Trabalhando a Timidez na Escola - por Thainá Rocha

Trabalhando a Timidez na Escola - por Thainá Rocha

"A ajuda do professor é fundamental para que essas crianças aprendam a lidar com a timidez."

No post anterior, escrevi a respeito da timidez, sobre a importância de sabermos identificar até que ponto se trata apenas de um traço da personalidade da criança e quando se torna um problema real, trazendo sofrimento e a prejudicando em diversas áreas.

Hoje sigo falando da timidez, enfatizando o contexto escolar. A escola é, muitas vezes, o primeiro contato “fora lar” que a criança encontra e não é à toa que muitos problemas emocionais e psicológicos sejam percebidos nela, onde a criança tem possibilidade de se expressar e se mostrar em um ambiente novo e diferente de casa. 

A timidez pode ser um desses problemas em que sua gravidade muitas vezes é melhor detectada no ambiente escolar, e é mais comum do que se imagina!

Enquanto muitas crianças brincam e se divertem na hora do recreio, outras ficam isoladas num cantinho. Na sala de aula quase não falam e participam pouco das atividades. Se esses comportamentos se dão de forma exagerada e frequente, a timidez pode atrapalhar (e muito!) a vida da criança, pois faz com que eles não se exponham e não tirem suas dúvidas com medo de falar besteira, por exemplo. A ajuda do professor é fundamental para que essas crianças aprendam a lidar com a timidez. Além disso, é comum a criança tímida ser esquecida pelo professor e pela turma, pois diferentemente da hiperativa, ela não atrapalha.

A criança tímida:

  • É insegura e tem baixa autoestima;
    Fica isolada do resto da turma;
    Não tem amigos (ou tem poucos);
    Não participa das atividades;
    Não interage com os colegas;
    Não se expõe;
    Observa mais do que fala.

Quando se sente exposto, o tímido geralmente:

  • Fica com a mão gelada;
    Sua;
    Sente frio na barriga;
    Sente dor e sofre;
    Fica com os batimentos cardíacos acelerados;
    Fica angustiado;
    Gagueja.

O que o professor deve fazer:

  • Ter paciência;
    Criar vínculo com os alunos; 
    Observar o comportamento dos alunos para saber suas limitações;
    Convidar a criança tímida a participar das atividades, mas não insistir se perceber que ela está sofrendo. É importante que ela sinta que faz parte do grupo;
    Promover a integração da criança no grupo;
    Elevar a autoestima do aluno com frases de incentivo e elogios;
    Propor atividades em dupla. Assim, os parceiros têm oportunidade de conversar e criar vínculos. Nesse ponto, o professor deve tomar muito cuidado, pois pode acontecer de as crianças mais tímidas não serem escolhidas e, assim, se sentirem rejeitadas; 
    Conduzir as atividades de forma que a turma não perceba que algumas crianças têm dificuldade para participar e se expressar;
    Conversar com a turma sobre as diferenças. Explique que cada pessoa é de um jeito e que não é preciso falar o tempo todo para ser legal;

O que o professor NÃO deve fazer:

  • Insistir para que uma criança fale ou participe de uma atividade;
    Expor o aluno, por exemplo, pedindo para ler em voz alta ou escrever/desenhar no quadro.

Dica de atividade de interação

Com esta brincadeira, sugerida no site “Revista Guia Infantil”, o professor consegue observar quais crianças são tímidas e quais são mais extrovertidas, além de falar sobre sentimentos! Realize esporadicamente e anote em um caderno o comportamento dos alunos. Assim, é possível acompanhar a evolução deles.

Materiais e Instruções:

  • TNT
    Cola
    Caneta hidrocor preta
    Sacolas de supermercado
    Tinta guache ou acrílica
    Tesoura
    Fita
    Pincel

Cole as duas partes do TNT, deixando uma das laterais sem colar para formar uma almofada. Com a caneta, desenhe num lado da almofada uma expressão feliz e do outro, uma expressão triste. Pinte as carinhas. Pela abertura, encha a almofada de sacolas plásticas.  Cole a lateral que ficou aberta e faça o acabamento com a fita.

 

 

A brincadeira:

  • Sente em círculo com os alunos, no chão. 
  • Jogue a almofada em direção a um aluno, que deverá pegá-la. 
  • Diga ao aluno que estiver com a almofada: “O que eu sinto quando... (invente uma situação, por exemplo, minha mãe briga comigo)”. A criança deverá completar a frase. Se ela não conseguir, ajude-a ou peça que desenhe como ela se sente.

Dicas de livros infantis:

 

Thainá da Rocha Silva, Psicóloga especialista em infância e adolescência.

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