Não Sabemos escrever - por Franco Vasconcellos

Não Sabemos escrever - por Franco Vasconcellos

O ano começou numa sexta-feira. Ao espocar da primeira champanha e retinir das primeiras taças, passaram, finalmente, a vigorar as tão discutidas novas regras do acordo ortográfico, que  começam a ser obrigatórias no Brasil. Entretanto, vários brasileiros – “tamo junto” - ainda têm dúvidas sobre como foi o processo, e principalmente, quais são as mudanças ocorridas.

Dizem que o acordo, assinado em 1990 entre Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe, integrantes da Comunidade de Países de Língua Portuguesa, tem a intenção de padronizar a ortografia da língua portuguesa.

Cada país ratificou o documento assinado e definiu os prazos para a entrada em vigor do novo acordo. Em Portugal, a reforma foi ratificada e promulgada em 2008 e as novas regras entraram em vigor em maio de 2009, com a previsão de se tornarem obrigatórias em seis anos a partir dessa data.

No Brasil, o acordo foi ratificado em setembro de 2008 e as novas regras já estão em uso, embora em caráter não obrigatório, desde 1º de janeiro de 2009. A princípio, as medidas seriam aplicadas de modo obrigatório a partir de janeiro de 2013, mas o governo brasileiro, após consultas a envolvidos no processo, preferiu dar mais tempo para a implantação.

Impossível não lembrar das conversas no autocarro (ônibus) rumo a Carnaxide, onde dezenas de sotaques de uma mesma língua portuguesa eram falados sem intervalo. Chegava na minha parada, desembarcava ao pé do talho (próximo ao açougue), bem em frente ao carrinho de porra recheada (churros, iguais a esses nossos daqui do Brasil). Mesmo entre os brasileiros, a mistura era divertida... no restaurante onde eu trabalhava, havia uma pernambucana arretada da moléstia (mesmo que cabra da peste, ou corajosa) que tinha ficado no caritó (tinha ficado solteira) e se mandou para Portugal.

Aqui em Erechim, são vários os sotaques decorrentes da colonização por inúmeros povos. Em São Chico também falam diferente... Espero que o tal acordo não se estenda ao nosso jeito de falar... seria muito chato... concordas, gaudério?

Franco Vasconcellos e Souza, gaúcho de Erechim, escreve sobre o cotidiano e aceita sugestões dos leitores

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