Sejamos a Mudança! - por Marcelo Oliveira

Sejamos a Mudança! - por Marcelo Oliveira

“Para que o mal triunfe basta que os bons fiquem de braços cruzados.” - Edmund Burke

Nosso país vive dias tensos e cheios de incertezas onde o centro do poder do país - não deveria ser centro da democracia?? – é um vulcão prestes a explodir em lavas, pois a nuvens negras e cheias de cargas tóxicas colocaram nossa capital federal e todo país nas trevas. Hoje se tornou claro o que todo o brasileiro já sabia – se sabia por que nunca se fez nada?? – nossos políticos são corruptos, sejam eles de esquerda, de direita, decentro ou aqueles que são de todos os lados. Ao invés de representarem seus eleitores tornaram-se representantes de seus próprios interesses. São intermináveis revelações de corrupção onde público e o privado se confunde, políticos e partidos parecem apenas jogadores e clubes de futebol – se joga onde paga mais, a final são profissionais, né?? 

A história nos mostra que o tabuleiro do jogo dos interesses chegou aqui há muito tempo, nossa própria independência é heroica só nos livros de história, já que Don João “aconselhou” muito bem seu filho a não perder esse o trono. Claro tem a parte do grito de independência ou morte – e mais 15 milhões de dólares para Portugal e foi riscada a parte da morte (!). Mas nossos problemas começaram mesmo quando da proclamação da república onde o poder passou para as mãos do povo – elite – e assim foi até finalmente um representante popular chegar à presidência, Getúlio Vargas, que cruzou duas décadas entre altos e baixos. Entre a democracia-ditadura-democracia e a pressão de um país onde os párias esperam o melhor momento para atacar, Getúlio findou com um tiro contra o próprio peito... Nossa democracia então não sabia para onde ir: do revolucionário Juscelino Kubitschek e a criação de Brasília – a se ele soubesse o cabaré que ia virar (...) - até Jânio Quadros e sua vassoura. 



Mas sempre que tentamos engrenar nossa democracia de forma “madura” vem uma reviravolta e assim chegam os anos de chumbo – que acredite com todas as mortes, censura e centralização do poder tem muita gente sentindo falta – por mais duas décadas ficamos na obscuridade e até que voltamos a ter o direito de decidir nosso destino novamente. Parece que quando temos a liberdade de decidir nosso futuro voltamos a cair no velho, no velho político caricato, na velha política do interesse, onde os que não gostam de política são governados por aqueles que gostam – e, adivinha quem são?? Às vezes penso que aí está o segredo daqueles que pedem a intervenção militar, é muito mais fácil ser governado por alguém que manda e desmanda sem que se precise ter responsabilidade por suas atitudes. Porque em uma democracia somos responsáveis por nossos representantes. Política não é militância é cidadania responsável.

Podemos ficar aqui apontando falhas da falência de nossa democracia atual, como a falta de conscientização política da maior parte da população – muitos apontam que é pelas manobras da própria elite ou panela política que se profissionalizou em perpetuar seus cargos. A outra causa que poderia ser apontada é a pouca renovação dos políticos e os que chegam são rapidamente convencidos que o sistema funciona assim e não se pode mudar e quem não entra não consegue tocar nenhum projeto – seriam coagidos pelo sistema ou simplesmente falta de moral e decência com o coletivo? Nossa jovem democracia está doente, desenvolveu um câncer que se enraizou rapidamente por todos os lados. E neste caso não adianta só retirar o tumor principal, sem uma profunda limpeza em todos os tecidos do sistema nossa nação caminha para um colapso político muito maior. Sejamos nós a mudança que tanto queremos para que amanhã não sejamos servos do nosso passado.

Marcelo Oliveira, mora em São Francisco de Paula e estuda Gestão Ambiental. Ler e escrever são paixões. O tema? O que o mundo lhe apresentar.

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