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Nossas Lendas V (A lenda do João de Barro) - por Marcelo Oliveira stars

Conta uma antiga lenda indígena, que há muito tempo um jovem e valente índio chamado Jaebé de uma tribo do sul do Brasil apaixonou-se pela jovem mais linda de sua tribo. Ele então foi ao pai da jovem, um dos índios mais velhos e por ocasião um líder da tribo, e pediu para se casar com ela.

O velho índio lhe perguntou:

- Que prova pode dar de tua força para que eu permita que se case com minha filha, a jovem mais bela da tribo?

- A prova do meu amor – respondeu Jaebé.

O velho índio mesmo gostando da resposta achou o jovem atrevido. E se colocando olho a olho lhe disse:

- O último guerreiro disse que ele ficaria cinco dias sem comer nada, este morreu no quarto dia. Teu a amor pode suportar tamanho desafio?

- Cinco não, pois digo que ficarei nove dias sem nada comer e não morrei. – fala o jovem sem tremer a voz.

Então, todos na tribo ficaram espantados com a tamanha coragem do jovem índio, o velho índio ordenou que a prova começasse imediatamente. Enfrente a todos da tribo ele foi enrolado em uma grossa pele de anta e assentaram guarda para que ele não saísse ou fosse alimentado. A bela índia por que Jaebé apaixonara-se acompanhava entrega do dele e seu coração se agitava, ela sabia que estava sentindo amor tamanho e reciproco por ele. 

Ao sol do quinto dia a moça foi até seu pai e suplicou que o liberasse da prova a fim de preservar a vida dele. Ele já suportara mais que o último e provara sua força. O velho não aceitou o pedido da filha, e lhe disse:

- É um jovem arrogante que fala da força do amor, então vamos esperar para ver o que a força do amor vai fazer por ele.

A jovem índia pedia todas as noites para que a deusa Lua salvasse o determinado Jaebé, e assim foi até a final nona noite, quando então seu pai disse para que desenrolassem o couro. Após alguns instantes o jovem se pôs de pé rapidamente, estava com aparência mais sadia do que no primeiro dia, seus olhos brilhavam e tinha um sorriso terno e feliz. Isso já era algo suficiente para que todos ficassem espantados, mas ele começou a cantar como um passarinho e quando sua amada apareceu ele começou pouco a pouco a se transformar em um pássaro. Penas brotaram em seu corpo e seus braços estendidos agora eram assas. Ele bateu suas assas e cantando levantou voo para dentro da floresta. Sua amada que observava tudo admirada e feliz ao ser tocada pela luz da lua viu seu corpo ganhar as formas de pássaro também, ela então seguiu o canto de seu amado e desapareceu na mata atrás dele. 

Desde então o João de Barro constrói uma casa onde protege sua amada e seus filhos e para que todos que vejam lembre-se da força do jovem Jaebé e seu amor que superou até tudo, até a morte.

Marcelo Oliveira, mora em São Francisco de Paula e estuda Gestão Ambiental. Ler e escrever são paixões. O tema? O que o mundo lhe apresentar.

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