Mercedes Sanchez

Mercedes Sanchez

Um passeio pela Roma Antiga - por Mercedes Sanchez stars

Presente de Aniversário. Que maravilha! Duas passagens para Roma com estadia incluída. Um sonho feito realidade.

Chegamos a cidade dos Césares com a maior das expectativas. Imaginar que estaríamos pisando o solo desse Império que tanto legado deixou para a cultura ocidental, era inquietante e estimulador. 

Roma

Levávamos um roteiro daqueles pontos importantes que não poderíamos deixar de visitar. Assim começamos nossa caminhada diária. O primeiro ponto foi uma Catedral onde já pudemos observar a grandiosidade dos frescos, das colunas romanas e do impressionante órgão que fazia sentir a magnificência do lugar.

Catedral

Percorrendo as ruas romanas, e pensando na riqueza histórica que elas continham, nos deparamos com o magnífico Coliseo Romano. Uf... de tirar o fôlego. Quanta história! Tudo aconteceu por ali. Foi construído entre os anos 70 e 80, durante os governos dos imperadores Vespasiano e Dominicano. Era utilizado como palco de lutas de gladiadores e espetáculos com feras, entre outros. Sua capacidade era de 90.000 pessoas. Grandioso para essa época.

Coliseu

Logo em frente, o Fórum Romano continha os mais importantes edifícios públicos. Era local de mercado, onde se realizavam cerimônias religiosas e atos cívicos da cidade. Entre seus edifícios em ruínas, encontramos o Palatino (palácio da aristocracia romana). Colunas comemorativas adornavam o local, estátuas, arcos, templos, basílicas. Dentre eles, chamava a atenção o Templo de Vesta, onde as sacerdotisas virgens (as Vestais) mantinham sempre aceso o fogo sagrado.

Fórum Romano

O Fórum Romano era atravessado pela Via Sacra, artéria por onde passavam os cortejos de triunfo até o Capitólio.

Capitólio

Assim, percorrendo a Roma Antiga e deslumbrados pela beleza e conteúdo histórico, chegamos ao Vaticano, a Praça de São Pedro, Basílica de São Pedro, com a famosa Pietá (Piedade) de Michelângelo, que representa Jesus morto nos braços da Virgem Maria, o Museu do Vaticano, a Capela Sistina, onde encontramos a maior riqueza de obras de arte que tínhamos visto até esse momento. Michelangelo, Rafael, Botichelli, entre outros, deixaram seu grande legado nessas paredes.

Vaticano

Também conhecemos a famosa Fontana de Trevi, considerada a mais bela fonte do mundo e um dos mais visitados monumentos de Roma. Foi construída sobre o esplendor do barroco italiano.

Fontana de Trevi

Enfim, um passeio inolvidável do qual quisemos compartilhar um pouquinho com os leitores da Revista Usina da Cultura. Obrigada!!

Mercedes Sánchez, educadora  de longa trajetória na educação brasileira, com a constante preocupação de procurar meios que possibilitem o desenvolvimento do ser humano.

O que entendemos por “aprendizagem flexível”? - por Mercedes Sanchez

Aprender é estar atento à vida, às oportunidades, ao que a vida nos apresenta a cada instante, ao aqui e agora, e a partir daí extrair nossas aprendizagens, renovando-as em cada experiência vivida.

"Aprendizagem flexível significa, não amarrar-se ao passado, as estruturas feitas através de nosso processo evolutivo. Significa estar disposto a mudar nossos conceitos, os pontos de vista, as atitudes..."

Desde que nascemos, aprendemos. A respirar, a mamar, a caminhar, a nos relacionar... e assim por diante. Pouco a pouco, vamos nos individualizando e desenvolvendo nossa personalidade e individualidade.

Cada um tem sua forma de aprender. Não somos todos iguais nem aprendemos da mesma forma.

A atenção à vida, é uma das possibilidades para todos os seres humanos, independentemente de suas características individuais. 

À medida em que nos desenvolvemos, corremos o risco de ir estruturando nossas aprendizagens de tal forma que elas se tornam inflexíveis. É muito comum que digamos: “Eu aprendi assim” ... e dessa forma ficamos com ideias estruturadas num passado que nada tem a ver com o presente em que vivemos.

Isto é uma das maiores dificuldades que encontramos para continuar nosso processo de desenvolvimento.

Recebemos a grande influência da família e do meio e época em que crescemos.

A família marcou nossa forma de ser e aprender com suas atitudes e exemplos.  Muitas vezes sem perceber, queremos ser ou pensar como nossos pais, pois é o exemplo mais próximo que tivemos ao longo de nossa vida. Acredito que nos deram o melhor que tinham, pois com amor e sabedoria nos transmitiram  sua experiência de vida. 

Sem dúvida essa foi a base para nosso desenvolvimento, mas cada um deve criar sua própria forma de enfrentar a vida e aprender com suas próprias experiências. 

O meio sempre deixa suas marcas, pois não paramos de comparar como as coisas eram antes e como são hoje. O hoje é o mundo que construímos, com nosso esforço e ignorância, mas é onde somo atuantes e participantes, e não podemos negá-lo. 

A medida que compreendemos na realidade que vivemos hoje. Viver o presente com cabeça e coração abertos para compreender o que a vida tem para nos ensinar a cada instante.

Mercedes Sánchez, educadora  de longa trajetória na educação brasileira, com a constante preocupação de procurar meios que possibilitem o desenvolvimento do ser humano.

A oportunidade de viver - por Mercedes Sanchez

"Transformar em mim, o que desejo para o mundo."

Se pensarmos na vida como uma possibilidade para nosso desenvolvimento como seres humanos, podemos descobrir a grande riqueza de oportunidades que ela nos apresenta a cada instante.

Nos momentos de felicidade, de alegria, de tristeza, de dor e sofrimento, sempre teremos a oportunidade de aprender.

Na vida evoluimos a través de nossas aprendizagens, algumas orientadas desde o exterior: pais, família, professores, sociedade em geral, cultura e herança histórica do lugar onde nascemos.. e outras que partem do desenvolvimento da consciência desde nosso ser interior.

Aprendemos de nossos pais que nos deram seu exemplo de vida e guiaram nossos  primeiros passos como seres dependentes e independentes. Nunca vou esquecer quando minha filhinha de 11 meses de idade, se soltou de minha mão e começou a caminhar sozinha.

A família também nos oferece uma serie de oportunidades de aprender.  Avós, irmãos, tios, primos, foram importantes em nosso crescimento e cada um contribuiu de uma forma ou outra para nosso desenvolvimento. A família é um vínculo muito forte e aprender a relacionar-nos dando a cada um o lugar que corresponde, através do respeito e estabelecendo boas relações é muito importante para o nosso processo de aprendizagem. 



A herança histórica e cultural do lugar onde nascemos e vivemos impregna nossa mente e coração pois nos identificamos íntimamente. Por exemplo: nasci no Rio Grande do Sul, sou gaúcho. Assim aprendemos que a cultura gaúcha é nossa cultura  e vamos levá-la conosco em qualquer lugar que estivermos.

Mas como aproveitar a oportunidade de viver, sem estar carregado de todas as expectativas e mágoas porque as pessoas não são como gostaríamos que fossem? 

Quando a base  da relação é de respeito e de reconhecimento das características de cada um, aprendemos a amá-los como são, sem esperar nem querer mudar o que cada um é.

No desenvolvimento da consciência, a oportunidade de viver, cada momento, cada dia sabendo que nosso equilíbrio é interior, sustentado pela coerência de viver como pensamos e sentimos que devemos viver, sem deixá-lo ao vaivém das circunstâncias, é a maior riqueza que possuímos como seres humanos.

Transformar em mim, o que desejo para o mundo.

Mercedes Sánchez, educadora  de longa trajetória na educação brasileira, com a constante preocupação de procurar meios que possibilitem o desenvolvimento do ser humano.

 

Sou uma pessoa resiliente? - por Mercedes Sanchez

Muitas vezes admiro nas pessoas o poder de superação das dificuldades que a vida lhes apresenta. Mas eu, como enfrento as dificuldades? Sou uma pessoa resiliente, flexível?

Todos, de uma maneira ou outra, enfrentamos dificuldades e problemas na vida. Sem dúvida, é a forma que temos de aprender e fortalecer-nos. 

Nos relacionamos com a vida e os seres humanos através de nossas vivências e experiências, e vamos compreendendo o que nos ocorre a medida que enxergamos os fatos de uma maneira mais ampla. 

Por que me sucede o que me sucede?

Esta pergunta pode deixar a pessoa magoada com a vida ou pode ajudá-la a compreender e dá-lhe ferramentas para trabalhar consigo mesma e superar suas próprias limitações.



O que é ser resiliente?

Ser resiliente é desenvolver a capacidade de superar problemas e dificuldades superando-se na própria experiência. É aprender a começar de novo a cada dia, sem mágoas ou ressentimentos, aprendendo com os fatos, estando prontos para dar um novo passo na busca de si mesmo. Aceitando, buscando o sentido da vida e tratando sempre de melhorar.

Para isso, é importante desenvolver algumas habilidades, como a de ser capaz de identificar a causa dos problemas e trabalhar interiormente para impedir que não se repitam futuramente. Aprender a controlar as emoções ante a adversidade, pois a emoção nos desgasta e nos impede de ficar centrados nos momentos de crise. Aprender a controlar os impulsos e as atitudes. Ser otimista e confiar nas próprias capacidades. Desenvolver a competência de compreender aos demais e descobrir suas emoções. Sempre procurar novas oportunidades e satisfação para sua vida.

Tudo isto é possível se quisermos desenvolver-nos interiormente, pois aprender a trabalhar consigo mesmo é o maior desafio que a vida nos apresenta. 

Aprender a compreender que tudo é transitório, que tudo passa e só fica a essência do que foi aprendido. 

Temos sempre a oportunidade de redefinir o que a vida significa para nós mesmos. A medida que vamos ampliando a visão do que a vida é, vamos ampliando aconsciência e assim cada vez mais podemos abraçar, compreender e incluir em nossa vida a todos os seres humanos.

Mercedes Sánchez, educadora  de longa trajetória na educação brasileira, com a constante preocupação de procurar meios que possibilitem o desenvolvimento do ser humano.

Como encontrar o equilíbrio interior? - por Mercedes Sanchez

Estamos num mundo dividido, onde o homem perdeu seu centro, como a folha solta levada pelo vento. É como se estivéssemos à deriva deixando-nos levar pelas circunstâncias que nos tocam viver e pelas emoções que nos afetam em cada momento, além da influência que o pensamento coletivo tem sobre nós.

Falta de respeito pela forma de pensar do outro, incoerência em nossas ações e, principalmente, falta de amor, são algumas das características do homem contemporâneo.

Como criar as bases para um mundo mais harmônico e feliz?

O primeiro passo seria agradecer à vida pela possibilidade de estar vivos e pensantes.

Logo, começar a visualizar o meio em que vivemos, descobrindo as pessoas que nos rodeiam como seres individuais com suas próprias limitações e possibilidades. Respeitar suas características e sua forma de pensar. Manter uma conduta coerente com nossos pensamentos e com o que desejamos para a vida.

Geralmente vivemos dentro dos pares de opostos, vamos de um extremo ao outro dependendo dos estados de ânimo frente às circunstâncias que a vida nos apresenta.  Se encontrarmos o equilíbrio interior poderemos ampliar a visão de mundo e de vida. Mas, como encontrar o equilíbrio interior?



Aprendemos a viver para fora, nossas ações determinam o que pensamos ou sentimos. Fazer é a consigna.

Desde pequenos fomos ensinados a apoiar-nos no triunfo, na conquista, no possuir, na competição, no ser mais.  

O estado interior se consegue através de deter nossas ações e ir ao desconhecido da alma. Exige concentração em nós mesmos. 

Como a gota de água que fura a pedra, criar o hábito da meditação e concentração abre a brecha no interior do ser e pouco a pouco consegue ir equilibrando sua energia e mundo interior.

O exercício de meditação é uma excelente ferramenta para percorrer o caminho em procura de nós mesmos.

Para isto, primeiro devemos criar o espaço exterior favorável. Ordem, limpeza, contato com a natureza, silêncio, boa disposição, são aspectos necessários para uma boa concentração.

A seguir, dependendo do tipo de meditação que se realize, dedicar uns minutos para esse voo interior. A meditação é sempre um encontro do ser consigo mesmo, uma viagem ao desconhecido.  

Mercedes Sánchez, educadora  de longa trajetória na educação brasileira, com a constante preocupação de procurar meios que possibilitem o desenvolvimento do ser humano.

 

Dar valor à força da palavra é um processo consciente - por Mercedes Sanchez

Uma vez ouvi dizer: “A palavra é prata e o silêncio é ouro”

Pensar antes de falar evitaria muito mal-estar, em nós e nos demais. Qual o efeito que nossas palavras causam em quem as escuta? Expressamos o que queremos dizer ou expressamos nossos sentimentos às vezes descontrolados?

A linguagem é a chave que nos aproxima e nos permite comunicar-nos entre os seres humanos e a forma de traduzir a estimulação sensorial produzida por nosso cérebro. Não é somente uma emissão de vocábulos, pois ela está acompanhada com uma série de elementos que transformam as palavras em comunicação.

Alguns destes elementos são o olhar, os silêncios, a postura, a tonalidade, a força da emoção, a necessidade de convencer, o desabafo, a atitude. Através da linguagem manifestamos nossa cultura, a herança familiar e a sociedade a que pertencemos.

Através da linguagem vamos tecendo a rede de relações e estabelecendo o nível de intercâmbio que realizamos com as outras pessoas. Vai-se construindo nossa identidade interna e externa.



Quando duas pessoas falam, uma fala e a outra escuta, mas cada uma o faz desde sua cultura, de seu nível de consciência do que está acontecendo, de sua emoção, controlada ou não.  Esta mesma conversa em outro momento ou outro meio teria efeitos e manifestações diferentes.

A força da intenção com que falamos é a chave para o efeito que vai produzir na outra pessoa a palavra emitida. Por isso, o poder da palavra está em sermos conscientes da ferramenta que temos em mãos como seres humanos. Expressar nossas ideias é muito bom, mas não devemos perder de vista o efeito que causa em quem as escuta, pela forma em que falamos, pela intenção que colocamos, pela atitude de respeito, ou não, a outra pessoa e ao momento de vida que compartilhamos.

A palavra emitida pode nos levar ao maravilhoso mundo da comunicação ou pode criar a maior barreira e separação interior com a outra pessoa. 

Por isso, pensar antes de falar, é a melhor opção para não magoar ninguém, e para sentir-nos em plenitude com a vida.

Mercedes Sánchez, educadora com a constante preocupação de procurar meios que possibilitem o desenvolvimento do ser humano.

 

Liberdade interior - por Mercedes Sanchez

Muitas vezes nos imaginamos seres livres e imediatamente relacionamos com a ideia de poder fazer o que quiser e quando quiser. Por isso valorizamos tanto nosso período de férias, onde aparentemente podemos dispor de nosso tempo à vontade.

Assim, nos esforçamos para poder realizar esse sonho e sentir-nos livres da rotina do dia a dia, do ambiente habitual, das obrigações e compromissos.

Sem perceber, vamos levando em nossa mente uma carga muito mais sutil,  que pesa em nossa viagem e nos limita para viver a liberdade que projetamos. É a carga dos preconceitos, das ideias feitas, dos valores pré-estabelecidos, dos limites que nós mesmos impomos a nossa consciência.

Por isso é importante pensar na possibilidade da liberdade real, a liberdade interior.

Todos nós temos a possibilidade de escolher na vida como queremos vivê-la, apesar das circunstâncias presentes. Na vida tudo passa.

É importante ir um pouco mais fundo em nosso ser e alcançar nosso verdadeiro “eu interior”. Ali está a fonte da sabedoria, o manancial de onde surge o sentido da vida, onde podemos descobrir para que nascemos e dar sentido transcendente à Vida. 



A liberdade interior é o resultado do processo desta viagem ao desconhecido, ou seja nós mesmos.

Muitas vezes nos apoiamos nos valores exteriores, buscando a fortaleza que todos precisamos para viver uma vida plena e com sentido, mas estes valores não são transcendentes, são passageiros. Hoje podemos tê-los e amanhã não. 

Como descobrir os valores interiores?

Cada um pode encontrar sua forma, seu caminho do encontro consigo mesmo. Algumas ferramentas úteis para este processo são por exemplo,  o exercício de meditação, o exercício de detenção.

O exercício de meditação, quando praticado diariamente nos abre a porta ao mundo interior elevando nosso nível de consciência.

O exercício de detenção nos ajuda a visualizar como vivemos e qual o sentido do que realizamos, onde  aplicamos nosso esforço. 

A liberdade interior, é uma conquista individual à que todo ser humano tem direito, na qual  ninguém pode interferir, só aprender a caminhar em sua direção. 

Mercedes Sánchez, educadora com a constante preocupação de procurar meios que possibilitem o desenvolvimento do ser humano.

Como viver o AGORA? - por Mercedes Sanchez

Viver o agora é estar presente no presente.

Raramente estamos integralmente no momento presente, pois nossas emoções, lembranças ou projeções interferem, dificultando que isso aconteça. 

Quando estamos juntos a outra pessoa, a relação se estabelece apoiada na ideia que temos a respeito dela, seja pelo conhecimento prévio ou pela impressão que nos deixaram as experiências vividas. 

Ao conhecer uma nova pessoa, sua presença, seja por sua forma de vestir, conversar ou agir, desperta em nós uma emoção que faz com que a rotulemos em nossa mente. Dificilmente nos colocamos livres de preconceitos ou emoções.

Se tivermos que resolver uma dificuldade numa situação determinada, é muito provável que nossa atitude esteja influenciada por referências do passado, o que na maioria das vezes limita nosso raciocínio para ver a dificuldade, simplesmente como ela se apresenta, e poder resolvê-la. 

Viver o presente  traz sempre  uma nova possibilidade de crescimento e aprendizagem.



Quando enfrentamos dificuldades e temos que resolvê-las, vem automaticamente à nossa mente o passado, com o peso da bagagem que trazemos. Isto, geralmente, nos impede ver a situação tal qual se apresenta, perdemos objetividade e desgastamos as energias que precisamos para tomar consciência do que está acontecendo.

A relação com o passado pode interferir na compreensão dos fatos como são realmente.  As lembranças ativam emoções já vividas, que na maioria das vezes não estão conectadas com o momento presente, mas que influenciam na forma de resolver o agora.

A melhor forma de viver o presente é liberar-se do mundo de sensações de experiências passadas e concentrar-se no agora, para vê-lo em toda sua amplitude.

Viver o agora requer liberdade interior.

É a forma real de crescer, como a criança que vive o momento e se entrega a ele sem ressentimentos, nem expectativas, somente se limita a vivê-lo plenamente. 

Quando uma criança eleva uma pipa, sua concentração está no voo, ali ela se identifica, imagina e realiza. Assim deveríamos concentrar-nos no presente, observar, ver, imaginar, e realizar o que deve ser feito livremente, ou seja, estar presente no presente. 

Mercedes Sánchez, educadora com a constante preocupação de procurar meios que possibilitem o desenvolvimento do ser humano.

 

Vivo com problemas ou só tenho dificuldades? - por Mercedes Sanchez

A vida em seu quotidiano nos apresenta dificuldades que temos que contornar.

Muitas vezes transformamos as dificuldades em problemas quando não sabemos lidar com elas ou não procuramos solucioná-las dentro do contexto em que vivemos.

Há uma tendência natural no ser humano a evitar enfrentar as dificuldades, sejam elas econômicas, de saúde ou de relacionamento entre outras, pois implica em trabalho. Viver o mais fácil é mais atraente e emocionalmente nos envolve.

Resolver uma dificuldade no momento em que se apresenta, ajuda a liberar-nos do peso que carregamos.

Uma dificuldade que não é trabalhada pode se transformar em problema e isso sim precisa de muito mais esforço e energia para ser resolvido.

Uma dificuldade de saúde, por exemplo, requer algum tipo de mudança de comportamento, seja através da forma como nos alimentamos, seja de uma maior atenção aos chamados do corpo, pedindo mais exercícios, mais alegria ou simplesmente mais sossego.



Muitas vezes, para enfrentar uma dificuldade econômica, criamos um problema ao ativar mecanismos que nos comprometem em outros sentidos, por exemplo, aumento do tempo de trabalho, ou pedir empréstimos que deveremos pagar as vezes durante anos, com juros que duplicam o valor recebido. Diminuir os gastos de consumo ou privar-nos de coisas supérfluas poderia ajudar-nos a resolver a dificuldade de forma mais simples.

Uma dificuldade de relacionamento quando não a resolvemos a tempo, podemos carrega-la como problema para o resto da vida.

Dificuldade ou problema?

Está em nossas mão aprender a viver resolvendo a vida, através das atitudes, da boa disposição e de enfrentar as dificuldades com rapidez e bom ânimo.

Há pessoas que sempre estão cheias de problemas, e vivem a vida com o peso de ter que enfrentá-los , mas se soubéssemos diferenciar problemas de dificuldades, a vida seria mais leve e nossos problemas se minimizariam.

Viver é uma arte e todos temos a possibilidade de ser o timão da vida.

Mercedes Sánchez, educadora com a constante preocupação de procurar meios que possibilitem o desenvolvimento do ser humano.

Atitude - por Mercedes Sanchez

Sabia que o resultado de nossas ações depende da atitude com a que as realizamos?

A atitude expressa nossos pensamentos, sentimentos e estados de ânimo.

Muitas vezes respondemos mal ou andamos de cara fechada, simplesmente porque nossa mente está focada em alguma sensação de desgosto que tivemos ante uma pessoa ou uma situação vivida, mesmo que não tenha nada a ver com o presente que estamos vivendo.

A mente é complexa e domina nossos sentimentos, pensamentos e atitudes. Quando nos damos conta de que nossos estados interiores incidem nos demais, dependendo de nossas atitudes, também conseguimos ver como é importante que consigamos manter um equilíbrio interior para que o ambiente que gestamos seja benéfico para todos e não aumente o desequilíbrio caótico que já existe pela própria situação individual e social.

Compreender que somos parte de um todo, que nossas ações geram o ambiente em que vivemos e atuar em consequência, é a possibilidade de um desenvolvimento harmônico e integral.



Por sermos seres com livre arbítrio, podemos transformar o meio ambiente desequilibrando a ordem natural com nossas ações irresponsáveis, poluindo as águas, contaminando a terra ou acabando com as florestas. Mas também podemos manter a ordem natural da vida respeitando a natureza e integrando-nos a ela.

Muitas vezes as relações pessoais se vem afetadas por nosso orgulho ou sentimento de superioridade e, ao querer ajudar aos outros com boa intenção, o fazemos impondo ordens a ser cumpridas e quando não são atendidas cria-se um clima de desconforto que se reflete diretamente em nossa atitude.

Validar o esforço e o trabalho dos demais, mesmo que não seja o que orientamos ou esperamos, é um grande esforço que ajuda a criar boas relações, mais saudáveis e menos agressivas. Caso contrário, quando só assinalamos os erros e defeitos, esquecendo o reconhecimento, o estímulo e o aprecio, e não mostramos um caminho saudável a seguir, terminamos desmoralizando a quem muitas vezes desejamos ajudar.

Uma atitude consciente e construtiva pode criar uma relação respeitosa em benefício de todos, para o crescimento pessoal e do grupo,  seja familiar ou social, levando-nos a educar-nos e educar. Educação não como doutrinamento e sim estimulando o processo de desenvolvimento, ensinando a pensar, discernir, escolher, revelando o que não conseguimos ver por nossa própria ignorância.

Mercedes Sánchez, educadora com a constante preocupação de procurar meios que possibilitem o desenvolvimento do ser humano.

 

O que achou, foi útil para você? Então conta pra nós!

Artigos que podem te interessar

view_module reorder

Rincão Poético: Pai um amigo - por Eronilda Cândida Santos Lucena

PAI,UM AMIGO OU CHEFE.   Ser pai é ter responsabilidade  É dividir sonhos e alegrias  Comemorar vitórias e enfrentar derrotas  Sem perder...

Somos todos especiais - por Karine Klein

APAE de São Francisco de Paula, um símbolo de luta pela igualdade no município Dizem que são as nossas diferenças que...

Semana Mundial da Amamentação/Agosto Dourado - por Celina Valderez

Desde 1992, o planeta celebra a Semana Mundial de Aleitamento Materno, entre os dias 1 e 7 de agosto. A...

Fazendo meu filme • Paula Pimenta - por Isabela Sanchez

Já viu aquela história romântica e engraçada que te faz chorar, rir, sentir um pouco de raiva, chorar de novo...

Sabia que...

... Istambul, na Turquia, está localizada em dois continentes? A cidade é dividida em duas pelo estreito de Bósforo, que também...

Patê de ervas finas - por Fabíola Frezza Andriola

Ingredientes: - 250 gr de maionese light (ou requeijão light) - 1 dente de alho - 1/2 unidade de cebola...

Plantas Medicinais – uma farmácia a céu aberto, e pode estar em nosso quintal! Parte 2 - por Telmo Focht

Na publicação passada, comentamos sobre a primeira parte de algumas plantas medicinais aqui em São Chico. Vamos aproveitar a carona...

Território preservado: A Estradinha - por Patrícia Viale

Gosto de caminhar com sol nas costas. No início caminho como exercício. Aos poucos cada passo torna-se um pensamento, que...

A noite em que a cultura sai às ruas - por Elena Cárdenas

Façamos uma brincadeira: O que tem em comum o galeão, o chocolate, a fotografia e os robots? Pois é, todos...

Visual com Arte: Quero-Quero - por Valda da Silva Soprano

Técnica: Óleo sobre tela {loadmodule mod_custom,Banner adsense middle article}

Patrocinadores da cultura