Cooperar ao invés de competir - por Mercedes Sanchez

Cooperar ao invés de competir - por Mercedes Sanchez

Quando se persegue um mesmo objetivo em parceria com outras pessoas, a forma de conseguir realizar esse objetivo é trabalhar juntos, cooperando ao invés de competindo. É como no campo de futebol, onde quem fez o gol é tão importante, quanto quem fez o passe correto. Se um deles falha, acabam falhando os dois e toda a equipe.

A interdependência positiva possibilita a aprendizagem cooperativa. Quando cada membro do grupo percebe que cada um tem algo exclusivo para contribuir ao esforço em conjunto, devido à informação com que conta, a função que desempenha e a sua responsabilidade na tarefa, o grupo cresce e se desenvolve.

Em um grupo de trabalho, há diferentes funções a serem executadas. Como fazer para que cada membro do grupo execute sua função da melhor maneira possível sem esperar, por isso, sobressair ante os demais?

Para realizar um trabalho de grupo eficiente devemos primeiro centrar o trabalho dos participantes em potencializar o desenvolvimento individual da “inteligência interpessoal” (mais conhecido como empatia) através da interação social entre os membros do grupo. Mediante a exposição e debate do ponto de vista de cada um se gera o tempo e o espaço para que cada membro desenvolva em si as competências necessárias à construção de um feedback construtivo.



Através de socialização, se aprende a negociar, levando em conta o ponto de vista dos outros, ou mesmo a desistir de seus interesses pesso- ais para um objetivo coletivo. Sair do esquema de competição, para o de colaboração, requer comprometer-se consigo mesmo a fazer a sua parte da melhor forma possível, sendo interdependente com os outros membros da equipe.

Qualquer que seja o tipo de grupo, alunos da escola, empresa, professores, sociedades beneficentes, médicos, etc., a colaboração deve ser trabalhada e estimulada, pois a sociedade, em geral, se movimenta mais pela competição que pela colaboração, pois ainda se premia mais as individualidades, as figuras sociais e não a equipe, criando um sistema competitivo e não colaborativo.

Este sistema de colaboração pode ser aplicado em qualquer grupo que desenvolva objetivos em comum. Hoje trabalhamos e produzimos em interdependência. Sair de uma atitude competitiva para uma colaborativa, pode nos ajudar a dar esse salto quântico que, como seres humanos, precisamos dar para melhorar as relações interdependentes em nosso planeta, respeitando a cada um, valorizando seu esforço e contribuindo com o grupo, sem esperar por isso, sobressair sobre os demais.

A cooperação é uma forma de unir pessoas e reforçar a confiança em si mesmo, melhorando a autoestima.

Libertar ao ser, para ser criativo e construir o novo. Sentir-nos parte do desenvolvimento da sociedade, criar juntos a sociedade que queremos pode nos ajudar a superar a indiferença e o egoísmo que predomina nas sociedades atuais.

Por isso, pensar em colaboração em lugar de competição, pode ser benéfico se nos damos conta de que juntos, como sociedade, estamos criando as bases da sociedade futura.

Mercedes Sánchez
Educadora de longa trajetória na educação brasileira, com a constante preocupação de procurar meios que possibilitem o desenvolvimento do ser humano. 

O que achou, foi útil para você? Então conta pra nós!

Artigos que podem te interessar

view_module reorder

Rocambole de Carne - por Tânia D’ El Rei

Ingredientes 1⁄2 kg de carne moída 1 ovo 1 pacote de creme de cebola 100 g de presunto picado 1 kg...

Economize energia, poupe o bolso e o meio ambiente! - por Celina Valderez

Energia A energia elétrica e a grande evolução dos aparelhos eletrodomésticos revolucionaram a vida na Terra. Esse conforto, porém, tem ajudado...

A magia da dança - por Rafael França

Apesar de ser uma arte muito antiga, ainda existe tabu e preconceito em relação a arte da dança, como por...

Rincão Poético: Fim do Carnaval - por Evanise Gonçalves Bossle

Fim de festa, fim de sonhos talvez. Terminado todo o poder da sedução e sem mais esforços, retira a máscara...

Meu anjinho - por Patrícia Viale

Novembro é o mês de nascimento da Maria Rita, minha filha. Ao me descobrir grávida, em 2008, tudo mudou. Inclusive...

Chile - Um país delineado pelo deserto - por Karine Vasem Klein

Na edição passada contei para vocês um pouquinho do meu encanto ao descobrir o Peru, relatando o passeio no Lago...

Demaquilei os olhos, mas e o rosto? - por Giulia Aimi

Olá bonitezas! Dando continuidade à nossa coluna do mês passado, vou explicar para vocês como demaquilar a pele (base, corretivo...

Caminando en un sueño - por Elena Cárdenas

Cuando se vive en una ciudad nueva es inevitable sentirse emocionado a cada momento, cada día te sientes como si...

Rincão Poético: Quer casar comigo? - por Gustavo Malagigi

Ó, que legalPedra, aro, metalDe amor, arremedoPele, carne, osso: um dedoBrinca aqui, finge acoláVale tudo ao fantasiarChama-se todos, se vai...

Rincão Poético: Vida - por Evanise Bossle

Piquei palavras de papel comum,Palavras soltas de jornal comum.Piquei palavras soltas ao acaso.Fiz como o vento, levandoPétalas, folhas, sementes e...

Patrocinadores da cultura