nenhum controle de natalidade, pois não há crime com consequências mais devastadoras do que a procriação de seres humanos como bichos. A responsabilidade de um filho é de quem o gerou, e não do Estado, e muito menos, da Igreja. Se um casal não têm condições físicas, psicológicas, éticas e materiais para dar uma vida digna aos seus filhos, que não se reproduza! Uma medida que deveria ser tomada em caráter de urgência pelo Governo, por exemplo, é a esterilização em massa de todos os presidiários desse País, tanto homens quanto mulheres. Podemos até olhar para o lado e dizer que esse assunto não é de nossa responsabilidade, mas nós estamos financiando a reprodução de milhares de crianças com pais encarcerados. Não é à toa que a violência vem crescendo e batendo à nossa porta!

O Brasil vive uma crise econômica e política muito séria, reflexos óbvios de uma nação mergulhada na corrupção de seus valores éticos. A violência que vivemos hoje não é causada pela opressão de outras nações sobre a nossa. Nós somos uma nação livre! Todavia, a proliferação da miséria e da bandidagem é o resultado do fracasso absoluto da administração pública em todas as esferas do Governo. 

Assim como se extirpa um tumor maligno do corpo e se recupera a saúde, só poderemos retomar o controle da segurança do nosso País se o nosso código penal puder estabelecer penalidades muito mais duras a todos os infratores. Apelar para o bom senso da nação nas urnas já não parece ser um recurso válido. Entretanto, falar em pena de morte no Brasil chega a causar arrepios. Tudo anda tão torto e desvirtuado nessas paragens que é capaz dos inocentes serem mandados às pencas para a forca. Eu não duvido de nada. Mas a dignidade também tem o seu preço. O ato de bravura do Mestre, quando expulsou os vendilhões do templo, custou-lhe a própria vida. Será que a vida do Mestre valia menos do que a nossa?

Acesse: www.fengshuidesign.com.br

Professora de Filosofia Oriental, graduada em Filosofia pela UFRGS em 2008. Dedica-se à pesquisa e à prática da Sabedoria Oriental há mais de 20 anos. Especialista nas técnicas do Feng Shui Tradicional e na análise dos sistemas astrológicos chineses Bazi e Zi Wei Dou Shu.

Decoradora, artista gráfica e designer de peças exclusivas de decoração desde 1998. Presta consultoria residencial e comercial de Feng Shui Tradicional Chinês utilizando toda a sua experiência filosófica e estética na construção da identidade visual de empresas e na criação de projetos de harmonização oriental para comércios e residências.

Na área da Educação, oferece os serviços de Orientação Vocacional para crianças e de Orientação de Carreira Profissional para jovens e adultos. Na área da Saúde, trabalha com a Dietoterapia Chinesa baseada na análise dos biótipos constitucionais.

Dá palestras motivacionais direcionadas para os mais diversos segmentos do mercado, cursos profissionalizantes e workshops.

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