Displaying items by tag: Veja bem - Revista Usina

Plantas Medicinais – uma farmácia a céu aberto, e pode estar em nosso quintal! - por Telmo Focht

Na edição passada, comentamos sobre plantas tóxicas. Vamos aproveitar a carona no tema saúde e comentar agora sobre algumas plantas medicinais.

A seguir são relacionadas algumas que podem ser encontradas aqui mesmo no município de São Francisco de Paula. Como (felizmente) a lista é grande, ela será dividida em duas partes. 

Por terem aplicação medicinal, como precaução, não devem ser usadas durante a gravidez, salvo indicação contrária.

Lembre-se também que elas só devem ser usadas quando houver necessidade. Se usadas como chá habitual, quando se mostrarem úteis ou necessárias, poderão não mais fazer efeito, ou não mais ser tão eficaz quanto esperado.

-- LEIA TAMBÉM PLANTAS TÓXICAS: UM PERIGO TAMBÉM DENTRO DE CASA? --

E elas também possuem aplicações mais numerosas que as citadas aqui.

Nome popular

Espécie

Indicação

Partes utilizadas

Cambará

Lantana camara

Gripes, resfriados, febre, dor de ouvido, coqueluche, reumatismo, espasmos

Folhas

Endro

Anethum graveolens

Regulador intestinal, combate gases intestinais

Folhas

Erva cheirosa

Aloysia virgata

Combate dores de cabeça

Folhas

Limão

Citrus limon

Gripes, resfriados, facilitador da circulação

Toda

Losna

Artemisia absinthium

Males do fígado

Folhas

Manjerona

Origanum vulgare

Tosse, febre, dor de ouvido

Galhos

Ponta alívio

Achillea millefolium

Pontada, resfriados

Ramos

Sálvia

Salvia officinalis

Tratamento de aftas, bronquites, catarros, diabetes, estomatites, além de fechar poros dilatados, curar gengivite, inflamações, reumatismo e cessar vômitos

folhas, flores e óleo essencial

Cipó mil homens

Aristolochia triangularis

Anti-helmíntica, sedativa, antifebril, males do estômago. Externamente, como anti-inflamatória, antirreumática e antisséptica. Comumente empregada contra mordedura de cobra

Folhas, caules e raízes.

Boldo

Coleus barbatus ou Plectranthus barbatus

Carminativa, colagoga, colérica, antidiarreica, eupéptica, gota, hepática, flatulência, cálculos biliares

Folhas

Cidró

Cymbopogon citratus

Calmante, analgésico (em dores de estômago, abdominais e de cabeça), antifebril, antirreumático, carminativo, antitussígeno, diaforético, emenagogo e em distúrbios digestivos. Uso doméstico: repelente de insetos

Folhas

Alcaçuz

Glycyrrhiza glabra

Calmante e combate úlceras. Fortalece o sistema imunológico. Apresenta ações hormonais, anti-inflamatórias, antialérgicas, protetora da mucosa gástrica (estímulo da síntese de muco gástrico), efeitos laxantes e anti-espasmódicos leves, imunossupressores, anti-hepatotóxicos, antianêmicos e de redução dos níveis de colesterol e de triglicerídeos

Raiz

Erva de São João

Hypericum perforatum

Cicatrizante, analgésica, antibiótica e vermífuga. Tradições populares milenares indicam as folhas e as flores dessa planta para tratar feridas, úlceras, reumatismo e dores ciáticas, além de curar asma e inflamações dos aparelho digestivo e respiratório. A planta é indicada para tratamento de depressão e também para regimes de emagrecimento, pois reduz  a ansiedade. Calmante, relaxante dos nervos, combate a depressão

Flores, folhas e galhos

Catinga de mulata, erva de São Marcos ou tanaceto

Tanacetum vulgare

Males do estômago, contra infecções, usada para machucados

Folhas

Macela/

marcela

Achyrocline satureioides

Digestiva, antiespasmódica, carminativa, colagoga, eupéptica, anti-inflamatória, emenagoga e para diminuir a taxa de colesterol. Externamente, como anti-inflamatória e antisséptica. Dor de barriga (diarreia), estômago, dor de cabeça, azia, cálculo biliar, dor de cabeça, cólicas intestinais, contrações musculares bruscas, contusões, desordens menstruais, diarreias, disenteria, disfunções gástricas e digestivas, dor de estômago, estimulante da circulação, febre, gastrite, impotência, inapetência, inflamação, lavar feridas e úlceras, má digestão, pele e cabelos delicados, nervosismo, resfriado, retenção de líquidos, reumatismo, suores fétidos nos pés, icterícia, colesterol alto, cistite, nefrite, colecistite

Inflorescências

Cânfora

Artemisia camphorata

Possui ação antisséptica e cicatrizante; antinevrálgica; Antiepiléptica; Antirreumática; Antisséptica; calmante; males do fígado, má digestão, dores musculares, contusões. descongestionante das vias respiratórias; sedativa; cicatrizante, contusão, distúrbios neurológicos e cardíacos, distonias neurovegetativas com comprometimento cardiovascular, dores musculares, feridas, hemorragia uterina, neurose cardíaca, picadas de inseto, reumatismo

Folhas

Camomila/maçanilha

Matricaria chamomilla

Anti-inflamatória, analgésica, antiespasmódica, carminativa, antisséptica, digestiva, sudorífica, aperiente, antirreumática, emenagoga e sedativa. Calmante, regulador intestinal para bebês, combate olheiras e má digestão. Sedativo, protetor térmico da pele, conjuntivite (não deve ser aplicado diretamente nos olhos, e sim, uma compressa do mesmo), dores musculares, stress, insônia (é comum à venda de travesseiros e máscaras para dormir com essência de camomila), contra diarreia, inflamações urinárias e gripes.

Folhas e flores

 Fontes: Knob, Maria Helena. 2013 Educação Embiental e Etnobotânica: o uso de plantas medicinais em São Francisco de Paula. São Francisco de Paula. Trabalho de Conclusão de Curso. 92p. <http://www.remedio-caseiro.com> Acesso em 03-08-2016.

Telmo Focht, biólogo, com doutorado em espécies exóticas invasoras. Também atua na área de licenciamentos ambientais.

Recordistas da longevidade serrana - por José Carlos Santos da Fonseca

Foto: Leocádia Moreira do Amaral com 120 anos em 1922.
No início do século passado, o município de São Francisco de Paula de Cima da Serra era famoso no Rio Grande do Sul por ter habitantes que atingiam mais de 100 anos, numa época onde quem tinha 50 anos já era considerado idoso. São Francisco de Paula era sinônimo de salubridade, considerado o trecho mais salubre do Estado, como é citado, em 1914, no “Dicionário Geographico” de Octavio de Faria, transcrito com a gra a original, texto do Dr. Assis Brasil: 

“O clima do municipio gosa de grande renome. A água serrana é afamada e parece que ella, por si só, convalesce os doentes que, de outras paragens, demandam para esta saluberrima região, a qual, devido á sua con guração, pode, com razão, ser appelidada a Suissa Riograndense”.

E por muitas décadas foi conhecida como a “Suíça Riograndense” e mais tarde por “São Chico Terra Boa”.

No último censo do IBGE foi constatado que o Brasil possui mais de 24 mil brasileiros acima de 100 anos, e no quesito centenários o estado da Bahia é o campeão, seguido de São Paulo e Minas Gerais. Vive-se hoje, em média, 25 anos a mais do que viviam os brasileiros nos anos 60, quando os centenários eram 2,7% da população, atingindo, cinquenta anos depois, a marca de 7,4%. As mulheres vivem mais, pois dos 24 mil centenários assinalados, somente 7 mil são homens.

Entre as serranas que possuem mais de 100 anos e encontram-se com boa saúde podemos citar duas com mais de 101 anos: a Dona Julieta (Julietinha) Teixeira, nascida em 21 de abril de 1911, e a Dona Zilda Santos Alves, nascida em 11 de agosto de 1911. Em 8 de março deste ano a Dona Hilda Peixoto Alves Bertolucci completou 100 anos. Poucos anos atrás faleceu o Sr. Osvaldo Marques Machado com 102 anos, e há pouco tempo o Sr. Deversílio aos 100 anos de idade. Entre 90 e 100 anos de idade temos dezenas de serranos que prometem quebrar muitos recordes de longevidade.

Atualização Agosto de 2016 - A Dona Julietinha faleceu no ano passado e a tia Zilda continua forte e completou 105 anos no dia 11 de agosto de 2016..

 José Carlos Santos da Fonseca nasceu em SFP em 1962, é autodidata e pesquisador da história serrana, escreveu em 2011 seu 1º livro “São Francisco de Paula - História, Encantos e Mistérios- Vol. 1”

 
 

Tardígrados - superorganismos - por Telmo Focht

Seu nome tem origem no latim e quer dizer “quem anda devagar”. Pouco se sabe sobre sua evolução, o que é péssimo porque os biólogos acreditam que foi interessante. O problema é que é difícil de encontrar fósseis.

Apenas recentemente eles ganharam seu próprio filo, uma importante categoria taxonômica, abaixo apenas de reino. Originalmente estavam incluídos entre os artrópodes (do grego arthros=articulados e podos=pés). Apesar de serem difíceis de encontrar na Natureza, eles são muito resistentes. Os musgos, líquens e cascas de árvores são microambientes hospitaleiros a eles.

Eles passam a maior parte do tempo juntos e comendo plantas e animais menores que eles.

Tipicamente cinzas claro e mais ou menos transparentes, com cerca de 1,6 milímetros de comprimento. Sua expectativa de vida é de aproximadamente um ano. Vivem quase que em todos os lugares: no musgo e nos liquens, em águas termais borbulhantes, no gelo da Antártica, em trincheiras no fundo do mar e no topo das montanhas do Himalaia. São criaturas particularmente impressionantes entre os "extremófilos".

Confrontados com secas, rápidas mudanças de temperatura, alterações na salinidade da água ou outros problemas, eles diminuem seu metabolismo para 0,01 por cento do normal, entrando em uma espécie de animação suspensa, na qual perdem a maior parte de seus fluídos corporais. Sem água, os efeitos prejudiciais do congelamento não acontecem.

Também ficam protegidos contra o calor, porque a água dentro deles não pode se transformar em gás e se expandir. Então, enrolam-se como um "tonel", que pode sobreviver a pressões atmosféricas 600 vezes maiores do que a da superfície da Terra. Podem ser congelados a 150 graus Celsius abaixo de zero por mais de um ano sem problemas.

Já foram enviados ao espaço nesse estado e dois terços sobreviveram simultaneamente à exposição à radiação solar e ao vácuo espacial. São resistentes mesmo!

Fonte: http://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimas-noticias/the-new-york-times/2015/09/19/sabe-qual-criatura-e-uma-das-mais-invenciveis-que-existe-o-tardigrado.htm

Telmo Focht, biólogo, com doutorado em espécies exóticas invasoras. Também atua na área de licenciamentos ambientais.

Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Organismos extremófilos - por Telmo Focht

São microrganismos que vivem em ambientes com condições extremas, insuportáveis à maioria dos seres vivos.

As primeiras células simples foram possivelmente termofílicas. Acredita-se que se desenvolveram em locais com atividade vulcânica (como gêiseres) e nas cristas meso-oceânicas.

Podem ser:

Termófilos, vivem em ambientes com temperaturas entre 70-120ºC, como nas fontes hidrotermais oceânicas de origem vulcânica (por exemplo, nos campos termais situados ao sul dos Açores, na cadeia montanhosa submarina denominada Cordilheira Meso Atlântica);

Acidófilos, vivem em meios muito ácidos;

Alcalófilos, vivem em meios muito alcalinos (como a soda cáustica);

Psicrófilos, vivem em temperaturas muito baixas do Ártico e da Antártica;

Halófilos, vivem nas salinas ou locais de salinidade muito elevada (exemplo: a bactéria Halobacterium halobium);

Barófilos, vivem sob pressões elevadíssimas, como nas fossas submarinas, a muitos quilômetros de profundidade.

Há organismos que combinam mais de um tipo de extremofilia. Um deles foi isolado nos Açores e é termo-halófilo, isto é, está adaptado a elevados teores de sal e temperaturas; outro é termo-acidófilo, por estar adaptado a temperaturas elevadas (80º) e de meios ácidos, de pH=2.

A bactéria Deinococcus radiodurans é considerada a mais resistente do mundo, pois suporta quantidades de radiação extremamente altas, como 15.000 Grays (Gy). Um ser humano não sobrevive a 10 Gy. Na verdade, ela é exemplar em muitos aspectos, englobando também a capacidade de sobreviver ao frio, à desidratação, ao vácuo e ao ácido.

As condições em que vivem os extremófilos, letais para os humanos, fazem com que muitos investigadores estudem a biologia e a bioquímica destes organismos. Por exemplo, a maioria das enzimas degradam-se aos 40-50ºC, mas as enzimas dos extremófilos não.

Considerando-se que estas criaturas não apenas revelam uma resistência impressionante na Terra, também demonstram possibilidades de vida em outros lugares do universo.

Fontes: http://2010.flmid.com/http://hypescience.com/extremofilos-8-formas-de-vida-bizarras/

 

Telmo Focht, biólogo, com doutorado em espécies exóticas invasoras. Também atua na área de licenciamentos ambientais.

Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

 

Campos de Cima da Serra – um lugar para ver e se encantar - por Telmo Focht

Esta região está situada no nordeste do Rio Grande do Sul, em altitudes entre 900 metros, a oeste, e 1.200 metros a leste, nos Aparados da Serra, divisa com Santa Catarina. Seus municípios principais são Bom Jesus, Cambará do Sul, Esmeralda, Lagoa Vermelha, São Francisco de Paula e Vacaria. Sua área total é de 21.033 km², e a lei federal 11428, de 2006, definiu que este também é bioma associado da Mata Atlântica.

Predomina a vegetação campestre, havendo presença esparsa de capões de araucárias e de turfeiras (vegetação adaptada a se desenvolver sobre matéria vegetal em decomposição, em baixadas alagadas). Também nesta região são encontrados muitos cânions (vales profundos com encostas quase verticais), que encantam turistas do mundo todo. Os principais e mais conhecidos são o Itaimbezinho e o Fortaleza, em Cambará do Sul.

Apesar de sua aparente homogeneidade fisionômica, são encontradas centenas de espécies, dentro de várias famílias vegetais. Nas áreas alagadas, encontram-se facilmente o gravatá-do-banhado, o Sphagnum (planta muito característica das turfeiras), e predominam gramíneas e juncos. O clima frio da região aliado à elevada precipitação e altitude, desenvolveu muitos endemismos. Muitas espécies vegetais também estão em extinção. É frequente o uso do fogo no mês de agosto, para propiciar o rebrote da vegetação que alimentará o gado na primavera e verão. Esta prática é adotada há 150 anos e provavelmente muitas espécies animais e vegetais desenvolveram mecanismos de escape ou defesa frente a esse distúrbio.

Campos de Cima da Serra

O quero-quero (ave símbolo do RS) só é encontrado nos campos. Muitas outras aves e outros grupos animais também ocorrem exclusivamente nesses ambientes. A aparente abundância dessa espécie contrasta com muitos outros grupos, que tem representantes em risco de extinção. Cerca de onze espécies animais que habitam os campos e a Mata de Araucária estão nessa categoria, assim como muitas espécies vegetais.

Telmo Focht, biólogo, com doutorado em espécies exóticas invasoras. Também atua na área de licenciamentos ambientais.

Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

 

 

Mata de Araucária, uma floresta em nosso quintal - por Telmo Focht

Também é conhecida como Floresta Ombrófila Mista. É uma formação vegetal brasileira que se desenvolve especialmente nos estados da Região Sul do país e nas partes mais elevadas e frias do Sudeste. Desde 2006, pela lei federal 11428, é considerado um bioma associado à Mata Atlântica (bioma é o conjunto de diferentes ecossistemas terrestres de fisionomia semelhante, mas em graus de desenvolvimento distintos). Esse tipo de vegetação está adaptado ao clima subtropical que possui verões quentes e invernos rigorosos com chuvas bem distribuídas durante o ano. Além disso, o relevo influencia, uma vez que esse tipo de vegetação prolifera em áreas que se encontram no mínimo 500 metros acima do nível do mar. A espécie que fisionomicamente predomina na região é a Araucaria augustifolia (araucária ou pinheiro-do-paraná) - daí o nome do bioma -, e era encontrada com abundância no passado. A vegetação é constituída também por arbustos, como samambaias, xaxins e gramíneas. Atualmente no Brasil restaram restritas áreas preservadas.

As folhas são estreitas e compridas e sua estrutura vegetativa é bastante homogênea, pois não há grandes variações nos indivíduos de araucárias, além de se localizarem espaçadas umas das outras. As araucárias atingem até 50 metros de altura e produzem sementes comestíveis, denominadas pinhão, alimento para várias espécies de pequenos roedores e aves. No bioma há vários tipos de canelas, cedro, ipês, erva-mate e imbuia. Das espécies que o constituem, treze são endêmicas (encontradas apenas em determinadas áreas ou regiões geográficas). Apesar de sua extrema importância ecológica, esse bioma foi intensamente devastado pela ocupação urbana, extração de madeira e agropecuária, de modo que, atualmente, a porcentagem de mata preservada não chega a 2%. Do pouco que restou dessa formação, apenas 40.774 hectares se encontram legalmente protegidos em 17 Unidades de Conservação, perfazendo um total de 0,22% da área original. Infelizmente, o bioma corre sério risco de extinção.

Fonte: http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/geografia/mata-araucaria.htm

O trabalho por projetos em sala de aula - por Mercedes Sanchez

O trabalho por projetos na escola é um tema que se vem discutindo ultimamente entre os profissionais de ensino, como uma modalidade didática inovadora e de grande suporte ao processo de ensino-aprendizagem.

Existem vários tipos de projetos que as vezes confundem a ideia que o próprio professor tem a seu respeito, o que dificulta sua prática:

• Projeto político-pedagógico
• Projeto de sala de aula
• Projeto de ensino do professor
• Projetos dos alunos
• Projeto de informática
• Projeto de artes (dança, teatro, música)
• Projeto de biblioteca

Existem também, uma infinidade de projetos que podem ser aplicados na escola e que deixam o professor sem saber como aplicar sua prática pedagógica a fim de possibilitar aos alunos novas formas de aprender, integrando as diferentes mídias no ambiente escolar.
O importante é que o professor utilize a metodologia de projetos para que seja construída na escola uma forma de ensinar, integrando as diversas mídias e conteúdos curriculares, numa perspectiva de construção do conhecimento, com ações que desenvolvam a criatividade e participação ativa dos alunos, pois o aluno aprende no processo de produzir, levantar dúvidas, pesquisar e criar.

Assim, a função do professor deixa de ser somente na transmissão de informações, mas também, aquele que cria espaços educativos para que os alunos desenvolvam habilidades e competências a partir de sua própria necessidade de participar e aprender, cabendo ao professor mediar para que o aluno encontre sentido naquilo que está aprendendo e desenvolvendo.

De todo modo, para fazer a mediação pedagógica, o professor deve estar muito atento ao processo de aprendizagem dos alunos, compreendendo-o em todo seu universo, cognitivo, afetivo, cultural e sua história de vida, além de ter muito claro sua finalidade pedagógica, seus objetivos, na prática da ação pedagógica, para poder intervir com eficiência no processo de aprendizagem de seus alunos.

Segundo Hernandez a atividade do docente durante o desenvolvimento do projeto deve:

1. Criar um clima de envolvimento e de interesse do grupo;

2. Fazer uma previsão dos recursos que permitam transmitir ao grupo a atualidade e funcionalidade do projeto;

3. Planejar o desenvolvimento do projeto sobre a base de uma sequência de avaliação:

A. Inicial: o que os alunos sabem sobre o tema, quais são suas hipóteses e referências de aprendizagem.
B. Formativa: o que estão apren- dendo, como estão acompanhando o sentido do projeto.
C. Final: o que aprenderam em relação às propostas iniciais. São capazes de estabelecer novas relações?

Hernández (1998) enfatiza que o trabalho por projeto “não deve ser visto como uma opção puramente metodológica, mas como uma maneira de repensar a função da escola.”

Assim, o trabalho em sala de aula por projetos requer uma atitude aberta por parte do professor e uma troca no conceito de aprendizagem , além de um processo de avaliação continua do processo de aprendizagem dos alunos.

Ref. Bibliográfica: Fernando Hernandez, 1998


Mercedes Sánchez, educadora  de longa trajetória na educação brasileira, com a constante preocupação de procurar meios que possibilitem o desenvolvimento do ser humano.



• Publicado na Revista Usina da Cultura - número 06 - Outubro de 2013

Ponto de vista - por Maria Lucia da Silva Teixeira

Orgulhar-se de nossa terra, honrar suas tradições, resgatar sua história e sua cultura é muito mais do que uma satisfação. É um dever e uma necessidade de todo o indivíduo que vê, no passado, a amplitude de nossa riqueza cultural presente e futura. Além de proporcionar conhecimento de fatos que, se não resgatados, possivelmente, se perderão no tempo e na memória, nos remete ao compromisso com a verdade, para possibilitar o entendimento do presente.

E assim, motivar que cada geração seja capaz de criar coisas novas, evitando repetir erros, na gostosa convivência proporcionada pelo conhecimento mútuo. Aproveitar todas as ocasiões para evidenciar, de modo positivo, do que somos capazes.

Aproveitar todas as ocasiões para evidenciar, de modo positivo, do que somos capazes. O “lugar” em que nascemos e/ou vivemos se forma , se desenvolve , se sustenta e adquire densidade humana e espiritual com a soma de fatores decorrentes de uma teia que se entrelaça, de tal forma, que só se desfaz com mudanças decorrentes de atitudes, de novas formas de se relacionar e de fazer, onde cada um pode ser protagonista.

Senão, corre-se o risco de só viver do passado, embora saibamos que sem passado não há história. E, sem história perde-se a identidade e o futuro. Cria-se a perspectiva de formarmos indivíduos sem referências, despidos de origens e valores éticos e morais. Não significa porém, exaltar o passado reacionariamente. A questão é compreendê-lo e através dele buscar as mudanças necessárias e o caminho do desenvolvimento pleno. Rever e reconstruir conceitos, possibilidades e formas de ver a vida, mudar atitudes e pontos de vista.

O mais importante é fazermos isso, sem ter que carregar mágoas, preconceitos, revanchismos... Mas sim, nos dispor a cultivar, constantemente, a vontade de ajudar a construir e/ou reconstruir “um lugar’ cada vez melhor de se viver, de cultivar amigos, de viver nossos sonhos... Acredita-se que, se necessário, são infinitas as possibilidades de reconstrução da vida e da história. Cada um de nós deve ser o personagem principal nas circunstâncias que envolvam os fatos humanos para a busca da felicidade plena.

De nada adianta desperdiçar o tempo de hoje, lamentando o que aconteceu ontem e só criticando o presente. Vamos sim, assumir nossa co-responsabilidade na construção coletiva do bem comum. Como diz o Pe. Fabio de Mello: “O movimento de mudança começa em nós. Ao transformar a realidade que me envolve, de alguma forma, estou transformando o que sou”.


Maria Lucia da Silva Teixeira
Professora graduada em Estudos Sociais e em Ciências Sociais (Unisinos), Pós graduada em Ecologia Humana (Unisinos) e Gestão de
Polos de EAD (UFPEL), escritora do livro “São Francisco de Paula: nossa terra, nossa gente”

• Publicado na Revista Usina da Cultura - número 08 - Dezembro de 2013.

Cooperar ao invés de competir - por Mercedes Sanchez

Quando se persegue um mesmo objetivo em parceria com outras pessoas, a forma de conseguir realizar esse objetivo é trabalhar juntos, cooperando ao invés de competindo. É como no campo de futebol, onde quem fez o gol é tão importante, quanto quem fez o passe correto. Se um deles falha, acabam falhando os dois e toda a equipe.

A interdependência positiva possibilita a aprendizagem cooperativa. Quando cada membro do grupo percebe que cada um tem algo exclusivo para contribuir ao esforço em conjunto, devido à informação com que conta, a função que desempenha e a sua responsabilidade na tarefa, o grupo cresce e se desenvolve.

Em um grupo de trabalho, há diferentes funções a serem executadas. Como fazer para que cada membro do grupo execute sua função da melhor maneira possível sem esperar, por isso, sobressair ante os demais?

Para realizar um trabalho de grupo eficiente devemos primeiro centrar o trabalho dos participantes em potencializar o desenvolvimento individual da “inteligência interpessoal” (mais conhecido como empatia) através da interação social entre os membros do grupo. Mediante a exposição e debate do ponto de vista de cada um se gera o tempo e o espaço para que cada membro desenvolva em si as competências necessárias à construção de um feedback construtivo.

Através de socialização, se aprende a negociar, levando em conta o ponto de vista dos outros, ou mesmo a desistir de seus interesses pesso- ais para um objetivo coletivo. Sair do esquema de competição, para o de colaboração, requer comprometer-se consigo mesmo a fazer a sua parte da melhor forma possível, sendo interdependente com os outros membros da equipe.

Qualquer que seja o tipo de grupo, alunos da escola, empresa, professores, sociedades beneficentes, médicos, etc., a colaboração deve ser trabalhada e estimulada, pois a sociedade, em geral, se movimenta mais pela competição que pela colaboração, pois ainda se premia mais as individualidades, as figuras sociais e não a equipe, criando um sistema competitivo e não colaborativo.

Este sistema de colaboração pode ser aplicado em qualquer grupo que desenvolva objetivos em comum. Hoje trabalhamos e produzimos em interdependência. Sair de uma atitude competitiva para uma colaborativa, pode nos ajudar a dar esse salto quântico que, como seres humanos, precisamos dar para melhorar as relações interdependentes em nosso planeta, respeitando a cada um, valorizando seu esforço e contribuindo com o grupo, sem esperar por isso, sobressair sobre os demais.

A cooperação é uma forma de unir pessoas e reforçar a confiança em si mesmo, melhorando a autoestima.

Libertar ao ser, para ser criativo e construir o novo. Sentir-nos parte do desenvolvimento da sociedade, criar juntos a sociedade que queremos pode nos ajudar a superar a indiferença e o egoísmo que predomina nas sociedades atuais.

Por isso, pensar em colaboração em lugar de competição, pode ser benéfico se nos damos conta de que juntos, como sociedade, estamos criando as bases da sociedade futura.

Mercedes Sánchez
Educadora de longa trajetória na educação brasileira, com a constante preocupação de procurar meios que possibilitem o desenvolvimento do ser humano. 

Museu de Arte Contemporânea de Niterói (MAC)

Obra de Oscar Niemeyer, quem em 2006 diz:

“Como é fácil explicar este projeto! Lembro quando fui ver o local. O mar, as montanhas do Rio, uma paisagem magnífica que eu devia preservar. E subi com o edifício, adotando a forma circular que, a meu ver, o espaço requeria. O estudo estava pronto, e uma rampa levando os visitantes ao museu completou o meu projeto.”

Quem visita a praça onde fica o Museu de Arte Contemporânea de Niterói admira uma obra onde a técnica dá expressivo suporte à arte. Foram necessários cinco anos para erguer toda a estrutura.

Com 16 m de altura, o MAC nasce do chão numa base cilíndrica única que sustenta todo o prédio, ancorada numa sapata gigante. Um espelho d’água com 817 m2 de superfície e 60 cm de profundidade, confere leveza à construção.
A cobertura circular, com 50 m de diâmetro e área de quase dois mil metros quadrados, recebeu tratamento térmico e impermeabilizante.
Na primeira entrada fica a recepção e administração. Logo acima, o segundo pavimento abriga o salão central de exposições envolto por uma varanda circular envidraçada, destinada também a exposições, de onde se pode admirar a paisagem panorâmica da Baía de Guanabara. O último pavimento também é destinado a exposições.

Acervo
O acervo conta com 1.217 obras da Coleção João Sattamini e é constituído também por um pequeno conjunto de 369 obras – Coleção MAC de Niterói – formado a partir de doações de artistas que realizaram exposições no museu.

Fonte: http://mamrio.org.br

 

Deixe seu comentário

Lugares que podem te interessar

view_module reorder

Cachoeira do Tio França - Cambará do Sul/RS

Localizada a 3 Km da cidade de Cambará do Sul, é onde o arroio Campo Bom despenca para formar uma...

Passeando em família pelo Itaimbezinho e Fortaleza - por Valéria de Moraes

Localizados nas proximidades do município de Cambará do Sul, na divisa entre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina...

Cânion Fortaleza - Parque Nacional da Serra Geral

Localização: Cambará do Sul, RS - a 23 km do centro da cidade. Ver mapa Considerado um dos lugares mais bonitos...

Cânion Churriado - Parque Nacional da Serra Geral

Localização: Parque Nacional da Serra Geral, o cânion está a 23 quilômetros de Cambará do Sul, RS. Localizado a 23 Km de...

Cachoeira do Nassucar - Cambará do Sul/RS

Localização: Vale do Rio Santana, a 24 km do centro de Cambará do Sul. No Vale do Rio Santana, ao norte...

Parceiros na difusão cultural