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Qual a melhor Coisa do Mundo? Por Marcelo Oliveira stars

“Acho que homens precisam ouvir que ter um filho é a maior dádiva que a vida pode nos dar. Desperdiçar isso é jogar fora uma oportunidade maravilhosa”. Marcos Piangers

Sabe qual o melhor choro? É o choro da vida quando nascemos. Qual é a melhor imagem da vida? Aquela quando seu filho abre os olhos pela primeira vez e fita profundamente nos seus olhos por eternos cinco segundos. Qual o melhor sono? Aquele onde se dorme três horas depois de uma noite inteira de fraldas, mamadeiras, fazer arrotar, embalar os sonhos de quem ainda tem a pureza e leveza de uma alma livre dos problemas desse mundo sem direção. Sabe qual o melhor peso? Aquele de segurar uma vida tão frágil sobre seu peito que dorme sob o calor de um coração eternizado. Qual a maior preocupação? De saber que os filhos vão crescer e vão te deixar noites e mais noites sem dormir, que vão questionar e serem seres livres e sem direção ao vento do destino. Quais os dias mais tristes? Os dias que eles vão chorar e não podemos fazer nada a não ser dar o amor que nasceu lá atrás ainda no útero da mãe. O melhor amor? Aquele incondicional que você sente queimar na alma e que nunca mudará, pois o que une um ser ao outro é maior, é transcendental em sua essência. Pois nem a pior das dores ou mais trágica situação vai mudar esses sentimento. Qual a melhor coisa do mundo? Se não é ser pai, não sei mais o que pode ser. E quando se é em dose dupla pode se dizer que tudo de bom que existe foi multiplicado por dois.

 

Surpresas - por Marcelo Oliveira

(...) a vida sempre tem suas surpresas é uma dimensão com horizontes infinitos.

Muitas pessoas são calculistas, pensam todos os passos que vão tomar na vida. Cada ano, mês ou dia é calculado, cada passo a ser dado ou que não será. Traçar objetivos e metas são próprios do ser humano. A evolução humana começa no momento que as sociedades começam a se organizar e planejar tudo desde cultivo as guerras. 

Mas como todos sabem planos e metas nem sempre saem como esperado. A vida nos traz surpresas, e isso faz com que a vida tenha um sentindo e que não sejamos apenas máquinas orgânicas. Todos os dias somos desafiados a corrigir nossos rumos, fazer coisas que nunca pensávamos em fazer e superar nossos limites. 

Nunca havia planejado ser pai, em certo momento da jornada estava com dois filhos, não biológicos, mas de coração. E com eles tive que aprender a ser pai sem ser, pensar mais nos outros e menos em mim. Eles foram crescendo e todas as preocupações inerentes também. Pré-adolescência, adolescência e ainda está tudo na metade! É a graça da vida, ser desafiado a ser e fazer o melhor a todo o instante.

Pensei que minha missão como família estava traçada e em rumo, contudo a vida não deixa nunca que possamos nos acomodar em nossa zona de conforto. E mais uma vez ela me presenteou com uma nova missão, um novo filho. Agora biológico. Mesmo sendo um susto para minha esposa, pois já não planejávamos mais filhos, senti que teria a missão de viver a paternidade em sua plenitude: da descoberta, a gestão para o nascimento...

Descobrir que vai ser pai supera qualquer dificuldade que se possa esperar, pois apesar dos desafios que ainda nos aguarda, um filho é, ou sempre deveria ser pelo menos, uma conjugação do amor de uma família. Bom, mas como eu disse a vida sempre tem suas surpresas é uma dimensão com horizontes infinitos. Apenas duas semanas depois de confirmar a gravidez descobrimos que não era um, mas dois, dois bebês. Desafio dobrado, preocupações em dobro, cansaço em dobro: Felicidade em dobro.  

A vida vai te desafiar sempre, e só amor que é colocado a cada desafio é o que determinar as vitórias, os tropeços e consequentemente quanto vai ser feliz ou quanto poderá tornar a vida de alguém melhor ou feliz. Mesmo tendo recebida uma noticia negativa na semana posterior à descoberta dos gêmeos em relação ao meu emprego, a emoção de saber que duas vidas ainda tão pequenas estão a caminho deste mundo, mesmo que tão bagunçando e incerto, não decaiu. Pois se você tem um motivo para desanimar a vida te dá dois para se levantar.

Marcelo Oliveira, mora em São Francisco de Paula e estuda Gestão Ambiental. Ler e escrever são paixões. O tema? O que o mundo lhe apresentar.

Seu filho tem um amigo imaginário? - por Thainá Rocha

Um belo dia você entra no quarto do seu filho e o encontra brincando com alguém imaginário. Calma!

Primeiramente, é importante lembrar que a maioria das crianças gosta de brincar de “faz de conta”. Estas brincadeiras envolvem o uso de bonecos e objetos que a criança usa fingindo que são verdadeiros. Este tipo de brincadeira não só é saudável, como extremamente importante para o desenvolvimento de competências cognitivas, sociais e emocionais. Ao recriar, através da brincadeira, situações reais ou de fantasia, a criança vai se apropriando do seu mundo e aprende a lidar com os outros, com as suas emoções e desenvolve novos comportamentos e pensamentos.

Algumas crianças, para além deste tipo de brincadeira, criam um amigo imaginário. Um amigo imaginário distingue-se da habitual brincadeira do faz de conta pelo fato de ser alguém invisível, que só existe na imaginação da criança. Esse tipo de comportamento é bastante comum dos 3 aos 7 anos de idade.

Muitos pais descobrem que os seus filhos têm amigos imaginários “acidentalmente”: ou porque observam a criança conversando sozinha, ou porque “sentam” no amigo imaginário que está “sentando na cadeira ao lado com a criança” ou porque a criança lhes conta aventuras que viveu com alguém que os pais sabem que não existe.

Descobrir que o filho tem um amigo imaginário pode ser motivo de grande preocupação para os pais, que muitas vezes se questionam se este será um sinal de que a criança tem dificuldades e/ou perturbações.

Confira a seguir as principais dúvidas sobre esse assunto e algumas orientações de como lidar com essa situação:

Ter um amigo imaginário na infância é normal?
Sim, como qualquer fantasia nessa fase. É algo similar, por exemplo, à criança que brinca com a boneca e crê que ela é sua filha ou àquela que crê em Papai Noel ou no Coelhinho da Páscoa. É nessa época da vida também que os pequenos acreditam na existência de monstros, vampiros e fantasmas e, por causa disso, têm medo de dormir sozinhos. Vale saber que tudo isso é considerado saudável: é com base nessa experiência que a criança começa a se relacionar com o mundo e expressar as emoções.

O que é importante que os pais observem nessa fantasia?
Na brincadeira fantasiosa, a criança mostra o que acontece no seu mundo interior. E, quando ela cria um amigo imaginário, os pais precisam observar como se dá essa relação. Se é algo normal e saudável, não há com o que se preocupar. É preciso apenas ficar atento quando ela coloca sempre a “culpa” de algo malfeito no amigo ou, o contrário, quando atribui a ele todos os elogios. No primeiro caso, isso pode sinalizar uma fuga da própria responsabilidade. No segundo, pode indicar baixa autoestima.

Ter um amigo imaginário pode ser um sinal de solidão?
Não é regra, mas pode. É preciso analisar a situação. Pais de filhos únicos, por exemplo, devem ficar atentos para que o filho tenha contato com outras crianças. Por exemplo, algo que pode acontecer é o pequeno querer ficar mais na companhia do amigo imaginário do que na do real. Daí cabe aos pais incentivá-lo a brincar com outras crianças.

Crianças que têm um amigo imaginário precisam de um acompanhamento psicológico?
Depende. Só quando os pais desconfiam que o amigo imaginário é uma válvula de escape para dificuldades de relacionamento ou mesmo de comunicação. 

O amigo imaginário pode ser tanto outra criança como um adulto?
É mais comum que seja uma criança. Agora, se for um adulto, pode ser um sinal de que alguma coisa não vai bem com um dos pais. Nesse caso, é importante investigar. A criança pode estar fazendo com esse amigo coisas que gostaria de fazer com o pai ou com a mãe. Portanto, essa observação costuma dar pistas do que está faltando na relação entre pais e filhos.

Quais são os momentos em que o amigo imaginário mais aparece?
Normalmente quando a criança está se divertindo sozinha. Se a criança, por exemplo, está brincando de casinha, pode colocar um pratinho para o amigo ou pode sentar e bater papo com ele. Às vezes, ele também aparece durante as refeições e então a criança pede para a mãe o servir, ou na hora de dormir e ela diz aos pais que o amigo deve ganhar também um boa noite.

É comum que a criança tenha mais que um amigo imaginário?
Sim, a criança pode projetar em cada um deles uma personalidade diferente que irá ajudá-la a se compreender melhor. Um amigo pode ter dificuldades escolares, o outro pode ser muito estudioso, um pode ser mais sociável e outro tímido, etc.

Por quanto tempo é considerada normal a existência desse amigo?
O tempo é variável. Podem ser meses ou anos, mas normalmente esse tipo de fantasia se desfaz até os 7 anos de idade. Um dia a criança simplesmente pára de falar dele da mesma forma que larga o paninho ou o ursinho, que vivia com ela e lhe dava segurança. Quando o amigo desaparece é porque o pequeno não tem mais necessidade dele por perto. Quando isso acontece, a criança percebe que ele não faz mais sentido porque já encontrou outros caminhos para lidar com a realidade. O que antes vinha do pensamento é transformado em sentimentos reais, próprios da maturidade emocional e cognitiva. 

Para concluir, se você desconfiar que essa interação passa dos limites, observe se o seu filho está se isolando, se não quer mais ir à escola, se está deixando de comer. Se ele não quiser largar o amigo de jeito nenhum, será preciso uma investigação mais aprofundada para descobrir o que há por trás dessa fuga da realidade. Em paralelo, os pais podem estimular o convívio dele com crianças de verdade. Vale fazer festas do pijama, passeios no parque e tudo que melhore o convívio social. Na maioria dos casos, a companhia imaginária é uma fase de transição. E, enquanto ela não passa, é melhor que os pais tratem a situação com normalidade.

Thainá da Rocha Silva, Psicóloga especialista em infância e adolescência. 

Qual a melhor forma de falar sobre o divórcio para o seu filho? - por Thainá Rocha

O divórcio é uma decisão entre dois adultos, mas se há uma criança na relação é extremamente importante tomar alguns cuidados. Assim, é possível minimizar o impacto que este momento proporciona sobre a vida dos lhos. 

Conversar a respeito desta situação com a criança, muitas vezes, não é uma tarefa simples, mas precisa ser feita. 

Seguem algumas dicas: 

• Quanto mais nova a criança, menos ela consegue sustentar a atenção, então é importante explicar as coisas de uma forma rápida e objetiva. 

• É importante ver até que ponto ela vai entender tudo o que é falado: os pais não precisam contar detalhes de áreas que a criança ainda não tem maturidade para entender. 

• É importante que a criança veja o pai e a mãe, mas ela vai acabar vendo menos um do que o outro, então é fundamental que ela seja avisada disso nessa conversa. 

• Conte de uma forma clara e simples como as coisas serão daqui para frente na convivência com cada um dos pais e o mais importante: cumpra esse tratado feito com a criança. 

• Os adultos precisam deixar claro para os lhos que a sepa- ração é uma responsabilidade deles e não da criança, porque boa parte desses pequenos se sentem culpados pela decisão dos pais. Essa é uma a rmação que precisa ser feita não só na primeira conversa, mas em todo o processo de divórcio. 

Thainá da Rocha Silva Psicóloga especialista em infância e adolescência.

Choro para ir à escola? - por Thainá Rocha

Pergunte a seu filho como ele se sente. Você pode dizer que irão trabalhar juntos para ajudá-lo. As crianças, muitas vezes, sabem do que precisam!

Tente identificar como estão as relações de seu filho e seu rendimento na escola. Essas situações costumam estar relacionadas com o medo/ansiedade.

Crianças muito cobradas podem ficar ansiosas. Acompanhe notas e tarefas, mas seja flexível. Nem mesmo os adultos conseguem sempre “nota 10”!

Perceba se houve alguma mudança importante na rotina de seu filho ou da família. As crianças são muito sensíveis e percebem quando algo não vai bem na vida familiar.

Seu filho pode estar tendo fantasias de que será esquecido ou com medo dos pais morrerem ou abandoná-los. Conte a ele o que estará fazendo e cuide para não se atrasar ao pegá-lo.


Estabeleça uma rotina: faça com que o preparo para ir à escola seja previsível para diminuir a ansiedade.

Peça para seu filho escolher um pequeno objeto para levar à escola: serve como um confortador, para que ele olhe quando sentir saudades ou medo. Só vocês saberão desse objeto, como uma forma de cumplicidade.

Converse sobre a coragem: Coragem é fazer alguma coisa mesmo quando se tem medo. Veja filmes (como o Rei Leão) ou conte historinhas que falam sobre o assunto. Ele vai se sentir melhor sabendo que não é o único a ter medo e se sentirá mais forte para enfrentá-lo.
 
Entendendo o que está acontecendo você logo deve perceber uma redução da ansiedade. Se isso não acontecer, procure ajuda profissional.

Thainá da Rocha Silva Psicóloga especialista em infância e adolescência.

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