Já é quase 2.015 - por Franco Vasconcellos

Já é quase 2.015 - por Franco Vasconcellos

Há alguns dias, aguardamos o sorteio da Mega da Virada, comemos lentilhas, bebemos espumante... fizemos resoluções...

Entramos em 2.014 com a certeza de que, dessa vez, vamos começar as caminhadas no lago e economizar para um projeto. Repensamos o ano que passou e ajustamos nossa mira para o ano que se iniciava.

Pois é, o ano iniciou. E aí? Focado? Ou alguma decisão daquelas já foi deixada para o ano que vem? Se foi, não tem problema, pois 2.015 já está aí. Eu, pelo menos, tenho a nítida impressão de que o tempo está se acelerando cada vez mais.

O tempo que você leva para ler essa crônica é de 70 segundos, mais ou menos, dependendo de você, já que estima-se que a velocidade de leitura de um adulto chegue a 350 palavras por minuto.

Nossos dias continuam com 24 horas, preenchidas com 60 minutos cada e cada um deles com 60 segundos. Mas nos falta tempo. Cada vez mais, gastamos com bugigangas que nos farão economizar nosso tempo...

Questiono. Nos falta tempo? Ou nos falta paciência? Lembro quando recebi minha primeira mensagem via fax... incrivelmente veloz... o primeiro e-mail... uau! Aí, penso na irritação que me dá ao esperar alguns segundos a mais para anexar um arquivo a uma mensagem, ou postar uma foto maior – mais que uma é tortura – no Facebook.
É essa velocidade infernal de videoclipe que nos gera a pressa e a pressão fast food do ‘quanto mais rápido melhor’. Gostamos, por natureza, da velocidade.

É ela que nos faz pisar no acelerador do auto- móvel, que nos faz trocar de provedor... que nos faz apertar o botão do elevador várias vezes... que prejudica as relações com a família, namorados e amigos por estar muito apressado ou distraído para se envolver profundamente com outras pessoas.

A pressa também nos faz engordar e deixar de ter prazer com a comida, ou mesmo com hobbies que nos farão perder algum tempo.
Se você tiver tempo, leia esse conselho: observe sua velocidade durante o dia. Pergunte-se há necessidade de fazer tão rápido... faça refeições na mesa em vez de ter um prato balançando sobre as pernas em frente à televisão...

Dê-se um tempo, curta as coisas... e aí, quem sabe, teremos um 2.014 que dure um ano inteiro.

Franco Vasconcellos e Souza,
gaúcho de Erechim, morador de São Francisco de Paula, escreve sobre o cotidiano e aceita sugestões dos leitores.
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