A mulher negra na história - por Ângela Nascimento

A mulher negra na história - por Ângela Nascimento

No mês de março comemora-se o Dia Internacional da Mulher, elas recebem abraços, flores e presentes de quem as admiram e querem bem.

As mulheres do passado são lembradas por sua colaboração do país. Mulheres corajosas, que viveram e morreram por ideais que transformaram a história.

Neste contexto, o reconhecimento ao belo sexo não se estende à mulher de todas as etnias.



No Brasil multirracial, não se encontra em destaque o heroísmo da mulher negra, porque sua história foi esquecida no submundo da senzala, nas chibatadas que a silenciaram e na submissão imposta.

Num passado recente a vida da mulher negra era servir como criada, mucama, ama-de-leite...

Para cada mulher branca que se distinguiu na história, há muitas mulheres negras que viveram para amar e amamentar os filhos de seus donos, enquanto seus próprios filhos eram vendidos.

As negras influenciaram os costumes e o modo de vida em alguns lugares, como a famosa cocada no Rio de Janeiro e o acarajé na Bahia, que são reflexos de um período da história que não deve ser esquecido.

Para que a sociedade conheça a história de heroínas de almas ultrajadas pela injustiça e silenciadas pelo tempo, foi instituído o dia 25 de julho, como o dia da Mulher Negra, data que não é divulgada e a maioria dos brasileiros desconhece.

É dia de se dizer ao mundo que a mulher negra reivindica seu lugar na historiografia brasileira. Que conquistou este espaço ainda enquanto vivia na senzala.

É um dia para se ouvir vozes, lamentos, risadas, preces e cantigas.

É um dia de festa. E reflexão.

 

Ângela Nascimento

São Francisco de Paula/ RS

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