A superstição dos Irlandeses - por Ariane Rocha Goulart

A superstição dos Irlandeses - por Ariane Rocha Goulart

Ser um irlandês já é sinônimo de sorte, começando pela famosa expressão “Luck of the Irish” (sorte irlandesa).  É o país que mais leva crenças e superstições a sério, principalmente entre pessoas de mais idade e nas áreas rurais.

Se alguém entrar e sair da sua casa pela mesma porta, ele vai levar a sua sorte. Ao cortar os galhos de uma árvore, você será amaldiçoado pelas fadas e duendes que vivem nela. Ao matar aranhas em sua casa ou retirar as teias, você estará jogando fora sua sorte. O gato preto, o trevo de quatro folhas e a ferradura de cavalo, também são crenças que vieram da Ilha. 

O espiritismo e os contos mitológicos com fadas e duendes tem forte presença na Irlanda. Aí vem o famoso Leprechaum, o duende no final do arco-íris. “Ele traz sorte, mas irá matá-lo se você tentar chegar até seu pote de ouro.” 



As fadas são um dos mais fortes personagens irlandeses, e não só para o bem. Muitos dizem que gostavam de roubar bebês meninos, o que fez com que diversos pais vestissem seus filhos como meninas até completarem três anos. “As fadas irlandesas podem ter a forma que desejar, inclusive a humana. São normalmente bonitas, poderosas e difíceis de resistir.” 

Ainda assim, não perdem sua imagem de criaturas belas e encantadoras. Os pequenos irlandeses tem o hábito de ter um cantinho no quarto, com mini objetos para que as fadas possam utilizar. Também é trabalho das fadas buscar a chupeta. No Marley Park, em Dublin, existe a “Fairy Tree” (Árvore das Fadas), onde, supostamente, moram as fadas encarregadas de receber as chupetas. Foi esculpida uma típica imagem de contos de fadas, com direito a pequenas portas, janelas e até um castelinho no topo da árvore. Dezenas de crianças vão até o local para deixar suas chupetas, mamadeiras, cartas e presentes para as fadas. Na volta para casa encontram um presente deixado pelas “fadas” como agradecimento.  

Essas mitologias se mantêm vivas, passando de geração em geração. A cada pub, em cada esquina, ouvimos histórias de um povo com uma quantidade enorme de mitos de um lugar onde acredita-se em magia.

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