O que nossas crianças estão comendo? - por Sandra Cristina Biava

O que nossas crianças estão comendo? - por Sandra Cristina Biava

Texto de: Sandra Cristina Biava, nutricionista.

Com a correria do dia a dia, alimentos com pouca qualidade nutricional, ricos em sódio, gordura saturada e açúcar, aparecem cada vez com mais frequência no cardápio de nossas crianças. Alimentos industrializados e a famosa comida rápida (fast food) ganham cada vez mais adeptos mirins, mas este tipo de alimento, associado ao sedentarismo, favorece o aparecimento de diversos problemas de saúde e o aumento da obesidade infantil.

Veja quem são os vilões mais presentes na dieta dos pequenos:


Refrigerantes:
Não possuem quase nenhum valor nutricional. São ricos em sódio, açúcar e compostos ácidos que favorecem o aparecimento de doenças e o enfraquecimento dos ossos.
Substituir por sucos naturais sem açúcar ou água.




Salgadinhos:
Ricos em sódio, gordura, corantes e conservantes. Seu consumo pode alterar o perfil lipídico das crianças (colesterol e triglicerídeos) e ocasionar doenças do coração.
Podem ser substituídos por porções de frutas e verduras frescas.

Bolachas recheadas:
Além de altas doses de açúcar elas são ricas em gordura saturada, responsável pelo aumento da gordura visceral que se deposita no abdômen das crianças, levando à obesidade e ao aparecimento de doenças como Diabetes tipo II.
Devem ser substituídas por pães e biscoitos integrais.

Fast Food (pizzas, hambúrgueres, batata frita):
Ricos em sódio, gordura saturada e carboidratos refinados, apresentam valor calórico muito alto e pouquíssimo nutrientes. Esse tipo de alimentação pode alterar o metabolismo das crianças e o aparecimento de doenças crônicas no futuro, além de causar depressão e doenças do coração.
Substituir por saladas, arroz e feijão.

Podemos lidar com as vontades das crianças sem prejudicar a saúde delas. Deixe para ofertar esses alimentos o mais tarde possível e faça trocas saudáveis. Vale ressaltar que as crianças observam os exemplos, portanto os pais devem disponibilizar alimentos saudáveis para o consumo, estimular atividades físicas e proporcionar momentos de lazer, que não envolvam comida e sim muita movimentação.

Sandra Cristina Biava
Nutricionista pela Unisinos e Especialista em Educação em Saúde pelo Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital Sírio Libanês de SP.Vive em Gramado.

• Publicado na Revista Usina da Cultura - número 17 - Setembro de 2014

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