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Terminou 2017 e o Respeito - por Marcelo Oliveira stars

“O que eu espero senhores, é que depois de um razoável período de discussão, todo mundo concorde comigo.”

— SIR WINSTON CHURCHILL —

O ano de 2017 realmente foi um ano intenso, aonde vimos às diferenças de opiniões cada vez mais se distanciarem, o diálogo se converter em agressões pessoais, as militância se tornarem terrorismo. Por falar em terrorismo, este esteve presente no mundo da mesma forma que se tornou comum nos últimos anos, mas este não é mais protagonista e sim um coadjuvante com os terrorismos particulares, internos da nossa sociedade global. 

Os EUA que sempre foram à referência para o mundo em suas atitudes, sejam elas boas ou não, pois sempre vai depender do ponto vista deles e de seus aliados, trocou seu primeiro presidente negro que foi um exemplo para o mundo com uma política internacional agregadora e não violenta, criando políticas sociais e fazendo da grande potência consumista um lugar com leis e metas ambientais, este substituído por um conservador, multimilionário, capitalista, xenófobo, armamentista e sem um pingo de diplomacia ou elegância de seu antecessor. 

O que ocorreu nos EUA foi mais um elo do corrente mundial de extrema direita que varreu muitos locais do mundo. Contudo mais irresponsável por colocar nas mãos de uma pessoa com atitudes tão descentradas o botão do maior arsenal atômico do mundo. E agora só nos resta torcer que ele e outro megalomaníaco da Coreia do Norte destruam e matem meio planeta à custa de seus caprichos.  Pois milhares de inocentes podem pagar pelas atitudes de um líder despreparado para o tamanho de seu cargo.

Aqui nas terras tupiniquim não ficou longe dessa onda mundial. Nosso país mergulhado em seus problemas internos parece ter perdido o rumo como nunca antes. Após ebulição política que mudou os rumos do país, e para pior, as diferenças se distanciaram, os conflitos se tornaram uma rotina embalados pelas redes sociais, onde todos podem dar sua opinião, mas não democraticamente, pois a defesa de ideias na internet passa longe do bom senso e principalmente do RESPEITO ao aos que tem opiniões diferentes. 

Os conflitos são inúmeros, vão desde divergências políticas, sociais, religiosas, raciais, étnicas até esportivas. Tudo virou palco para ofensas, confrontos e defesas apaixonadas de seus pontos de vistas. O que é mais controverso é que parece que todos sabem as soluções, mas na prática nada acontece. Os políticos deitam e rolam conforme seus interesses, sem nenhuma vergonha na cara, pois não importa se eles roubaram, se eles metem, se eles destroem leis e instituições, o que importa é que eles não são do outro lado. Tudo isso levou os brasileiros a ser o 2º país a não ter noção de sua própria realidade em 2017 segundo pesquisa realizada pelo Instituto inglês Ipsos Mori. Está realidade se ramifico por estados, municípios, bairros... 

Muitas coisas podiam ser ditas sobre o ano de 2017, mas a síntese é essa: a intolerância e falta de noção são a síntese desse ano no mundo e no Brasil. Normalmente quando um novo ano começa reforçamos nossas esperanças de dias melhores, que próximo ano será melhor que último, que tudo o que deu de errado ficou lá no ano passado. Bom, entrar o ano com energias renovadas é fundamental, mas o certo que muito do ano de 2017 estará em 2018 e sem que cada um pare e reflita sobre suas atitudes não avançaremos como um todo. A divergência de opiniões é sadia nós elevamos quando fundamentamos nossas opiniões em bases reais e não revanchismos e achismos. Mas aqui fica o meu maior desejo para 2018, que todos tenham RESPEITO e que essa palavra seja a atitude que nos una novamente.

Marcelo Oliveira, mora em São Francisco de Paula e estuda Gestão Ambiental. Ler e escrever são paixões. O tema? O que o mundo lhe apresentar.

De uns tempos pra cá, mudei. Foi a melhor coisa que fiz - por Ester Chaves

De uns tempos pra cá, mudei. Comecei a dar a importância que as coisas têm e parei de sofrer por bobagens. Se antes, ponderava muito antes de sair das relações e ficava como porteiro desequilibrado tentando controlar o fluxo e as despedidas, hoje ajudo a fazer as malas e fecho a porta sem arrependimento.

Não, não me tornei uma pedreira. Não sou insensível. O meu coração continua bobo por sutilezas, tem predileção por exageros bonitos, bate na frequência mais forte, e às vezes, fica descompassado e louco quando se depara com alguma beleza extravagante. O que acontece é que não faz sentido colocar intensidade nas coisas que não vibram. Despejar amor em corações baldios e improdutivos. Se dedicar a quem não sabe o que é ter alguém que se preocupa com a qualidade do seu dia e que espera ansiosamente pelo carinho do seu abraço. Alguém que cuida e se doa nos mínimos detalhes só pra ver a dança da felicidade se exibindo no seu rosto.

Toda mudança requer um olhar demorado sobre as coisas, e ainda me pego pensando nos penduricalhos inúteis que guardei ao longo dos anos; amizades de ocasião, que duraram apenas o quanto pude dar a elas a minha melhor versão. Pseudoamores que despejaram uma carga de insegurança na minha vida e me fizeram duvidar de que o pré-requisito pra ter o amor genuíno é cultivar o próprio. A vida virou uma extensa passarela, onde vi tudo se exibir com pressa e se desmanchar, sem nenhum entusiasmo, sem nenhuma verdade, sem compromisso algum com a reciprocidade. Pessoas que chegaram, interpretaram suas cenas com calculada frieza e desapareceram.

Hoje cuido dos meus afetos com demorada alegria. Sem deixar os meus desejos pra depois. Sem estocar os sentimentos porque coração intenso é órgão que vive exposto. Mas, compreendi que é preciso domesticar os ímpetos e fazer triagem do que fica, de quem fica nestas terras sagradas, neste coração que não precisa sofrer quedas desnecessárias pra descobrir o quanto é importante. Hoje, sei me despedir sem achar que é o fim do mundo, sem imaginar que viver sem uma pessoa vai comprometer a minha vida inteira. Hoje, compreendo que quem não fica é porque não quer. Aprendi que a primeira cláusula de um sentimento verdadeiro se chama “liberdade”.

De uns tempos pra cá, mudei. Foi a melhor coisa que fiz.

Ester Chaves, escritora Brasiliense, graduada em Letras e estudante de Gestão e Produção Cultural.

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