Ah, essa juventude de hoje... - por Heidi Lauterbach

Ah, essa juventude de hoje... - por Heidi Lauterbach

Baseado na equação: 25 anos = 1 geração, estou mais que duas gerações adiante desta turma que hoje tem 15, 17, 20 anos. E voltando no pensamento 60 anos para trás, não vejo muita diferença no comportamento, ao contrário, este melhorou, pois o relacionamento que eles mantêm hoje conosco, os mais velhos, é carinhoso , amável e respeitoso. Na minha época, era quase só “respeitoso”, ninguém ousaria se dirigir á avó do amigo com um “Oi, tia!”, saudação essa que faz a gente se sentir aceita. Pode ser que são bagunceiros, que largam as roupas no chão, esquecem a toalha de banho molhada na cama, até a hora de irem dormir tem meia dúzia de copos vazios espalhados pela casa - então: onde está a diferença para nossa época?

Alguns dias atrás, assisti o que foi anunciado como recital, que virou sarau e depois se transformou em verdadeira explosão de talentos. Aconteceu num dos lugares bonitos de Gramado, no hall do Centro de Cultura que, para o evento, assumiu de novo ares de hotel ou até casa de família. Na lareira, uma fogueira acolhedora ardia, e em frente dela os jovens apresentavam o que tinham aprendido nas aulas de música. Não eram alunos neste momento, não, eles respiravam música. Alguns convidados de outros cursos cantavam, o teclado trocava de mão, quem estava batucando trocava com o guitarrista – o grupo estava bem à vontade. E sabia o que estava fazendo, pois quando foi liberado para “fazer música” por dez minutos, um jazz improvisado saiu das mãos deles por mais de meia hora, sem uma única vez perder a batida. Que diferença faz que um deles esteja de casaco com capuz por cima da cabeça (o casaco ele tirou a meio caminho, mas deixou o capuz no lugar – sempre continuando a tocar seu baixo), outro de boné virado para trás, mais um de cabeleira comprida, bem cuidada, por cima de um rosto sonhador. Encantador o entrosamento e a camaradagem entre os jovens e seus professores.

Observo com prazer o mesmo engajamento nos alunos e professores da Escola das Artes, bem como nos participantes do Educavideo. Existe uma grande vontade de aprender, de fazer, de projetar, de produzir tanto na dança, nos esportes, na musica, no teatro - eles se divertem enquanto preparam e afiam seus talentos. São a prova viva que quando há oferta, existe procura pelo conhecimento, melhor ainda quando vem embrulhado em prazer. Gosto dessa juventude de hoje!

Heidi Lauterbach, é tradutora e tem como hobby cozinhar, artesanato, animais, leitura e família.

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