Obesidade Infantil - por Dr. Luiz Guilherme Darrigo Junior

Obesidade Infantil - por Dr. Luiz Guilherme Darrigo Junior

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, a obesidade infantil é, hoje, um dos problemas de saúde pública mais graves do século XXI e afeta todos os países em graus variados. Está relacionada com uma série de fatores, como hábitos alimentares e inatividade física, além de fatores biológicos, comportamentais e psicológicos. 

O Ministério da Saúde estima que uma em cada quatro crianças brasileiras sofrem com esta doença.  A obesidade também favorece o surgimento de doenças na idade adulta como o diabetes e doenças cardiovasculares. Segundo a Drª Sandra Villares, coordenadora do Ambulatório de Obesidade Infantil do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo, vários motivos ajudam para que as crianças ganhem peso excessivamente. Um desses motivos é a relação entre a sensação de fome e saciedade. A criança sabe quando deve começar a comer, porque está com fome, e quando parar, porque está saciada. Entretanto, por diferentes motivos, a mãe resolve que a criança não pode deixar nada no prato. Ela não entende que, às vezes, a pequena quantidade que o filho comeu é suficiente para saciálo.

Outro importante aspecto refere-se ao sedentarismo, cada vez mais presente nas famílias brasileiras. Dados de vários estudos internacionais mostram que mais de quatro horas de TV por dia estão associadas à obesidade nas crianças.

Por fim, segundo a médica, algumas dicas simples podem auxiliar no combate a obesidade infantil. Uma família de quatro pessoas deve utilizar uma lata, uma lata e meia de óleo por mês. Isso significa restrição de frituras. Já gastou uma lata e meia, não pode fritar mais nada naquele mês. A refeição das crianças deve conter carboidratos (arroz e feijão), proteínas (carne, frango ou peixe de preferência assados ou cozidos para evitar o uso de óleo), verduras (tomate, alface, pepino) e frutas.

Outro alimento imprescindível é o leite. Muitas crianças, porém, trocam o leite por refrigerantes e sucos e não tomam sequer um copo por dia. Para desengordurar o leite, basta batê-lo no liquidificador e tirar a espuma ou fervê-lo e tirar a nata que se formou. Devemos também reforçar junto às mães a importância do aleitamento materno exclusivo até os seis meses de idade, uma vez que já está bem definido o efeito protetor do leite materno contra a obesidade.

Outra medida importante de combate à obesidade é o estímulo às atividades físicas em todas as faixas etárias. No Brasil, a obesidade infantil é um sério problema de saúde pública, que vem aumentando em todas as camadas sociais da população.

Prevenir a obesidade infantil significa diminuir, de uma forma racional e menos onerosa, a incidência de doenças crônico-degenerativas, promovendo assim, uma melhor qualidade de vida na idade adulta.

Dr. Luiz Guilherme Darrigo Junior, Médico Assistente do Departamento de Puericultura e Pediatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo.

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