Futuro Incerto - por Marcelo Oliveira

Futuro Incerto - por Marcelo Oliveira

“Nós somos a primeira geração a ter detonado o aquecimento global, mas talvez sejamos a última poder fazer algo para evita-lo.”
Barack Obama

Este século XXI tem sido de grandes incertezas em todo o Planeta, vimemos um século onde as incertezas sobre o amanhã é a única certeza que temos em relação a tudo: governos, violência, religião, clima...

Em relação ao clima esse é um dos maiores desafios para este século. Muito se diz sobre as mudanças climáticas que envolvem o mundo, que tem como clímax dessa pirâmide o aquecimento global progressivo. Em um efeito borboleta com grandes dimensões em todas as partes com grandes inundações, temperaturas recordes, tanto positivas como negativas, avanço dos mares, secas. Culturas prejudicadas, mortes e doenças potencializadas em todas as partes principalmente nos centros mais pobres. Economias subindo e descendo em todos os lugares, justamente essa que tem o seu maior filão nisso tudo. A final nossas necessidades básicas humanas foram trocadas por necessidade consumistas ao qual um mundo materialista nos faz pensar que são necessidades básicas.

Em 1972 ocorreu a primeira conferência mundial para tratar da relação do homem com o planeta. Naquele momento o homem começa a se perceber que o modelo de desenvolvimento que o ser humano vem desenvolvendo é insustentável para manter as condições normais do planeta. Mesmo que alguns pesquisadores afirmem que o aquecimento do Planeta siga um processo natural, o homem no mínimo está acelerando esse processo de séculos para poucas décadas com toda a carga que está lançando sobre ele.

Em 1979, foi lançado o primeiro filme de Mad Max que se passa em futuro pós-apocalíptico próximo, onde a disputa é pelos bens mais importantes naquele ambiente: água e combustível. Nos anos de 1980 nosso Planeta não sentia ainda toda essa pressão do aquecimento, e as energias alternativas ainda não eram opções propagadas, e sim o petróleo era a razão de todas as economias, por isso o filme coloca o combustível como base das necessidades humanas ao lado da água num futuro pós-apocalítico. O mundo não se divide mais em nações ou etnias, mas em tribos pós-urbanas. 



Na trilogia de Mad Max as coisas só pioram com os recursos ficando mais escassos e a violência sem limites, pois na verdade o que vemos é uma volta ao primitivo humano, onde os mais fortes sobrevivem. No último filme em 2015 vemos um mundo ainda mais árido e corrompido quem possui água potável é rei. Mesmo água sendo um bem raro ainda se precisa ter a sorte de encontrar água não contaminada. Tudo isso faz parte do universo de ficção da trilogia, mas ele nos traz uma reflexão muito grande sobre os rumos que nosso planeta está seguindo. Ainda não conseguimos resolver nossas questões sociais e a violência desenfreada pelo poder nesse novo século, e, as questões ambientais já estão na UTI e sem mais tempo para esperar que a raça humana resolva seus problemas. 

Nosso Planeta está reagindo às drogas que injetamos todos os dias nele, essa reação é violenta, e como não somos o centro do universo e também como fomos feitos a imagem e semelhança de Deus em essência e não em poder, vamos levando a pior. Sendo que poder humano, dinheiro, tecnologia e nada disso segura a força da natureza desse planeta azul.

A única certeza que temos sobre o futuro mais próximo, porque o mais distante nem me atrevo analisar, é que o planeta não vai ser mais o mesmo que conhecemos. Como vamos conseguir nos adaptar a essas mudanças e o que vamos fazer para mudarmos alguma coisa será o que definira a existência da humanidade.

Marcelo Oliveira, mora em São Francisco de Paula e estuda Gestão Ambiental. Ler e escrever são paixões. O tema? O que o mundo lhe apresentar.

O que achou, foi útil para você? Então conta pra nós!

Artigos que podem te interessar

view_module reorder

5 Dicas para um relacionamento feliz - por Ana Cruz

Por um mundo com menos “eu” e mais “nós”, por favor. Seja o namoro ou o casamento, em um relacionamento amoroso...

Música - Viagem interestelar - BIKE lança seu "1943" na íntegra

A banda Bike se atira às investidas psicodélicas de Julito Cavalcante (também baixista do Macaco Bong) no lançamento do disco...

Um mistério chamado Monte Roraima - por Aline Pires

As barracas no acampamento do Rio Tek O Monte Roraima fica na tríplice fronteira entre Brasil, Venezuela e Guiana, um lugarzinho...

Dia 25 de Novembro • A Jornada de Ísis - São Francisco de Paula/RS

Espetáculo de Dança Oriental: A JORNADA DE ÍSIS O Mito de Ísis e Osíris contado através da Dança. É com muita honra que...

Os três estilos de Hipismo - por Amanda Pessôa

Aos apaixonados por cavalos, aí vai três modalidades Olímpicas distintas, mas semelhantes: HIPISMO ADESTRAMENTO, HIPISMO SALTOS E HIPISMO CCE. Esportes...

A fotografia de paisagem como forma de arte - por Silvio Kronbauer

Considerada, por muitos, uma forma de expressão artística, a fotografia é hoje uma das mais usadas, e mais bem vistas...

Erros - por Cassio Schaefer

Mostro erros escritos para pessoas digo erros para muitos  bebo e fumo erros todas as noite viajo por erros em...

Arco-Jesus-Íris - por JackMichel

Na colorida época do Flower Power Satanás decide visitar o arco-íris psicodélico de Jesus Cristo e, lá chegando, o louro...

Passeando por Montevideo - Mercado Del Puerto - por Michele Duarte e Douglas Reis

Mercado Del Puerto, local onde se encontra boa parte das comidas famosinhas do Uruguai. Não é um “mercado” comum, como...

Street Food & Food Trucks - por Elena Cárdenas

¿Qué os parece la idea de ir a un mercadillo dónde poder encontrar un montón de caravanas de comida a...

Patrocinadores da cultura