Ponto de vista - por Maria Lucia da Silva Teixeira

Ponto de vista - por Maria Lucia da Silva Teixeira

Orgulhar-se de nossa terra, honrar suas tradições, resgatar sua história e sua cultura é muito mais do que uma satisfação. É um dever e uma necessidade de todo o indivíduo que vê, no passado, a amplitude de nossa riqueza cultural presente e futura. Além de proporcionar conhecimento de fatos que, se não resgatados, possivelmente, se perderão no tempo e na memória, nos remete ao compromisso com a verdade, para possibilitar o entendimento do presente.

E assim, motivar que cada geração seja capaz de criar coisas novas, evitando repetir erros, na gostosa convivência proporcionada pelo conhecimento mútuo. Aproveitar todas as ocasiões para evidenciar, de modo positivo, do que somos capazes.

Aproveitar todas as ocasiões para evidenciar, de modo positivo, do que somos capazes. O “lugar” em que nascemos e/ou vivemos se forma , se desenvolve , se sustenta e adquire densidade humana e espiritual com a soma de fatores decorrentes de uma teia que se entrelaça, de tal forma, que só se desfaz com mudanças decorrentes de atitudes, de novas formas de se relacionar e de fazer, onde cada um pode ser protagonista.

Senão, corre-se o risco de só viver do passado, embora saibamos que sem passado não há história. E, sem história perde-se a identidade e o futuro. Cria-se a perspectiva de formarmos indivíduos sem referências, despidos de origens e valores éticos e morais. Não significa porém, exaltar o passado reacionariamente. A questão é compreendê-lo e através dele buscar as mudanças necessárias e o caminho do desenvolvimento pleno. Rever e reconstruir conceitos, possibilidades e formas de ver a vida, mudar atitudes e pontos de vista.

O mais importante é fazermos isso, sem ter que carregar mágoas, preconceitos, revanchismos... Mas sim, nos dispor a cultivar, constantemente, a vontade de ajudar a construir e/ou reconstruir “um lugar’ cada vez melhor de se viver, de cultivar amigos, de viver nossos sonhos... Acredita-se que, se necessário, são infinitas as possibilidades de reconstrução da vida e da história. Cada um de nós deve ser o personagem principal nas circunstâncias que envolvam os fatos humanos para a busca da felicidade plena.

De nada adianta desperdiçar o tempo de hoje, lamentando o que aconteceu ontem e só criticando o presente. Vamos sim, assumir nossa co-responsabilidade na construção coletiva do bem comum. Como diz o Pe. Fabio de Mello: “O movimento de mudança começa em nós. Ao transformar a realidade que me envolve, de alguma forma, estou transformando o que sou”.


Maria Lucia da Silva Teixeira
Professora graduada em Estudos Sociais e em Ciências Sociais (Unisinos), Pós graduada em Ecologia Humana (Unisinos) e Gestão de
Polos de EAD (UFPEL), escritora do livro “São Francisco de Paula: nossa terra, nossa gente”

• Publicado na Revista Usina da Cultura - número 08 - Dezembro de 2013.

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