O medo na infância - por Thainá Rocha

O medo na infância - por Thainá Rocha

Quando pequenos sentimos vários medos, alguns tão intensos que muitos os carregam ainda na vida adulta.  É importante saber que os medos são importantes para o desenvolvimento das crianças. Na dose certa, o medo é nosso aliado para a vida toda, porque nos alerta de algum risco que estamos correndo. Na infância, esse sentimento é uma resposta emocional frente a uma situação inédita e a incapacidade de dominá-la.

Os medos aumentam diante do novo, como a mudança de casa, escola, separação dos pais, morte ou quando a criança fica muito exposta a informações perturbadoras. 

Medos mais comuns por faixa etária:

Até os 6 meses: ruídos fortes ou gerado pela sensação da perda de segurança.
7 aos 11 meses: de pessoas estranhas.
1 ano: ficar longe dos pais, temendo que desapareçam. Esse medo se intensifica nos próximos três anos.
2 anos: de barulhos altos, de médico, de criaturas imaginárias.
3-4 anos: máscaras ou rosto coberto (palhaço, pessoas fantasiadas), escuro, monstros, insetos e de ficar sozinho.
5 anos: se machucar, de ladrão, de cachorro e de se perder dos pais.
6-7 anos: aqui a criança já possui um senso de realidade mais claro, porém ainda possui uma imaginação criativa, apresentando medo de bruxas, fantasmas, tempestades, de dormir sozinho ou que algo ruim aconteça aos seus pais.

Expressar os medos e falar sobre seus sentimentos é importantíssimo para que possam se desenvolver e criar relações seguras que servirão de base para estar no mundo de forma autoconfiante. 

Referência: LATTA, Nigel. Por dentro da cabeça do seu filho. Ed. Fundamento, 2009.

Thainá da Rocha Silva Psicóloga especialista em infância e adolescência.



O que achou, foi útil para você? Então conta pra nós!

Artigos que podem te interessar

view_module reorder

BBB e a Avenida - por Marisa Fernandes Nunes

Recentemente foi transmitido pela TV Globo o reality show Big Brother Brasil, que como o próprio título sugere, é copia...

Visual com Arte: Muito além do horizonte - por Lethícia Duarte

Artista: Lethícia Duarte Título: Muito além do horizonte Técnica: Surrealismo Cidade: São Francisco de Paula/RS {loadmodule mod_custom,Banner adsense middle article}

Como esfumar? - por Giulia Aimi

Esquecido por algumas e temido por outras, o esfumado (e não esfumaçado) é uma das maiores dúvidas quando o assunto...

Alimentação adequada e saudável - por Celina Valderez

"Alimentar-se não é apenas “engolir nutrientes”. É um conjunto de práticas que envolvem a escolha dos alimentos,  como eles  são...

Eu e minhas outras... - por Esther Luisa Guthartz

Detenho o movimento constante para adiante, e descubro uma coleção de personalidades que mostrei ao longo da minha vida. Como...

Amigos para sempre? - por Mercedes Sanchez

Amigo é coisa para se guardar no lado esquerdo do peito, mesmo que o tempo e a distância, digam não...

Nova ortografia - por Aline Aguiar

Anexo ou em anexo? A palavra, anexo, é utilizada para qualificar um substantivo, devendo concordar com ele em gênero e número...

SW 38 Sport Cabriolet - por Thais R. dos Reis

TÉCNICA: Desenho a caneta esferográfica(BIC) AUTORA: Thais R. dos Reis TÍTULO: SW 38 Sport Cabriolet  

Vivo com problemas ou só tenho dificuldades? - por Mercedes Sanchez

A vida em seu quotidiano nos apresenta dificuldades que temos que contornar. Muitas vezes transformamos as dificuldades em problemas quando não...

Fotografia - Filtros fotográficos - por Silvio Kronbauer

Foto: mesma cena sem e com o filtro polarizador Nesta edição vamos abordar os filtros fotográficos. Desde a era analógica, os...

Patrocinadores da cultura