Evoluir como Humanidade - por Marcelo Oliveira

Evoluir como Humanidade - por Marcelo Oliveira

“Humanista é uma pessoa com grande interesse pelos seres humanos. Meu cachorro é humanista.” Kurt Vonnegut

Na idade média se matava em nome de Cristo (...), era uma época de trevas, de tortura, perseguição, ignorância e muito sangue “santo” derramado. A religião era usada para justificar a loucura que dominava a cabeça daqueles que acreditavam que mensagem de “Amai ao próximo como amas a ti mesmo” deveria ser levada a todos os cantos do planeta, mesmo que fosse lavada com sangue inocente. Este tempo passou, e a luz de um novo tempo se inicia. No entanto, penso se a humanidade evoluiu tanto assim nos últimos séculos... Bom, podemos aqui pular algumas etapas como: a escravidão, a primeira e segunda guerra mundial, as ditaduras do final do último século... Entramos, então, no terceiro milênio e em novo século. Não vou mencionar o 11 de setembro, Afeganistão, Iraque, e as carnificinas e fome na África, que nunca terminam, mas ninguém se acha responsável... vamos pensar que agora a ciência é capaz de buscar os mínimos e macros detalhes da natureza, a medicina avança a passos largos, assim como nas artes e estudo do ser humano. Temos acesso total a informações em tempo real em qualquer lugar do mundo através da internet, acesso ao conhecimento no alcance de todos. Um tempo com muitos avanços, sim... Mas ainda nos falta algo para conseguirmos evoluir. Depois de tantos séculos de guerras e abusos, a mensagem “Amai ao próximo como amas a si mesmo” ainda é sentimento não coletivo. Ainda alimentamos o desejo de poder, ganância, ainda ignoramos o menino com fome embaixo do viaduto. A morte de tantos ainda é algo corriqueiro e comum na nossa sociedade. Apesar disso, a maioria ainda são pessoas do bem, que praticam a caridade e o amor ao próximo como em grandes desastres como no Japão e no 11 de setembro, onde milhares de pessoas se unem por caridade, assim como Cristo queria há 2000 anos. Porém, a cada dia, o número de pessoas que se rendem à futilidade de “tudo posso” e “o problema dos outros não me importa”, aumenta. O ser humano evolui em sua percepção de filantropismo em grupos solitários, mas quem sabe, desde grupos isolados, podemos algum dia evoluir como Humanidade.

Marcelo Oliveira, mora em São Francisco de Paula e estuda Gestão Ambiental. Ler e escrever são paixões. O tema? O que mundo lhe apresentar.

 

 

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