Musicoterapia - por Juliana Gomes

Musicoterapia - por Juliana Gomes

A Musicoterapia é uma terapêutica que visa, através de seus componentes – ritmo, melodia e harmonia - a colaborar no tratamento de distúrbios de natureza orgânica, psíquica, emocional e cognitiva. Seus efeitos tendem a agir no âmbito da interação social, das relações interpessoais, da transmissão de informações, do conhecimento, da criatividade, entre outros.

Entre os pacientes que buscam esse tratamento alternativo, veem-se portadores de problemas motores, autistas, deficientes mentais, pessoas com distúrbios psíquicos e emocionais, gestantes e idosos. Este profissional pode também atuar em grupos com profissionais de várias áreas, como médicos, psicólogos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas e educadores. Além disso, é igualmente encontrado em consultórios particulares, trabalhando sozinho.





Apesar de sempre agir como um bálsamo terapêutico, desde o princípio da história, a terapia musical surgiu como disciplina no século XX, logo depois da Segunda Guerra Mundial. Vários músicos começaram a tocar em hospitais para aliviar o sofrimento dos soldados feridos. Com esse trabalho, muitos pacientes passaram a apresentar traços de recuperação. Desde então a música tem sido amplamente e cada vez mais usada como exercício alternativo de cura.

Geralmente, é uma técnica de participação, e assim o paciente pode tocar os instrumentos musicais, cantar, dançar ou realizar algum tra- balho musical com o terapeuta. O profissional pode recorrer a várias modalidades terapêuticas, tudo depende de suas metas, bem como dos desejos e das possibilidades do paciente. É possível também realizar interpretações musicais sobre as canções elaboradas durante as sessões. Como a elaboração musical é meramente terapêutica, o paciente não precisa ter habilidades musicais.

Já o musicoterapeuta precisa ser treinado em vários instrumentos, entre eles o violão, e a percussão são os mais comuns. A música atua na mente humana harmonizando os hemisférios cerebrais, e por consequência equilibrando pensamento e sentimento. Cada ritmo tem como efeito um resultado distinto no paciente. Há músicas que despertam nostalgia, outras provocam alegria, tristeza, melancolia, entre outros sentimentos. Depende intrinsecamente das metas de cada um.

Para estabelecer uma relação com seus pacientes o terapeuta pode usar de ruídos, movimentos corporais, coordenação musical e teatral.

Juliana Gomes
Terapeuta corporal, atende, juntamente com os músicos Gabriel Amoretti, Rodrigo Fabro e Dênis Oliveira, na Luz do Oriente Clínica de terapias Alternativas e complementares em São Chico.

 

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