Rincão Poético: MÃE - Para os que já Perderam / Para os que Ainda as Tem - por Athos Xavier de Brito

Rincão Poético: MÃE - Para os que já Perderam / Para os que Ainda as Tem - por Athos Xavier de Brito

Hoje eu sei o que é mãe, pois não tenho mais a minha
E só pode dizer dessas senhoras
Outras antes, durante após o parto
Quando nos leva ou nos separa delas
O eterno mistério da existência

O que se pode dizer ou se espera
das mulheres, meninas que as perderam
Deixo no ar inspirado imaginar
Por ser mulher eu aposto em seus medos

Mãe é mulher, é sedução, e poesia
É canção de ninar, é aconchego
Esta semente que toda a humanidade
Só existe porque existe ela.

Deus é mulher? Não, Deus é que fez as Evas
E quem descobrir porque costelas
Está sim mais perto do Divino
Onipotente que através dessa semente
Fez o homem procurar eternamente
Porque o cordão umbilical nos leva a elas

Hoje nos quedamos, adoramos
Agradecidos as reverenciamos
São singulares do homo complemento
Da imagem e semelhança o advento
O começo de tudo, o ministério

Mãe, hoje eu seu esta palavra
Este amor, este doar, que precisamos
Quando a saudade chama, clama, quer ter ela
Em seu olhar ver a resposta de tudo
Na sua voz para abraçar o mundo. 

E os que ainda as tem / que as abrace
Que as cubram de beijos, de carinhos
De palavras, de presentes, de encantos

Cuidem delas como o maior tesouro
Partilhar dor, amor, tristezas, alegrias
Porque jamais o convívio destes dias
Para abraçar, falar, contar-lhes um segredo
Das risadas ouvir os seus conselhos

Haverá
Quando o Senhor, o destino, esta vida
Chamar pra si estas deusas, estas rainhas
Esta palavra MÃE, falada a todo o momento
Não existem em todo o planeta quem nunca tenha, teve, tem
Falado ela, ou a chamado como um socorro
Então direis… “Não existe igual a minha”. 

Athos Xavier de Brito  

 

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