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O Uso de Espelhos no Feng Shui - Por Fabiana Souza

De acordo com as técnicas do Feng Shui Tradicional, a utilização de espelhos na decoração deve ser bastante cautelosa. A relação do espelho com a nossa identidade jamais deveria ser ignorada. Mas há muitas outras considerações importantes que permanecem subjacentes ao uso dos espelhos dentro de casa. 

Estudantes de esoterismo se defrontam com estranhas teorias sobre os espelhos. Alguns afirmam que os espelhos são portais dimensionais que servem de passagem para outros planos da consciência humana. No Feng Shui, a instalação de um espelho na parede pode criar uma janela que liga um ambiente ao outro da casa, como se no lugar do espelho houvesse um buraco. 

Então, imagine que você tenha pendurado um espelho na parede da sua sala de jantar. Se essa parede fizer divisa com o banheiro social, qual será o resultado? Muito simples: além de você ter a energia da sua sala de jantar duplicada, terá ainda a energia do seu banheiro social entrando pelo espelho. "Ah, mas e se eu não tiver um banheiro social atrás do espelho, e sim, a sala do vizinho"? Não importa. A questão é que você terá uma energia intrusa, desconhecida, com livre acesso à sua sala de jantar. As consequências podem ser as mais variadas de acordo com as energias encontradas no imóvel, desde desordens alimentares, discussões, problemas digestivos, alcoolismo e, até mesmo, acidentes. Por isso, devemos introduzir espelhos somente em lugares que serão beneficiados com a troca de energias dos ambientes. 

Os efeitos causados pelo espelho no cérebro humano não é mera ficção. A terapia do neurocientista indiano Vilayanur S. Ramachandran, diretor do Centro do Cérebro e da Cognição da Universidade da Califórnia, em San Diego, ganhou o mundo e deixou a comunidade científica perplexa. A terapia de Ramachandran consiste em acabar com a terrível "dor fantasma" de um membro amputado. Sem cirurgias ou outros métodos invasivos, o neurocientista comprovou que com apenas alguns exercícios de ilusão de óptica em frente ao espelho, durante um mês, o cérebro dos pacientes acaba por "encolher" o membro amputado, findando a sua dor. Esse é apenas um exemplo científico de como o nosso cérebro consegue manipular a realidade através da ilusão. 

Nesse mesmo viés, no Feng Shui temos a problemática dos espelhos pequenos, que não refletem o corpo humano por inteiro. Quando um espelho corta a imagem do topo da cabeça de uma pessoa, por exemplo, haverá a tendência de essa pessoa sofrer de dores de cabeça com o passar do tempo. Quando a imagem refletida tiver a área da garganta cortada, poderão ocorrer problemas no chakra laríngeo e quando a imagem for cortada na região do abdômen, a tendência será das pessoas sofrerem doenças nessa mesma região e assim por diante. Em ambientes cuja circulação de pessoas é muito rápida e intensa, talvez esses efeitos nem sejam sentidos. Mas em ambientes mais sossegados, como a nossa casa, alguns cuidados devem ser levados em consideração.  Por isso, o ideal é sempre utilizarmos espelhos grandes, capazes de refletirem os nossos corpos por inteiro.

Além dos cuidados com o tamanho dos espelhos e da análise dos locais mais apropriados para a sua instalação, não podemos esquecer de que os espelhos não podem distorcer a imagem, estarem rachados, sujos, manchados ou quebrados. Porque se a função básica do espelho estiver prejudicada, a imagem captada pelo nosso cérebro também ficará prejudicada, confundindo a nossa percepção acerca do ambiente e acerca de nós mesmos.

Através do Feng Shui Tradicional, sabemos que o pior posicionamento para uma cama é debaixo de janelas, uma vez que a energia YANG, que entra pelas portas e janelas, prejudica o sono reparador, que é de natureza YIN. Sendo assim, se os espelhos funcionam como janelas, a instalação de espelhos na parede da cabeceira da cama também é contraindicada.

É comum casais apaixonados desejarem encher o quarto de espelhos, chegando ao absurdo de instalarem esse objeto até mesmo no teto.  No dormitório, contudo, não devemos ver a nossa imagem refletida em espelhos quando estamos deitados na cama. Antigamente, os corpos eram velados em casa. Na hora de transportar o corpo ao cemitério, eram os pés que deveriam sair em direção à porta principal, e não a cabeça. Por essa razão, a pior posição para um espelho no dormitório é aquela que reflete os nossos pés quando estamos deitados na cama, pois essa é a posição da morte. Por precaução, o melhor é deixar esse adereço longe dos dormitórios.

Outro ponto comum de instalação de espelhos é na porta de entrada das residências, principalmente, com o uso dos baguás espelhados acima da porta. Essa prática (e tantas outras) se deve às teorias do Feng Shui do Chapéu Negro, amplamente difundidas no Ocidente através de artigos de revistas e livros superficiais. 

O caminho mais fácil para a prosperidade é o do conhecimento, do estudo e da vigília. Não é pendurando coisas aqui e ali que vamos ficar ricos ou afugentar o infortúnio de nossas vidas. O Feng Shui Tradicional traz respostas aos nossos questionamentos mais profundos, porém, sua prática requer estudo e trabalho constantes. Para quem estiver disposto a estudar de verdade, estão abertas as inscrições para o Curso Intensivo de Feng Shui Tradicional Chinês – Formação de Consultores, em Porto Alegre/RS. Todos estão convidados a participar, basta ser maior de 16 anos!

O currículo completo do curso você encontra no site.

Acesse: http://www.fengshudesign.com.br

Professora de Filosofia Oriental, graduada em Filosofia pela UFRGS em 2008. Dedica-se à pesquisa e à prática da Sabedoria Oriental há mais de 20 anos. Especialista nas técnicas do Feng Shui Tradicional e na análise dos sistemas astrológicos chineses Bazi e Zi Wei Dou Shu.

Decoradora, artista gráfica e designer de peças exclusivas de decoração desde 1998. Presta consultoria residencial e comercial de Feng Shui Tradicional Chinês utilizando toda a sua experiência filosófica e estética na construção da identidade visual de empresas e na criação de projetos de harmonização oriental para comércios e residências.

Na área da Educação, oferece os serviços de Orientação Vocacional para crianças e de Orientação de Carreira Profissional para jovens e adultos. Na área da Saúde, trabalha com a Dietoterapia Chinesa baseada na análise dos biótipos constitucionais.

Dá palestras motivacionais direcionadas para os mais diversos segmentos do mercado, cursos profissionalizantes e workshops.

O Reflexo Da Nossa Identidade - por Fabiana Souza

Na  busca pela nossa identidade, o espelho emerge da Mitologia Grega banhado pelas águas que hipnotizaram Narciso. O diálogo entre o sujeito e o seu reflexo expressam um universo inconsciente adormecido, disposto a projetar, no outro, as qualidades repudiáveis que o sujeito nega existir em si mesmo. 

A percepção distorcida do sujeito em relação à sua natureza espiritual converge sua consciência a identificar monstruosidades e aberrações como características inerentes à personalidade de outros sujeitos. E é na negação do outro que o sujeito toma consciência de si, individualizando-se por um processo traumático de desvinculação dos demais seres, essencialmente, iguais a ele. 

Como essa individualização recai em falsidade ideológica, o sujeito perde-se na alienação dos sentidos, tomando por realidade um mundo ilusório e impermanente e sofrendo as agruras dos vícios criados para o sustento de suas máscaras.

Narciso morreu apaixonado por si mesmo. Definhou à beira de um lago, absorto do mundo, obcecado pela beleza da sua imagem refletida nas águas. Narciso pode representar a exacerbação do ego, o egoísmo e a vaidade humana sem limites. A Psicanálise aponta o narcisismo como uma etapa da fase oral. A organização psíquica infantil tende a viver o mundo interno de fantasias como realidade, apreendendo a realidade externa objetiva, apenas, parcialmente.

Outras interpretações do mito propõem que essa paixão tenha sido deflagrada por uma visão transcendental. Mirando-se nas águas serenas do lago, Narciso teria distinguido a sua verdadeira natureza, infinitamente mais bela do que a sua constituição física. Perplexo com a perfeição que jazia em si mesmo, ficou impossibilitado de desviar sua atenção da grandiosa imagem que se revelava aos seus olhos como um segredo divino. 

O espelho só mostra as coisas como elas são. Mas as coisas podem ser de muitas maneiras. Depende do olhar. A verdade não é estática, está ora aqui ora ali, bailando aos olhos da subjetividade. Assim como a água, que flui por todos os lugares, mudando a sua coloração, grau de pureza, densidade e temperatura sem, no entanto, deixar de ser água, a realidade imprime a ação do tempo em nossa alma, transmutando a nossa percepção do passado, do presente e do futuro, sem que as coisas deixem, no fundo, de ser o que elas sempre foram e serão.

A realidade objetiva, talvez inacessível em sua completude, traz o narcisismo à tona mais uma vez. Deixando as fantasias da infância de lado, o drama da percepção objetiva fragmentada nos persegue em outras instâncias do nosso processo de amadurecimento. O espelho é o outro eu. O espelho é o marido, o pai, o filho, o patrão, o vizinho. O espelho nos confunde a cada olhadela. Pela óptica do outro, jamais saberemos quem somos na realidade. Mas sem o outro, nem sequer podemos ser.

A família é o primeiro polo de manifestação da desigualdade social. Cada irmão aparece em cena como um personagem diferente, fantasiado aos moldes de seus desejos. Mas o espelho em que se olham para ajeitar a fantasia é sempre o mesmo: o pai e a mãe. Essa primeira delimitação da personalidade dos filhos é chamada de educação. Os pais educam seus filhos para que eles vejam aquilo que eles mesmos conseguem ver, numa projeção bem intencionada de seus próprios desejos. Todavia, essa projeção não se limita somente à infância dos filhos, sendo carregada, inconscientemente, para a fase adulta deles. 

A família, o Governo, a mídia e a religião são apenas alguns dos fatores que influenciam na formação da opinião pública e do "bom-senso" regulador da ética na sociedade, seja através do sugestionamento psíquico seja através da força física. Nós não somos livres. A liberdade é uma ilusão de óptica. Nossas atitudes são condicionadas por padrões mentais e emocionais adquiridos, numa reação automática à diversidade de ideias e emoções de outros indivíduos. A sensação de estarmos sendo manipulados é a causa da frustração interna de cada um. E quanto mais frustração reconhecermos existir em nós mesmos, maior será a nossa tendência de manipularmos, também, a visão dos outros. 

Sim, estamos vivendo em um labirinto de espelhos, onde a única imagem verdadeira é a da nossa ignorância. A violência é a projeção mais simplória da inconsciência espiritual. Mas a ignorância da nossa condição se projeta de múltiplas maneiras. Fica difícil, por exemplo, definir claramente os limites e os objetivos da manipulação quando circulamos em meio à erudição. Na ciência, tudo parece se difundir com muita propriedade, obedecendo aos mais rígidos critérios de validação da lógica. Com o mais impugnável dos argumentos, porém, assumem-se os erros do passado e promulgam-se tantos outros para o futuro. Tudo em nome de um bem maior. Desde que os méritos e os resultados das manobras políticas satisfaçam os interesses particulares de cada membro da sociedade, mantêm-se a roda girando e os bolsos cheios de perjúrio.

Prefiro acreditar que Narciso tenha morrido por flertar com o Absoluto. A flor de lótus que nasce às margens do lago agracia a sua contemplação. Longe das teorias confinantes do "conhecimento humano", o Absoluto tudo abarca, tudo aceita, tudo transmuta. Dessarte, a liberdade conquistada por Narciso não está na morte do corpo físico, mas na aniquilação de qualquer tipo de enquadramento social. Nós vivemos em liberdade condicional. Para se ganhar alforria do mundo criado pelas nossas ilusões, há de se ver no espelho não aquilo que se quer, mas aquilo que deve ser visto. Podemos começar por abrir os olhos e focar no essencial, lembrando que já não somos mais uma criança.

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Professora de Filosofia Oriental, graduada em Filosofia pela UFRGS em 2008. Dedica-se à pesquisa e à prática da Sabedoria Oriental há mais de 20 anos. Especialista nas técnicas do Feng Shui Tradicional e na análise dos sistemas astrológicos chineses Bazi e Zi Wei Dou Shu.

Decoradora, artista gráfica e designer de peças exclusivas de decoração desde 1998. Presta consultoria residencial e comercial de Feng Shui Tradicional Chinês utilizando toda a sua experiência filosófica e estética na construção da identidade visual de empresas e na criação de projetos de harmonização oriental para comércios e residências.

Na área da Educação, oferece os serviços de Orientação Vocacional para crianças e de Orientação de Carreira Profissional para jovens e adultos. Na área da Saúde, trabalha com a Dietoterapia Chinesa baseada na análise dos biótipos constitucionais.

Dá palestras motivacionais direcionadas para os mais diversos segmentos do mercado, cursos profissionalizantes e workshops.

 

Aprendendo a ser criança - por Fabiana Souza

Quem me conhece um pouco mais de perto, sabe que eu nunca gostei de ser criança. Sempre achei um tédio. Tudo bem, brincar de pega-pega era bom. De esconde-esconde, também. Ah, e os vídeos games... Mas na maior parte do tempo, eu ficava olhando a rua pela janela do quarto dos meus pais. De dia, observava os passarinhos nas árvores, os gatos e os cachorros de rua, os mendigos revirando o lixo, as pessoas caminhando apressadas e absortas, andando de bicicleta, de carro, de avião. Tudo era vida, tudo pulsava, mas eu estava ali, trancada em um corpo infantil, pequeno e ingênuo. Queria fazer tudo o que uma mente inocente poderia ter vontade de fazer: acabar com a fome, com a miséria e com o desprezo no mundo. A impotência me corroía. À noite, da mesma janela, contemplava o céu. Chorava muito, de saudades, não sei bem do quê. As nuvens e as estrelas eram os meus verdadeiros refúgios. Indagava, desde muito cedo, os motivos de estarmos nesse mundo, e não, em outro. Quem era o Sol? E a Lua? São perguntas que ficaram um pouco para trás, junto com o telescópio do meu pai.

Um dia, minha mãe estava cortando as unhas das minhas mãos com uma tesourinha. Nessa época, eu devia ter uns oito anos. Eu admirava as unhas da minha irmã mais velha, que eram longas e muito finas. Então, criei coragem e perguntei: “Mãe, quando é que eu vou poder ter as unhas compridas?”. Ela respondeu, com toda a calma, a sabedoria que trago comigo até hoje: “Assim que tu mesma conseguires cuidar delas”. 

A lição da responsabilidade foi apreendida naquele exato momento da trajetória da minha infância e tudo começou a fazer sentido. Aos poucos, fui descobrindo habilidades que eu nem sabia que possuía. Porque achava minha caligrafia feia, por exemplo, dediquei minhas férias a dar um jeito nisso. Peguei um caderno de caligrafia e, sozinha, treinei durante todo um veraneio. Melhorei muito. Melhorei tanto que comecei a desenhar capas de trabalhos escolares com fontes góticas e a desenhar lindos mapas com caneta nanquim. E com a mesma disposição - que descobri haver em profusão dentro de mim - resolvi acabar com a minha gagueira. 

Sim, eu fui gaga dos cinco aos nove anos. Quem me conhece hoje, não acredita. Sempre me perguntam como eu consegui me curar. A resposta é sempre a mesma: eu não me curei da gagueira, apenas aprendi a controlar o que parecia incontrolável. Era um sofrimento pronunciar coisas simples, como o meu próprio nome ou completar uma frase sem trancar nas palavras. As palavras existiam na minha mente, mas por alguma razão, eu não conseguia pronunciá-las. Naquela época, ninguém achava que eu precisava de um fonoaudiólogo. Acho quem nem sabiam da existência desse especialista. Todos achavam graça da minha gagueira enquanto eu sofria calada, literalmente.

Outro dia, na quarta série do primário, senti medo de ser chamada para responder às questões orais e de gaguejar na frente dos colegas. Lembro claramente de a professora lançar uma pergunta para a turma e de pairar os olhos sobre mim. No mesmo instante, baixei minha cabeça. Não podia responder à pergunta, mesmo sabendo a resposta. O medo cedeu lugar à vergonha. E foi essa vergonha que me fez tentar controlar os pensamentos, as emoções, a fluência da fala e a dicção das palavras. Em casa, comecei a ler textos e a recitar poesias, sozinha e em voz alta. Mais tarde, aprendi a controlar também a afinação e a força da voz. Pra quem não conseguia pronunciar o próprio nome sem tropeçar, cantar obras de Haendel, Bach e Beethoven foi algo fantástico que fiz por mim mesma. 

Hoje venho aprendendo a falar o necessário, o verdadeiro e o justo, de maneira simples e sem machucar ninguém. Já não tenho mais a pretensão de acabar com o mal no mundo, pois compreendi o provérbio que diz “não há mal que sempre dure nem felicidade que jamais acabe”. Afinal, essa é a filosofia do I CHING, o Livro das Mutações, que estuda os 64 estados manifestados da natureza no decorrer do tempo. O I CHING diz que, se você está triste, já pode começar a sorrir, pois a tendência é de que as coisas melhorem. Mas se você está feliz, é hora de começar a se preocupar, pois a tendência é de que as coisas piorem. A grande questão que se ergue é saber qual é a atitude correta a ser tomada em cada uma dessas ocasiões, tanto para diminuir a duração e a intensidade dos tempos ruins, quanto para que haja um equilíbrio no aprendizado das nossas experiências, sem traumas.

Ficarei satisfeita se, no final da vida, eu ainda tiver a mesma disposição da infância de enfrentar os desafios e a mesma sabedoria para suportar os obstáculos, sem baixar a cabeça. No fim, ainda estou aprendendo a ser criança. 

Deixo aqui a recomendação de um filme impressionante, disponível no Netflix, chamado “Mãos Talentosas”. Ele conta a história real um menino norte-americano, negro e pobre, que se achava incapaz de aprender qualquer coisa na escola e que se tornou, com o incentivo de sua mãe, o mais conceituado neurocirurgião pediátrico do mundo. Essa comovente história serve de exemplo para nunca desistirmos de realizar o nosso melhor a cada dia, superando o bullying, a condição social, a depressão e a descrença em nós mesmos. 

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Professora de Filosofia Oriental, graduada em Filosofia pela UFRGS em 2008. Dedica-se à pesquisa e à prática da Sabedoria Oriental há mais de 20 anos. Especialista nas técnicas do Feng Shui Tradicional e na análise dos sistemas astrológicos chineses Bazi e Zi Wei Dou Shu.

Decoradora, artista gráfica e designer de peças exclusivas de decoração desde 1998. Presta consultoria residencial e comercial de Feng Shui Tradicional Chinês utilizando toda a sua experiência filosófica e estética na construção da identidade visual de empresas e na criação de projetos de harmonização oriental para comércios e residências.

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Previsões para 2017 - por Fabiana Souza

De acordo com o calendário lunar chinês, o Ano do Galo de Fogo Yin tem início no dia 27 de Janeiro de 2017. Em um panorama geral, o Galo de Fogo Yin traz inquietações e conflitos para esse ano. Vamos entender o porquê?

Em sua essência, o signo do Galo é regido pelo elemento Metal na polaridade Yin. O Galo, então, possui as características desse elemento em sua constituição energética. Assim, o Galo se mostra franco, objetivo, prático, metódico, esperto, decido e autoconfiante.  Mas ele também pode se mostrar arrogante, crítico, imprudente, desconfiado e intolerante.

Contudo, o elemento Fogo, que rege o Ano de 2017, controla o elemento Metal presente na raiz do Galo (o Fogo derrete o Metal - Ciclo de Controle do Wu Xing). Como o Galo não gosta de ser contrariado, o conflito dos elementos envolvidos tende a trazer à tona as características nocivas do Galo, desencadeando, também, uma oposição entre o destino e as oportunidades que podem aparecer. 

De modo geral, experimentaremos um permanente estado de estresse e insatisfação em 2017, que só poderá ser superado com muito esforço. 

Nesse ano, então, devemos evitar os negócios arriscados, as especulações financeiras, a imprudência e o autoritarismo em todos os setores. No mundo, a Economia e a Política devem encontrar o equilíbrio na justiça. A ordem é sessar os conflitos, ainda que precariamente.

Mas essas previsões energéticas são apenas tendências gerais para esse novo ano que se inicia. Como cada pessoa possui uma constituição energética diferente, algumas pessoas poderão aproveitar melhor essas influências do que outras. Somente uma análise astrológica personalizada poderá indicar os fatores benéficos e nocivos do momento para cada indivíduo. 

Mas uma coisa é certa: O Ano do Galo de Fogo Yin favorece o ganho provindo do esforço e o aconselhamento (jurídico, emocional, financeiro, médico, etc). Então, trabalhe duro se quiser ser recompensado. E, para não permanecer na dúvida e estimular ainda mais a desconfiança, busque o auxílio e a orientação de profissionais. 

Previsões para o Feng Shui - 2017

No Feng Shui Tradicional, utilizamos o calendário solar chinês para calcular o mapa energético dos imóveis. A partir do dia 03 de Fevereiro de 2017, todos os imóveis ficarão sob a influência anual da Estrela 1 no setor central. As 9 estrelas do Feng Shui representam 9 diferentes aspectos da energia e estão associadas a cada um dos 5 elementos: Madeira, Fogo, Terra, Metal e Água. 

A Estrela 1 é regida pelo elemento Água, que favorece as especulações intelectuais, a fama e a sabedoria. A Água possui uma grande reserva de energia, embora se mostre pacífica e imperturbável. A Água possui um espírito curioso e um grande poder de adaptação, pois se insinua por tudo, assumindo as mais variadas formas. A cor da Água é o preto e o azul escuro. A sua forma é ondulada, sinuosa e indefinida.

No I CHING, a Água é representada pelo trigrama KAN. Persistente, a Água sempre chega ao fim desejado, contornando os obstáculos, sem gerar conflitos. A Água é o mais profundo e misterioso dos 5 elementos. Insondável, a Água também representa o inconsciente, o medo e a paranoia.

Mesmo que cada imóvel apresente um Mapa de Estrelas Voadoras diferente, em função da sua localização e do seu ano de construção, todos eles, em 2017, receberão a influência mais acentuada da Estrela 1. Com a influência da Estrela Anual 1 no centro dos imóveis, espera-se mais movimento e flexibilidade para esse ano, que serão refletidos na saúde, nos relacionamentos e nas finanças dos moradores. Essa energia favorece as pesquisas, os estudos, a comunicação e o progresso. 

Mas para saber exatamente quais são as energias que vibram na sua casa, busque a ajuda de um profissional. É muito importante fazer uma análise correta do Feng Shui dos imóveis para realizarmos uma harmonização de ambientes satisfatória. O Feng Shui estuda o lugar certo e o momento oportuno capazes de favorecer as ações corretas do “Homem Superior” (espírito).

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Professora de Filosofia Oriental, graduada em Filosofia pela UFRGS em 2008. Dedica-se à pesquisa e à prática da Sabedoria Oriental há mais de 20 anos. Especialista nas técnicas do Feng Shui Tradicional e na análise dos sistemas astrológicos chineses Bazi e Zi Wei Dou Shu.

Decoradora, artista gráfica e designer de peças exclusivas de decoração desde 1998. Presta consultoria residencial e comercial de Feng Shui Tradicional Chinês utilizando toda a sua experiência filosófica e estética na construção da identidade visual de empresas e na criação de projetos de harmonização oriental para comércios e residências.

Na área da Educação, oferece os serviços de Orientação Vocacional para crianças e de Orientação de Carreira Profissional para jovens e adultos. Na área da Saúde, trabalha com a Dietoterapia Chinesa baseada na análise dos biótipos constitucionais.

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As Mensagens Ocultas na Água - por Fabiana Souza

Água exposta à música Lago dos Cisnes, de Tchaikovsky

Quem teve a oportunidade de assistir ao documentário “Quem somos nós?” (“What a bleep do we know?”) deve se lembrar das cenas que mostravam um peculiar estudo realizado sobre a água e a sua incrível capacidade de absorver a energia dos ambientes, dos sentimentos humanos e das palavras.

Resumidamente, hoje sabemos que tudo é energia e que toda energia emite uma determinada vibração, que tende a se propagar através de partículas no meio ionosférico, gerando certa frequência e comprimento de ondas.

O pesquisador japonês Masaru Emoto analisou o comportamento da água submetida a diversas situações cotidianas, desde a sua exposição a orações, músicas eruditas, palavras belas e gentis, até ritmos violentos, palavras depreciativas e pensamentos negativos.

Coletando amostras de água de todas as partes o mundo, Dr. Emoto percebeu que algumas amostras analisadas em microscópio, quando congeladas, formavam belíssimos cristais de gelo. Esses cristais se formavam na temperatura aproximada de -15°C e duravam entre 20 e 30 segundos, sendo registrados através de fotografias em alta velocidade.

As águas puras das fontes e as águas submetidas a situações, palavras e imagens carinhosas formavam cristais regulares, coloridos e complexos.

Foto 1: Água exposta à fotografia de um golfinho.

Foto 2: Água exposta à fotografia do planeta Terra.

Foto 3: Água exposta à fotografia de um límpido lago azul do Parque Nacional Yellowstone, EUA.

Determinadas músicas também formavam cristais muito interessantes...

Foto 1: Água exposta à Ária na 4°Corda, Bach (arranjo para violino e piano).

Foto 2: Água exposta à música Heartbreak Hotel, Elvis Presley. 

Foto 3: Água exposta ao Estudo em Mi Maior, Chopin.
Foto 4: Água exposta à Canção de Ninar da Áustria.

Como podemos observar, a beleza da composição de Bach é bem representada pelo aglomerado de belíssimos cristais. Já a água exposta à música de Elvis Presley se divide em duas partes, como se imitando a canção. Os cristais que se formaram pela exposição ao piano de Chopin parecem pequenas gotas flutuantes, enquanto que a canção de ninar austríaca parece conter a força de um anjo protetor.

Contudo, amostras de águas poluídas, provenientes de várias capitais mundiais, e águas expostas a palavras e pensamentos negativos e de ordem não formavam cristais. Ao contrário, essas amostras apresentavam deformações e colorações assustadoras.

Foto 1: Água exposta à expressão “You fool!” ("Idiota", em inglês).

Foto 2: Água exposta à palavra “Idiota!” (em japonês).

Foto 3: Água exposta à frase “Você me deixa doente! Vou matar você!” (em japonês). 

Nas imagens 1 e 2, vemos duas amostras de água expostas à palavra "idiota" em dois idiomas diferentes. Ambas sintetizaram a humilhação e o desprezo dessa energia de baixíssima vibração. Na imagem 3, podemos até mesmo ver a figura de um homem empunhando uma arma.

Água exposta ao estilo de música Heavy Metal.

As irregularidades das amostras expostas ao estilo musical Heavy Metal e à palavra "idiota" no idioma japonês são muito semelhantes.

Dr. Emoto trabalhou incansavelmente para trazer esse estudo ao conhecimento do grande público. O que antes não podia ser visto, agora se tornou uma revelação. As moléculas da água, além de serem um fantástico veículo condutor de energia, são também afetadas pelas vibrações energéticas a que são submetidas, contraindo a forma dessas e espelhando um mundo de energias sutis tão real quanto nós mesmos.

Água da fonte do lago Chuzenji, no Japão, antes e depois do tratamento com cloro.

Mas se água tem a capacidade de absorver, memorizar e transmitir as mesmas vibrações energéticas a que são submetidas, a questão mais pertinente se ergue sobre nós mesmos.  Se levarmos em consideração que o nosso corpo físico se constitui, em média, de 70% de água, essa pesquisa nos alerta para um provável quadro de doenças, degenerações e mortes, em grande parte, causadas por um estilo de vida danoso e inconsequente, imperativo das grandes metrópoles, há muito alienadas da Natureza e das virtudes do espírito.  

O mais incrível na pesquisa do Dr. Emoto é a solução encontrada para neutralizar as energias nocivas que emitimos e recebemos constantemente: AMOR E GRATIDÃO!

Amostra de água exposta às palavras “AMOR E GRATIDÃO”.

O cristal mais belo e perfeito encontrado pelo Dr. Emoto veio de amostras de água expostas às palavras "Amor e Gratidão". Até mesmo as ondas nocivas dos fornos de micro-ondas e dos telefones celulares conseguiram ser neutralizadas pela fortíssima vibração positiva que essas palavras carregam em seu sentido, como podemos observar nas amostras abaixo:

Foto 1: Água exposta às palavras “Amor e Gratidão” e, depois, aquecida no forno de micro-ondas.

Foto 2: Água destilada, somente aquecida no forno de micro-ondas.

Foto 1: Água exposta às palavras “Amor e Gratidão” e, depois, exposta a telefones celulares.

Foto 2: Água destilada, somente exposta a telefones celulares.

Além de salientar o grande perigo das tecnologias modernas, com todos os aparatos eletroeletrônicos que nos prometem uma vida mais prática e dinâmica ao custo da nossa própria saúde, Dr. Emoto está convencido de que somente o Amor, aliado ao sentimento de profunda Gratidão, é capaz de reverter as tantas mazelas que a humanidade vem sofrendo ao longo de tantos milênios. 

Foto 1: Água exposta à palavra “ANJO”, em japonês.

Foto 2: Água exposta à palavra “SATÔ, em japonês.

Logicamente, para que as energias maléficas exteriores nos atinjam é necessário criarmos um campo de ressonância para essas energias, ou seja, é preciso vibrar na mesma sintonia ou simpatizar por essas vibrações, "abrindo brechas" em nosso campo energético protetor. Por isso, o maior perigo não vem de fora, mas provém dos nossos próprios pensamentos.  A inveja, o ciúmes, a raiva, o medo, o ódio, a intolerância, a tristeza, o orgulho e a arrogância não podem se propagar em uma alma sadia. 

1. Amostra de água da fonte de Lourdes, França, conhecida pelo seu poder de cura. O seu formato lembra o cristal exposto à palavra "Anjo".
2. Amostra de água da Fontana Di Trevi, Itália. O curioso cristal com forma de moeda imitou as muitas moedas que são jogadas nessa fonte pelos turistas.
3. Amostra de água de uma fonte da Tasmânia, região rica em diamantes.

Sem dúvida, é humanamente impossível nos livrarmos, completamente, dos pensamentos negativos que povoam a nossa mente. Vivemos em um mundo cheio de guerras sociais, transtornos psicológicos, corrupções e prostituições, fome e miséria. No entanto, não é vivendo alienados dessa realidade, confinados em uma bolha de felicidade permanente e ilusória que resolveremos os nossos problemas.

Antes, devemos compreender que a cura para toda vibração negativa reside em sua vibração oposta. A gentileza neutraliza a raiva, o amor neutraliza o ódio, a coragem neutraliza o medo e assim por diante. 

Amostras de água de um lago, antes e depois de uma oração budista de cura.

A paciência é a chave-mestra para se experimentar essa grande oportunidade de crescimento espiritual que se impõe às consciências mais abertas, mais preparadas. A nossa saúde espiritual é de grande influência para a saúde espiritual do planeta. Vibrando positivamente, reforçamos a vibração positiva do nosso próximo e ajudamos a despoluir o mundo da tristeza, da ansiedade, da violência, da ignorância e da separação. 

Ao Dr. Emoto, a nossa admiração e agradecimento!

Amostra de água exposta à palavra “OBRIGADO”, em japonês.

Todas as imagens desse post foram tiradas do livro HADO - MENSAGENS OCULTAS NA ÁGUA, de Masaru Emoto - Ed. Cultrix, São Paulo, 2001.

Professora de Filosofia Oriental, graduada em Filosofia pela UFRGS em 2008. Dedica-se à pesquisa e à prática da Sabedoria Oriental há mais de 20 anos. Especialista nas técnicas do Feng Shui Tradicional e na análise dos sistemas astrológicos chineses Bazi e Zi Wei Dou Shu.

Decoradora, artista gráfica e designer de peças exclusivas de decoração desde 1998. Presta consultoria residencial e comercial de Feng Shui Tradicional Chinês utilizando toda a sua experiência filosófica e estética na construção da identidade visual de empresas e na criação de projetos de harmonização oriental para comércios e residências.

Na área da Educação, oferece os serviços de Orientação Vocacional para crianças e de Orientação de Carreira Profissional para jovens e adultos. Na área da Saúde, trabalha com a Dietoterapia Chinesa baseada na análise dos biótipos constitucionais.

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As Causas Ocultas da Violência - por Fabiana Souza

Nos últimos meses, a violência tem gerado pânico no Estado do Rio Grande do Sul por conta da arbitrariedade dos criminosos. A bandidagem, protegida pela precariedade do sistema governamental (legislativo, executivo e judiciário), segue impune, livre para exercer todos os tipos de crime a céu aberto e a qualquer hora do dia, disseminando o terror, o ódio, a revolta e a tristeza profunda no coração das pessoas. Dizem que os bandidos têm um código de ética a zelar (???), o que acabava restringindo a criminalidade às zonas de tráfico de drogas e de armas. Mas hoje, nem mesmo esses ínfimos critérios são poupados da corrupção que circula nas entranhas do Brasil há, mais ou menos, 500 anos.

E como se já não bastasse a sensação de insegurança que estamos vivendo, o nosso medo ainda é multiplicado pelos meios de comunicação, capazes de manter uma sociedade inteira refém de discursos retóricos e de matérias tendenciosas, tudo em prol de mais audiência. Mas o fato é que a violência existe. Sempre existiu. O que não justifica, obviamente, a continuidade da sua existência.

Pesquisadores da alma humana (e de seus direitos) afirmam que o homem é um ser dual, dividido entre a razão e a emoção. Temos, então, uma natureza dupla: metade humana, metade animal. Nossa natureza animal possui as necessidades de comer, beber, excretar, dormir, reproduzir e de viver em comunidade. Nosso instinto de sobrevivência também está associado à nossa parte animal. 

Mas o nosso lado animal não é tão simples assim, pois ele é a sede das nossas emoções. Por isso, mais do que satisfazer as necessidades do corpo para mantê-lo vivo, queremos sentir prazer em tudo o que está relacionado a ele, passando, muitas vezes, por cima da crítica da razão, que avalia o que é bom em termos universais. Logo, a busca pela satisfação dos prazeres a qualquer custo esbarra nos limites da racionalidade e nos faz, perante outros homens, seres perigosos e passíveis de sermos enjaulados ou punidos com a morte.

Mas tudo bem, nem eu nem você somos tão perigosos assim. Somos trabalhadores honestos, pagamos os nossos impostos e queremos a paz mundial. Afinal, somos seres humanos racionais, com o pleno desenvolvimento das nossas faculdades intelectuais e sabemos o que é certo e errado. Por que, então, a injustiça recai sobre nós? Por que somos vítimas da falta de caráter de certas pessoas? Por que as autoridades não conseguem acabar com a violência? Qual é o sentido de trabalharmos dia após dia e de constituirmos uma família se tudo o que acreditamos pode ruir num piscar de olhos, com a chegada da violência à nossa porta? Essas e outras perguntas retumbam na mente de todas as pessoas ditas “de bem”.

No entanto, para responder a essas perguntas, precisamos entender as causas espirituais da violência. Não é algo que se ensine na escola, infelizmente, porque a ciência ainda não alcançou esse nível de investigação. Os ensinamentos espirituais continuam restritos às Escolas de Mistério, ainda que muita informação de qualidade esteja disponível atualmente em todas as partes do mundo.

Para começar, você sabia que os nossos pensamentos são feitos de matéria? Nós estamos encarnados em um mundo material, logo, tudo o que concerne à nossa vida material também precisa ser revestido de matéria. Certamente, os pensamentos humanos não possuem a mesma densidade de uma cadeira ou de qualquer outro objeto que conhecemos. Os nossos pensamentos são feitos de matéria do plano mental, que é extremamente sutil. Compostos de partículas finíssimas, que se agrupam e tomam a forma do desejo de seus donos, os pensamentos se “desprendem” do corpo mental que lhes deu a vida - como uma porção de energia que vaga a esmo - até encontrar outros pensamentos de igual espécie e a eles se juntarem pela Lei da Atração. 

Todos os objetos que fabricamos possuem uma finalidade. A finalidade da cadeira, por exemplo, é servir de assento. Do mesmo modo, os nossos pensamentos também possuem um objetivo. Em geral, os pensamentos humanos são todos da ordem do desejo e a finalidade do desejo é ser satisfeito. Por isso, quando pensamos veementemente em algo que não podemos realizar – seja porque as leis não permitem ou por qualquer outro motivo que coíba ou reprima a nossa prática, os pensamentos buscam a realização fora de nós, em outros corpos.

Os pensamentos são mantidos vivos pela força da intenção que os gerou. Podem durar poucos minutos, mas também podem durar muitos anos. Pensamentos bobos e passageiros não têm força suficiente para causar grandes estragos. Mas intenções muito arraigadas são poderosas fontes, tanto para bem quanto para o mal. Sendo assim, desejos corruptos e depravados podem se mesclar com emoções de ódio, inveja, ganância, ciúme e intolerância, sendo capazes de percorrer muitos quilômetros a fim de acharem um espírito mais fraco e suscetível de realizá-los.

Se você nunca ouviu falar sobre esse assunto e está começando a ficar assustado, a má notícia vem agora: TODOS NÓS SOMOS DIRETA OU INDIRETAMENTE RESPONSÁVEIS PELOS EFEITOS DOS NOSSOS PENSAMENTOS.

Por exemplo, quem ambiciona ter bens materiais sem passar pelo trabalho de conquistá-los com dignidade está corroborando com o aumento dos índices de corrupção, roubos e assaltos na sua cidade. Quem deseja manter relações sexuais impróprias ou pervertidas está corroborando com os índices de prostituição, traições, abusos e estupros. Quem cobiça a morte (inclusive, a de animais para consumo próprio ou para fins religiosos) está corroborando com o aumento dos índices de maus tratos, assassinatos, guerras e genocídios. 

Levando tudo isso em consideração, você tem a real dimensão dos problemas que os seus pensamentos podem estar causando a si mesmo, à sua família, à sua cidade e, até mesmo, ao seu país? Lembre-se da Lei da Atração. Você somente atrairá para a sua vida aquilo que estiver em sintonia com as vibrações da sua consciência. 

Nesse ínterim, podemos nos enganar com a aparente felicidade dos bandidos que esbanjam riqueza e poder usurpados do suor do povo, sem que jamais sejam punidos. Essa falsa felicidade, advinda do sofrimento de outras criaturas, só pode perdurar em espíritos muito primitivos, cuja consciência ainda dormita nas teias da ilusão.

Mas se você está acordado, é chegada a hora de fazer a sua parte para que a violência não atrase ainda mais a nossa evolução. Lute, mas não por mais presídios, leis mais rígidas, torturas, ditaduras e ou outras repressões. Lute para controlar os seus pensamentos, os seus desejos e as suas emoções. Se você e eu, o fulano e mais o sicrano pudermos controlar o conteúdo dos nossos pensamentos, para que nem um único desejo sequer seja a causa energética do sofrimento de alguém, um mundo completamente diferente poderá surgir muito em breve. Chega da hipocrisia de nos autodenominarmos vítimas de uma violência em que somos, na realidade, cúmplices em diversas instâncias. 

Buddha nos ensinou que a verdadeira felicidade reside no desapego. Assim, onde não houver desejos, a dor não nascerá e tampouco poderá criar raízes. No Bhagavad Gita, Krishna ensina Arjuna a lutar para se libertar do ciclo de renascimentos, ou seja, das ações do karma. Essa é uma luta interna, em que a nossa consciência precisa se manter firme e forte na prática do Bem, mesmo em tempos tão difíceis como esse. Como recompensa, poderemos ser chamados, com legitimidade, de seres racionais.

No próximo artigo, veremos algumas medidas simples que todos nós podemos aplicar no dia a dia para ajudar no combate à violência e as técnicas mais utilizadas para controlar os pensamentos.

Boa Sorte!

--- LEIA TAMBÉM: AS CAUSAS OCULTAS DA VIOLÊNCIA PARTE 2 - POR FABIANA SOUZA ---

Professora de Filosofia Oriental, graduada em Filosofia pela UFRGS em 2008. Dedica-se à pesquisa e à prática da Sabedoria Oriental há mais de 20 anos. Especialista nas técnicas do Feng Shui Tradicional e na análise dos sistemas astrológicos chineses Bazi e Zi Wei Dou Shu.

Decoradora, artista gráfica e designer de peças exclusivas de decoração desde 1998. Presta consultoria residencial e comercial de Feng Shui Tradicional Chinês utilizando toda a sua experiência filosófica e estética na construção da identidade visual de empresas e na criação de projetos de harmonização oriental para comércios e residências.

Na área da Educação, oferece os serviços de Orientação Vocacional para crianças e de Orientação de Carreira Profissional para jovens e adultos. Na área da Saúde, trabalha com a Dietoterapia Chinesa baseada na análise dos biótipos constitucionais.

Dá palestras motivacionais direcionadas para os mais diversos segmentos do mercado, cursos profissionalizantes e workshops.

 

A importância da alimentação adequada - por Fabiana Souza

Quando eu nasci, meu pai já padecia os males de uma saúde frágil. Aos 18 anos, ainda no quartel, ele teve a sua primeira crise renal e, desde então, sua vida foi marcada pelo sofrimento. Estava sempre com gota. Gemia baixinho pela casa, mancando ora com o pé direito ora com o pé esquerdo. Urinava ‘pedras’ constantemente. Ingeria quantidades incríveis de anti-inflamatórios e analgésicos por conta própria. Raramente ia ao médico, mas quando era convencido, pela dor, a visitar o hospital, sempre voltava com a prescrição de uma dieta. “E os remédios”, perguntávamos. “Ah”, dizia ele, “esses médicos não sabem de nada!”

Ainda criança, eu analisava as dietas receitadas ao meu pai e imaginava como seria fácil ele recuperar a saúde. Simples, pensava eu, bastava ele comer o que estava escrito e se abster das coisas que lhe eram nocivas, como a carne vermelha e o álcool, por exemplo. O que eu não entendia é porque o meu pai nunca seguia aquelas dietas... Será que ele não queria se curar? E assim, os anos se passaram. Sem disciplina, o vício da gula ia vencendo, dia após dia, a sua força de vontade e o seu bom senso.

Um dia, ele passou muito mal. Eu e minha irmã o levamos às pressas ao hospital. Os médicos pediram uma bateria de exames. O resultado: falência dos rins! A partir desse diagnóstico, a vida do meu pai, que já não era muito boa, piorou muito. Aos poucos, a sua vitalidade foi morrendo, assim como a esperança de toda a família de vê-lo bem novamente. As sessões de hemodiálise o mantiveram vivo até o seu último suspiro. Mas antes dele partir, ainda teve que amputar suas pernas, na altura do joelho, por conta da arteriosclerose. Bem na verdade, ele morreu de depressão. 

Muitas doenças são causadas pela má alimentação, isso é fato. Mas que doença é essa que afeta a nossa consciência e que nos leva a fazer coisas que prejudicam o nosso organismo? Platão, filósofo grego antigo, dizia que “a causa de todo o mal é a ignorância”. Platão também dizia que “saber e não fazer, ainda é não saber”.

Pois ficou impresso indelevelmente, em minha memória, talvez o último diálogo lúcido que mantive com o meu pai. Nos últimos tempos, a sua consciência oscilava em decorrência de pequenos derrames cerebrais. Naquela ocasião, ele estava sentado numa cadeira de rodas, já sem as suas pernas, no pátio de uma clínica para idosos. Eu cortava o seu cabelo quando, de repente, muito consternado, ele falou: 

- Quem diria que eu ia ficar assim...

Imediatamente, parei de cortar o seu cabelo, sentei à sua frente e disse:

- Mas pai, quantas vezes a gente te avisou que isso ia acontecer? Tu sabia que tinha que se cuidar, fazer dieta, exercícios! Tu sabia, pai!

Ele encheu os olhos de lágrimas, baixou a cabeça e disse:

- Mas eu não sabia... 

                                                            

Essa é uma história real, assim como tantas outras histórias que superlotam as emergências dos hospitais diariamente, porque existe uma superpopulação de pessoas enfermas no mundo por conta da indisciplina e do descaso. Mas essa também é uma história de conscientização, ainda que tardia. 

Quem estuda Feng Shui sabe como é difícil conseguir resultados positivos em um ambiente quando ele é habitado por pessoas indisciplinadas. Quem se recusa a se submeter a regras possui uma capacidade de compreensão limitada de si mesmo e do plano de evolução da Natureza.

Com o mesmo cuidado que um médico receita remédios aos seus pacientes, um consultor de Feng Shui recomenda curas e harmonizações para os ambientes em que vivemos. E assim como é preciso, necessariamente, seguir as prescrições médicas para recobrar a saúde, os clientes de Feng Shui também precisam levar as recomendações sugeridas a sério se quiserem colher os frutos prometidos.  

E por falar em frutos, saber quais os alimentos que favorecem e que prejudicam o nosso organismo é de suma importância aos praticantes de Feng Shui, pois é através da alimentação que ingerimos a maior parte da energia que mantém o nosso corpo físico.

O sistema astrológico chinês Bazi, também conhecido como Quatro Pilares do Destino, visa trazer o equilíbrio ao nosso organismo através da análise do nosso biótipo: Cardíaco, Hepático, Pulmonar ou Renal. A cada um desses biótipos é recomendada uma dieta diferente. Por exemplo, a quem tenha excesso do elemento Metal em sua constituição energética, recomenda-se evitar o consumo de alimentos gordurosos. 

Uma relação completa dos alimentos permitidos e proibidos para cada pessoa pode ser adquirida com o Mapa da Saúde e Dietética da Feng Shui Design, que analisa detalhadamente as nossas predisposições a doenças de acordo com a nossa data e horário de nascimento.  As nossas carências energéticas afetam diretamente o equilíbrio dos nossos meridianos, deixando-os frágeis e suscetíveis, também, às variações climáticas. Além disso, esse mesmo mapa analisa as terapias mais adequadas para a manutenção da nossa saúde. 

Acesse: www.fengshuidesign.com.br

Boa Sorte!

Professora de Filosofia Oriental, graduada em Filosofia pela UFRGS em 2008. Dedica-se à pesquisa e à prática da Sabedoria Oriental há mais de 20 anos. Especialista nas técnicas do Feng Shui Tradicional e na análise dos sistemas astrológicos chineses Bazi e Zi Wei Dou Shu.

Decoradora, artista gráfica e designer de peças exclusivas de decoração desde 1998. Presta consultoria residencial e comercial de Feng Shui Tradicional Chinês utilizando toda a sua experiência filosófica e estética na construção da identidade visual de empresas e na criação de projetos de harmonização oriental para comércios e residências.

Na área da Educação, oferece os serviços de Orientação Vocacional para crianças e de Orientação de Carreira Profissional para jovens e adultos. Na área da Saúde, trabalha com a Dietoterapia Chinesa baseada na análise dos biótipos constitucionais.

Dá palestras motivacionais direcionadas para os mais diversos segmentos do mercado, cursos profissionalizantes e workshops.

Um toque românico no ambiente para celebrar o amor - por Fabiana Souza

Que tal preparar a casa para celebrar o amor? Aqui vão algumas dicas para você compor a decoração da sua casa com os 5 Elementos da natureza (madeira, fogo, terra, metal e água): Em primeiro lugar, troque as roupas de cama. Diminua a iluminação do dormitório.

Coloque músicas calmas ao piano. Aromatize o ambiente com essências doces, como morango, pitanga ou baunilha. Espalhe flores por toda a casa ou faça um arranjo bem bonito para a mesa de jantar. Brinde com taças de cristal.

Acenda velas ou, se você tiver, acenda a lareira (essa parte do fogo é bem legal, mas pode ser a mais perigosa, portanto, todo o cuidado é pouco!). E por último, agradeça com o coração a presença da pessoa amada.

Mesmo que você esteja solteiro, pode aproveitar esse dia para meditar sobre o conceito do amor e a importância desse sentimento na sua vida. Além de ser muito gratificante, esse encontro consigo mesmo deve ser realizado de tempos em tempos.

Reavaliar todas as nossas relações e os nossos princípios são atitudes fundamentais para nos mantermos receptivos à energia do amor.

Fabiana Souza
Consultora da Feng Shui Design Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

A Fênix Vermelha e a Prosperidade - por Fabiana Souza

A proporção das formas ideais, representada pelos quatro animais sagrados da cultura chinesa, gera a perfeita interação entre as energias Yin e Yang nos imóveis. Cada animal representa uma direção e uma fase energética, mas também traz características físicas e psicológicas que podem ser associadas à paisagem na qual as construções estão inseridas.

Na face do imóvel, por exemplo, está a Fênix Vermelha, que simboliza a projeção dos nossos pensamentos e a nossa capacidade de planejamento para o futuro. Na parte externa da nossa casa, um rio calmo e de águas límpidas ajudaria a trazer a energia Yang para dentro do imóvel de maneira suave e regular.

Na ausência de rios, as ruas também servem de modelo de tráfego dessa energia. Mas além da importância de se morar próximo a ruas tranquilas, é fundamental que a frente da nossa casa tenha um aspecto agradável, pois a qualidade da energia que entrará na casa levará em consideração todo o seu entorno.

Por isso, a pintura da nossa casa deve estar sempre em dia e as janelas devem ser amplas e limpas. Vale lembrar que a qualidade da energia Yang está diretamente relacionada com a prosperidade financeira dos moradores. 

Fabiana Souza
Consultora da Feng Shui Design Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

A Tartaruga Negra e a Saúde - por Fabiana Souza

A Tartaruga Negra Gigante é um dos quatro animais sagrados, também utilizada no Feng Shui. Ela está localizada no assentamento dos imóveis, que geralmente representa os fundos da nossa casa. A Tartaruga Negra simboliza o nosso inconsciente e sedia a energia Yin, que protege a saúde e os bons relacionamentos dos moradores.

Para alimentar a Tartaruga Negra corretamente, é preciso que se eleve uma grande montanha nos fundos da residência, que seja bonita e cheia de vida. Atualmente, as análises de Feng Shui realizadas na cidade consideram a substituição das montanhas por prédios. Logo, as construções situadas atrás da nossa casa servem de modelo desse tipo de energia.

Prédios altos e bonitos trazem segurança e vitalidade. Prédios feios ou abandonados são focos de fraqueza e podem trazer, além de doenças, o gérmen da morte. Também podemos utilizar os cuidados da Tartaruga Negra mantendo as nossas costas protegidas por uma parede enquanto estivermos sentados ou utilizar uma cadeira de encosto alto.

Seguindo essa mesma lógica, é importante que a nossa cama tenha uma cabeceira sólida. Assim, garantimos a paz e a estabilidade necessárias ao nosso corpo enquanto dormimos

Fabiana Souza
Consultora da Feng Shui Design Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

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