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Para escrever... agora... Por Daísa Rossetto

Fale-me de literatura quando o feriado acabar. Entregue-me em Lisboa antes que o dia termine. Deixe a casa por desmoronar.  Deixe estar quem espera se desmanchar em amargas saudações passadas.
Deixe tudo como está. Repara bem onde está...
Demora, na biblioteca vazia... E demora no espirro que não sai.
Demora...
Demora...
Demora o prazo que não está para respeitar. Entrega a tua – tua – palavra como está. Como é ela para estar. (Eu quero dizer tua)
E então deixa a música tocar apenas... Unicamente nos ouvidos vermelhos de frio. O inverno começou sem ninguém avisar.
E a música continua... a tocar.
E de repente, toca o silêncio da sala o livro batendo na mesa e meus dedos apressados dedilhando teclas. A letra que escrevo. E depois o sino marcando hora cheia: 10:00.
Dizem que na próxima semana será outro ano. E há os que vestem branco.
E haverá talvez um novo livro, um nome errado. E um anseio latente de ser vento no mundo... No mundo...
Depois já é outro ano, outro livro, outra palavra riscando o silêncio da sala quase vazia. E o sol aparecido depois da madrugada em chuva e uma tal amargura por não deixar descansar os anos acumulados nas costas, um girar de cabeça que não descobre a verdadeira história. Um tempo fora das horas que se esgota sem uso, um tal tempo perdido de um livro que não foi lido até o fim. Então a demora é pressa. E a vida está presa num porão abandonado. E o amanhã não chega, demora e o ontem não tem permissão para voltar.  
Então eu me demoro. Neste tal do agora, na palavra agora, nas letras do agora. Numa versão errada do agora...
Escrevo pois não sei se o amanhã se demora, e eu não quero esparramar do meu tempo nesse palco de tribunal que martela sobre passado que poderia ter sido e futuro acumulado em banco e em dias sem uso. Eu não tenho pressa, já não...
Repara bem outra vez. Presta atenção no que digo: Agora. Em letra. Vou escrever... Agora...

27/12/2017

Um Novo Ano - por Alexandre Kury Port

Novembro e Dezembro se apresentam… Na Serra Gaúcha, a chegada destes meses dá cores às ruas e aos céus durante a noite, vivemos o Natal desde o primeiro dia do mês de Novembro, logo isso antecipa o fim do ano, nos propondo reflexões do ano que se foi, e do que está por vir. 

É muito pessoal o que cada um interpreta com a chegada do fim de ano, enquanto alguns renovam suas esperanças e seus projetos, festejam, para outros é um período de profunda reflexão, introspecção, e, muitas vezes, de um sentimento próximo a melancolia.

Porém, nos dois casos ocorre algo em comum e, conversando com uma pessoa muito especial, refletimos que é nessa época que nos fazemos todas as perguntas que deveríamos ter feito durante o ano, ou seja, independente do nosso estado de espírito, é um momento de introspecção.

Final do ano pouco tem de final, mas sim é um início, uma nova chance que a vida nos dá a cada 365 dias. O mais importante a cada recomeçar é estar ao lado de nossa família, sendo essa a de origem ou aquela que escolhemos para cuidar.

Alexandre Kury Port é Psicólogo, especialista em Gestão Empresarial, empresário e escritor.

Ano novo, vida nova! - por Fabiana Souza

Ano novo é tempo de promessas e esperança, compromissos e mudança. No “brinde da virada”, prometemos ser mais humanos e esperamos que o Universo, magicamente, retribua as nossas boas intenções. Enquanto milhares de pessoas prometem iniciar uma nova dieta, outras tantas prometem parar de fumar. Algumas pessoas prometem se dedicar mais aos estudos, outras à família. Tem gente que vai continuar procurando emprego e promete não reclamar do trabalho que encontrar. Enfim, todos nós esperamos algo para esse novo ano que se inicia.

Mas os praticantes de Feng Shui sabem que para os projetos passarem do plano dos sonhos para o plano das realizações é preciso mais do que boa intenção: é preciso vontade de mudar. O Feng Shui pode ajudar você a criar novas oportunidades para todos os setores da sua vida, do amoroso ao profissional. Contudo, se você não quiser se desvencilhar do passado e das suas marcas, ficará mais um ano sonhando em fazer amanhã o que deveria ser feito hoje. Por isso, ao fazer sua lista de desejos para 2016, não se esqueça de que para sua vida prosperar é você quem vai ter que mudar.  Feliz Ano Novo!

Fabiana Souza
Consultora da Feng Shui Design Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.
www.fengshuidesign.com.br

Já é quase 2.015 - por Franco Vasconcellos

Há alguns dias, aguardamos o sorteio da Mega da Virada, comemos lentilhas, bebemos espumante... fizemos resoluções...

Entramos em 2.014 com a certeza de que, dessa vez, vamos começar as caminhadas no lago e economizar para um projeto. Repensamos o ano que passou e ajustamos nossa mira para o ano que se iniciava.

Pois é, o ano iniciou. E aí? Focado? Ou alguma decisão daquelas já foi deixada para o ano que vem? Se foi, não tem problema, pois 2.015 já está aí. Eu, pelo menos, tenho a nítida impressão de que o tempo está se acelerando cada vez mais.

O tempo que você leva para ler essa crônica é de 70 segundos, mais ou menos, dependendo de você, já que estima-se que a velocidade de leitura de um adulto chegue a 350 palavras por minuto.

Nossos dias continuam com 24 horas, preenchidas com 60 minutos cada e cada um deles com 60 segundos. Mas nos falta tempo. Cada vez mais, gastamos com bugigangas que nos farão economizar nosso tempo...

Questiono. Nos falta tempo? Ou nos falta paciência? Lembro quando recebi minha primeira mensagem via fax... incrivelmente veloz... o primeiro e-mail... uau! Aí, penso na irritação que me dá ao esperar alguns segundos a mais para anexar um arquivo a uma mensagem, ou postar uma foto maior – mais que uma é tortura – no Facebook.
É essa velocidade infernal de videoclipe que nos gera a pressa e a pressão fast food do ‘quanto mais rápido melhor’. Gostamos, por natureza, da velocidade.

É ela que nos faz pisar no acelerador do auto- móvel, que nos faz trocar de provedor... que nos faz apertar o botão do elevador várias vezes... que prejudica as relações com a família, namorados e amigos por estar muito apressado ou distraído para se envolver profundamente com outras pessoas.

A pressa também nos faz engordar e deixar de ter prazer com a comida, ou mesmo com hobbies que nos farão perder algum tempo.
Se você tiver tempo, leia esse conselho: observe sua velocidade durante o dia. Pergunte-se há necessidade de fazer tão rápido... faça refeições na mesa em vez de ter um prato balançando sobre as pernas em frente à televisão...

Dê-se um tempo, curta as coisas... e aí, quem sabe, teremos um 2.014 que dure um ano inteiro.

Franco Vasconcellos e Souza,
gaúcho de Erechim, morador de São Francisco de Paula, escreve sobre o cotidiano e aceita sugestões dos leitores.
Envie e-mail para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

 

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