Liberdade - por Filipe Farinha

Liberdade - por Filipe Farinha

Fiquei em débito com uma amiga em escrever sobre a “liberdade”. Tenho refletido muito sobre. Vejo que muito já se falou, e como todo assunto, abrange muito na sua relatividade, exerço, então, a dificílima tarefa de destacar um ponto para começar. Muitos são incapazes de dissociar o conceito do seu opoente: “prisão”. Por ai, a divagação vai longe… mas, o que me é, mais latente relacionar, é com o “escolher”. A maior liberdade que temos, é a de escolha. A cada momento, a cada situação que nos surge, estamos frente a necessidade de decidir o rumo.

Somos inaptos a definir as coisas que acontecem, mas temos que selecionar o que vamos fazer com esses acontecimentos e como vamos deixar, ou não, influenciarem em nossas vidas. Uma peculiaridade paradoxal: Normalmente nossos desígnios estão presos a várias questões norteadoras, às vezes imperceptíveis, como: as necessidades momentâneas, o prazo intrínseco nessas necessidades, as pessoas envolvidas direta ou indiretamente, e tantos outros assuntos, limitando a aplicação real da liberdade que temos em escolher, nos esquecendo de que estaremos definitivamente presos às consequências desta opção. Sim, tamanho pode ser o nosso desleixo com a responsabilidade consequencial ao deixar de lado a habilidade de refletir sobre os possíveis efeitos, transformando nossa dádiva libertária, em um caminho sem muitas saídas, quando reagimos prontamente. Mas a alternativa ainda está nas nossas mãos. Sei bem como isso pode ser extremamente complicado para muitos, mas creio que é apenas uma questão de exercitar.



Uma coisa com um altíssimo grau de dificuldade, depois que você faz várias vezes já aparenta menos difícil, falo por experiência. Nesse momento voltamos ao verbo “escolher”, pois a grande questão no caso é: desistir ou continuar? Como saber? Se existir uma meta, só há uma maneira de alcançar, mas na ausência de um propósito claro, então é indiferente, quem tem o destino indeterminado, dispensa locomoção. Percebemos aqui que o “querer” é a principal motivação do “escolher”, então posso afirmar que o ponto onde somos livres, é em eleger o que queremos.

Para alcançar nossa aspiração, temos que nos deter em um objetivo. Isso se quisermos ter o que escolhemos, do contrário seria apenas desejo, podemos desejar a vontade, mas isso torna insaciável a mais profunda de nossas ânsias. Apenas desejando, ficamos presos em nós mesmos, sem realizar, estagnados no tédio de apenas existir sem reagir. Consigo identificar algumas pessoas assim… Bom cada um com suas escolhas! Isso é o que define a liberdade, o maior afetado é o próprio indivíduo, se o que for escolhido é desagradável, ainda existe a possibilidade da mudança.

Sim, diferente do que a TV diz, essa hipótese está ao nosso alcance, o tempo todo. Nem sempre parece agradável, mas está lá. Creio que quando identificarmos uma oportunidade de escolha, ponderarmos as consequências, antes de emitir um veredito, abriremos um leque de novas possibilidades em alcançar nossas demandas, sejam elas quais forem. Enquanto houver maneiras, há esperança e isso nos matem vivos. Então desfrute da liberdade. Faça suas escolhas! 

Para mais reflexões como esta, acesse a página  https://www.facebook.com/escroltura/?fref=ts

Filipe Farinha

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