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Alguns términos são verdadeiras provas de amor - por Ester Chaves stars

 

Algumas situações se repetem em nossa vida por pura teimosia. Às vezes, queremos remediar algo que já excedeu o limite. Na tentativa de consertar o que quebrou, refazemos laços desgastados. Ao tentarmos abrandar a fúria da saudade, repatriamos quem deveria permanecer longe. Assim, o ciclo de sofrimento se reinicia.

Há histórias que só acontecem uma única vez. Dentro delas, as pessoas estão intactas, maravilhosas, vestidas naquele mistério que um dia nos cativou e nos fez amá-las intensamente. É errado lembrar? Não. Mas é angustiante permanecer numa cena que é só memória. Que não vai voltar. Nós mudamos e as pessoas também. Cabe a nós, a lembrança, a saudade sem dor. A recordação sem o desejo de recuperar aquela pessoa tal como era e trazê-la para o convívio que não é mais o mesmo porque já estamos em outra frequência emocional, e mesmo que apenas um lembre e ainda ame, vai adiantar alguma coisa?

O erro é esperar do outro a mesma atitude, a mesma doação, o mesmo amor, a lembrança carinhosa de um sentimento que para ele não existe mais. E aí, surge o questionamento: “Então não era amor? “Sim, era. Foi. Amor também acaba. Acaba por uma sucessão de detalhes. Parar no tempo para replantar numa terra já conhecida, que deu os frutos que tinha que dar, é no mínimo um atentado contra o amor-próprio.

A gente precisa aprender que alguns términos são maneiras de devolver-nos a nós mesmos. Um relacionamento com diversas idas e vindas não significa que ainda exista amor, às vezes, é apenas carência. A teimosia nesses casos, só inaugura novas etapas de sofrimento, pois as reclamações não mudarão de endereço. Serão as mesmas. Repetições dos velhos hábitos, da falta de atenção e reciprocidade. Tudo que já existia antes. A “nova tentativa” será recheada de cobranças e expectativas — fato que só potencializará os erros conhecidos e abrirá uma possibilidade mais trágica: de duas pessoas que um dia se amaram tanto, começarem a se odiar, por pura insistência, por desejarem “salvar” uma relação que acabou há muito tempo.

Ester Chaves, escritora Brasiliense, graduada em Letras e estudante de Gestão e Produção Cultural.

A beleza do amor reside na ausência de fórmulas - por Ryano Mack

O mundo moderno é repleto de discursos que estimulam a maioria das pessoas a serem mais egoístas e individualistas nas relações, é fácil se deparar com manifestações de total indiferença aos sentimentos alheios, como se sentir intensamente algo por alguém fosse um ato de fraqueza. Frases vaidosas voltadas a si, se perpetuam entre as discussões sobre relacionamentos, há inclusive, aqueles que vestem armaduras e carregam o orgulho como troféu, tão pesados de “amor próprio” que já não podem mergulhar em uma relação para não se afogar.

Aquele papo de não se entregar ao amor porque no passado alguém te machucou, nada mais é, do que condenar o presente e um possível sentimento, é dizer ao passado e ao seu (sua) algoz, que eles triunfaram sobre você e te fizeram um refém, que afasta qualquer pessoa que possa proporcionar algo bonito e sincero. Seria mais interessante e legítimo, se buscássemos deixar aflorar sentimentos e não cálculos. Porque a preocupação com o que pode fazer mal ou causar dor? O mundo por si só já é assim, a dor passa, nos deixa mais maduros e fortes, pode até virar canção, cicatriz é para os bravos e corajosos, ainda que doa, é algo que se sente, terrível mesmo deve ser não sentir nada. E se no fim das contas der mal me quer procure outra flor, o que não faltam são jardins floridos.

Não deveríamos partir de essencialismos ao discutir relações, ou seja, não devemos agir com fórmulas prontas e que sirvam para todos. Se todos somos diferentes é impossível que algum método possa valer para a vastidão de situações que possam existir, cada um ama a seu modo, é difícil ser sincero consigo mesmo quando se tem que caber em um número aceitável de atitudes de retribuição para agradar o outro, tudo que é feito sem a vontade genuína se torna obrigação.



O Amor não necessariamente deve durar, aliás nem se deveria mensurar tempo e qualidade, quantos relacionamentos não passam de um mês (Romeu e Julieta durou 5 dias) e mesmo assim são mais intensos do que namoros de 2, 3 anos, que por vezes, se detêm ao tédio, cobranças, competições de poder e talvez, até a falta de adultério seja reflexo dos desejos reprimidos em um cemitério de pulsões e prazeres condenados por quem segue fórmulas na acomodação e acaba por negar a intensidade. O único erro é não amar, pois no amor não se erra ou acerta, apenas se vive.

É nosso direito se perder e quem sabe até se encontrar em alguém, é nossa a grandeza de saber que o coração é tão valioso que podemos oferecê-lo sem pedir nada em troca. Correndo todos os riscos possíveis, menos o de aprisionar um coração ao ponto de torná-lo duro e vazio.

É fácil encontrar diversos textos sobre essa temática tão complexa e reflexiva, se debate muito sobre amor, e isso já é indicio que pouco se sabe em relação ao assunto, e que bom que não sabemos o suficiente, o amor é uma flecha cheia de incertezas, afinal, quem carrega certezas é a matemática, por isso um sentimento tão vasto deve ser sentido e não representado em passos calculados estrategicamente. Pouco sei sobre amar, e espero continuar assim, nesse abismo gigantesco que é o amor, quem não se sente confuso não é alguém com quem se possa aprender muito. 

Ryano Mack, estudante de História, Músico e Compositor, amante de café, leitura, música e filosofia

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