O problema do lixo nas cidades - por Maria Helena Costa Fernandes

O problema do lixo nas cidades - por Maria Helena Costa Fernandes

Lixo é todo e qualquer resíduo produzido pelo ser humano. A presença de lixo contribui  para a poluição visual, do solo, da água e do ar. 

O lixo pode ser classificado como: 

Residencial: é o lixo produzido em nossa casa - restos de alimentos, sacos e embalagens plásticas, garrafas, latas, papéis, entulho, etc.

Industrial: lixo que tem origem nas fábricas - produtos químicos, metais, óleo, plásticos, embalagens, papéis, borracha, etc.

Hospitalar: lixo proveniente de hospitais, ambulatórios, consultórios, clínicas veterinárias, farmácias e laboratórios de análises clinicas.

Comercial: lixo produzido por lojas, hotéis, escritórios, restaurantes, escolas, supermercados, oficinas - peças metálicas, papéis, papelão, sacos plásticos, embalagens, restos de alimentos, etc.

Radioativo: lixo de usinas nucleares. 

Orgânico ou Biodegradável: são materiais de rápida decomposição, como restos de comida, papel, papelão, madeira, tecido, etc

Inorgânico ou Não-biodegradável: são materiais de decomposição muito lenta como metal, vidro, plástico, isopor, borracha, etc

Fonte: IBAMA (http://www.ibama.gov.br/recursos-pesqueiros/download/200/)



Teoria das Janelas Quebradas ou Teoria das Janelas Partidas

Retirado da postagem de Paul Gallay, Presidente da Organização Comunitária Hudson Riverkeeper, de NY

Em NY a preocupação com a poluição do Rio Harlem mobilizou cerca de 80 pessoas a se organizarem para fazer a limpeza do lixo encontrado num local chamado Inwood's North Cove, onde há vida selvagem ainda preservada em meio ao cimento e ao aço. A Organização (ONG) Riverkeeper Sweep removeu cerca de 6 tonelas de pneus, metal retorcido, copos de café feitos de poliestireno e frutas podres. O lixo estava tão profundamente situado que teve que ser removido com pás. Crianças de uma escola próxima participaram da remoção do lixo.

Uma das maiores preocupações era que as mesmas pessoas que jogaram o lixo no rio voltassem a fazê-lo depois de um tempo. Porém, o diretor executivo da Associação Manhattan Wetlands & Wildlife anunciou que não houve novos lançamentos de lixo no local.

Arrume as janelas quebradas e as pessoas terão orgulho de sua vizinhança, forçando as pessoas prejudiciais ao meio ambiente a sair de lá. Essa é a idéia. Poluidores tendem a poluir onde já existe poluição. A fórmula para parar com a poluição é limpar a bagunça e então manter uma vigilância serrada em cima (para impedir que voltem a poluir e conseguir manter a limpeza já feita). 

Um caminho para a redução do crime

Retirado da postagem de Adam Clampitt, President, The District Communications Group 

Quando o prefeito de NY, Rudolph Giuliani, foi eleito, ele foi um dos maiores propagandistas da Teoria das Janelas Quebradas. Este conceito foi descrito em 1982 em um volume da revista mensal The Atlantic pelos sociólogos James Q. Wilson e George L. Kelling, que advogavam pelo forte cumprimento das leis contra crimes de pequena monta e pelo endurecimento das penalidades aos criminosos.

Giuliani praticou a política da “tolerância zero”, penalizando todos aqueles que praticassem infrações, mesmo as menores, como escapar de pagar a tarifa do metrô. Essa abordagem viu decrescer tanto os crimes violentos como os não-violentos por 10 anos seguidos. A carga no sistema judicial diminuiu consideravelmente e a lei serviu como uma ação preventiva contra futuros crimes.

Quando os infratores são presos, as acusações por infrações menores frequentemente resultam em não enviar o sujeito para a prisão. A primeira vista isso parece adequado devido à sobrecarga do judiciário com crimes muito mais violentos. Porém supõem-se que essa abordagem encoraja o surgimento e o aumento da criminalidade como um todo.

Na capital Americana, Washington, D.C., a política da tolerância zero nunca foi aplicada (até o momento do texto). Consideramos que, por motivos políticos, o foco deveria estar na prevenção através da educação, assistência econômica e outras atividades sociais, que são iniciativas importantes e devem continuar, porém o sistema criminal deixa infratores leves livres, e assim deixa também uma porta aberta para que cometam crimes mais graves no futuro.

Para resolver de vez o aumento da criminalidade, devemos ter uma atitude pró-ativa como as ações implementadas em NY. Os infratores devem saber que mesmo as menores infrações não serão toleradas.

 

Pessoalmente, acredito que, além de dispor indevidamente do lixo, algumas pessoas tentam se ‘expressar’ poluindo visualmente nossas paisagens, seja na natureza, sejam nas pequenas e grandes cidades, como se fosse uma ‘assinatura’ da presença delas naqueles locais. Não sei se, como médica, devo creditar esse fato a algum problema psicológico, ou se isso se deve mesmo à falta de educação, educação não recebida pelos pais, ou se são pais que não conseguem mais controlar seus filhos.

Imagino que as escolas dificilmente vão poder trabalhar esse problema, nas condições em que muitas escolas funcionam (pela falta de condições que enfrentam), nem sei se é função delas educar com relação ao lixo. Mas então o nos que resta? Como combater as pichações cada vez em maior número? Ou o tratamento desrespeitoso que sofreu o Negrinho do Pastoreio? Acho que só mesmo os cidadãos se unindo, fazendo como fizeram com o Rio Harlem – um mutirão de limpeza.

No caso, na avenida principal de nossa cidade, no entorno do Lago São Bernardo (já vi muito lixo por lá, inclusive uma ‘sobra’ de festa em que deixaram copos descartáveis e um garrafão de bebida expostos, como dizendo – estivemos aqui..). E também recusando-se a aceitar atitudes prejudiciais à cidade, recriminando no momento em que virem alguém sujando as ruas, as praças e os monumentos. Para isso devemos estar preparados para as reações negativas que surgirão e contar com o apoio da Prefeitura em caso de desavenças. Mas se esse for o preço de manter a cidade limpa para quem aqui reside e para quem a visita, por que não?

 

 

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