Alienação Parental - Uma patologia psicológica, social e jurídica - por Diovana Hoffmann

Alienação Parental - Uma patologia psicológica, social e jurídica - por Diovana Hoffmann

Atualmente, tem sido comum encontrarmos pessoas ingressando com ações contra os pais, pedindo valor monetário para compensar a ausência de afeto. E quando essa ausência é provocada pelo genitor que afasta o outro do convívio com o filho, por raiva de um casamento que acabou?

Desde a década de 80, tem se estudado e posto a termo a conduta dos pais que denigrem o cônjuge para os filhos, chamamos de Síndrome da Alienação Parental.

A Alienação Parental é o termo utilizado na situação em que pai ou mãe utilizam artifícios, às vezes fantasiosos, para romper os laços afetivos do filho com o outro genitor. Esse comportamento gera, na criança ou adolescente, fortes sentimentos, como ansiedade e temor. Geralmente, com a ruptura do laço matrimonial, um dos genitores, com grande espírito de vingança, utiliza de métodos para denegrir, desmoralizar e tirar o crédito e méritos do ex-cônjuge, perante os filhos.



O pai ou a mãe que alienante toma decisões de forma unilateral, excluindo o outro genitor de fatos importantes da vida da criança. Com o passar do tempo, a criança ou adolescente passa a sentir raiva e ódio do genitor alienado, negando-lhe atenção, comunicação e visitas.

O Genitor Alienante:

• Critica a vida profissional e financeira do ex-cônjuge
• Chantageia o filho a optar pelo pai ou pela mãe
• Desabona toda a conduta do genitor alienado, dando a entender que só ele gosta do filho
• Transmite seu total desagrado diante a vontade do filho em estar com o genitor alienado
• Fala mal dos presentes e roupas comprados ao filho pelo genitor alienado

Como parar a Alienação Parental?

Os pais, mesmo ainda casados, devem evitar brigas e discussões na frente dos filhos. Em qualquer das hipóteses, não devem denegrir, falar mal, desqualificar o cônjuge, o ex-cônjuge e seus familiares.

A convivência harmoniosa fará a criança feliz, confiante e saudável. Uma conduta que não desmerece o outro, mostra maturidade e respeito. Perante a este comportamento, a criança aprende a respeitar e a amar. O filho que receber amor de ambos os pais, criará laços de amizade e cumplicidade com pai e mãe, além de se tornar um adulto consciente de que, acima de tudo, deve haver respeito nas relações e que a maledicência e humilhação não levam a nada, somente ao sofrimento.

Enquanto, não há uma melhora no pensamento das pessoas, utilizamos da Lei 12.318, de 26 de agosto de 2010, que protege os direitos fundamentais da criança e adolescente. O prejuízo não é somente em valores. Há uma perda de tempo, de carinho e de esperança.

Art. 3º, da Lei 12.318/2010 - A prática de ato de alienação parental fere direito fundamental da criança ou do adolescente de convivência familiar saudável, prejudica a realização de afeto nas relações com genitor e com o grupo familiar, constitui abuso moral contra a criança ou o adolescente e descumprimento dos deveres inerentes à autoridade parental ou decorrentes de tutela ou guarda. 

Diovana Hoffmann

 

 Publicado na Revista Usina da Cultura - número 17 - Setembro de 2014

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