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A superstição dos Irlandeses - por Ariane Rocha Goulart

Ser um irlandês já é sinônimo de sorte, começando pela famosa expressão “Luck of the Irish” (sorte irlandesa).  É o país que mais leva crenças e superstições a sério, principalmente entre pessoas de mais idade e nas áreas rurais.

Se alguém entrar e sair da sua casa pela mesma porta, ele vai levar a sua sorte. Ao cortar os galhos de uma árvore, você será amaldiçoado pelas fadas e duendes que vivem nela. Ao matar aranhas em sua casa ou retirar as teias, você estará jogando fora sua sorte. O gato preto, o trevo de quatro folhas e a ferradura de cavalo, também são crenças que vieram da Ilha. 

O espiritismo e os contos mitológicos com fadas e duendes tem forte presença na Irlanda. Aí vem o famoso Leprechaum, o duende no final do arco-íris. “Ele traz sorte, mas irá matá-lo se você tentar chegar até seu pote de ouro.” 



As fadas são um dos mais fortes personagens irlandeses, e não só para o bem. Muitos dizem que gostavam de roubar bebês meninos, o que fez com que diversos pais vestissem seus filhos como meninas até completarem três anos. “As fadas irlandesas podem ter a forma que desejar, inclusive a humana. São normalmente bonitas, poderosas e difíceis de resistir.” 

Ainda assim, não perdem sua imagem de criaturas belas e encantadoras. Os pequenos irlandeses tem o hábito de ter um cantinho no quarto, com mini objetos para que as fadas possam utilizar. Também é trabalho das fadas buscar a chupeta. No Marley Park, em Dublin, existe a “Fairy Tree” (Árvore das Fadas), onde, supostamente, moram as fadas encarregadas de receber as chupetas. Foi esculpida uma típica imagem de contos de fadas, com direito a pequenas portas, janelas e até um castelinho no topo da árvore. Dezenas de crianças vão até o local para deixar suas chupetas, mamadeiras, cartas e presentes para as fadas. Na volta para casa encontram um presente deixado pelas “fadas” como agradecimento.  

Essas mitologias se mantêm vivas, passando de geração em geração. A cada pub, em cada esquina, ouvimos histórias de um povo com uma quantidade enorme de mitos de um lugar onde acredita-se em magia.

Caminantes - Por los caminos de Santiago de Compostela - por Patrícia Vieira Reis

Desde guria sempre amei viajar.

Botar o pé na estrada, desbravar novos lugares e conviver com as diferenças sempre me fascinaram. Santiago de Compostela foi uma dessas experiências.
Nunca tinha feito planos para realizar “El Camino”, mas a oportunidade surgiu e eu comecei a me preparar.
Procurei saber mais sobre Santiago e seus peregrinos. Trata-se basicamente de uma jornada espiritual a procura de auto conhecimento. São vários os motivos que levam as pessoas para lá. Não tenho dúvida.

Já eu, não tinha nenhuma intenção espiritual ou esotérica. O que me estimulava era a sensação de encontrar um mundo novo e desconhecido. Minha motivação era a aventura, simplesmente. Mochila pronta, pé na estrada! Comecei a peregrinação em Ponferrada (Espanha). Cada dia uma cidade diferente. Fazia uma média de 18 km diários e quando sentia o corpo esgotado, tudo o que eu queria e a simpatia dos moradores fazia daquele trajeto uma alegria para os olhos e aconchego para a alma.





Ia encontrando cada vez mais peregrinos. Eram muitos, vindos de todos os lugares. Eu percebia a mescla de idiomas no ar.
Me chamou atenção um senhor que caminhava só. Um peregrino solitário. Cabeça baixa com seus pensamentos. É... O trajeto é o mesmo, mas cada um traz consigo suas dores, alegrias e procura por suas respostas.
Lembrei de uma plaquinha que volta e meia aparecia na estrada: “ No existe el camino, el camino se hace al caminar.”
E segui, dia após dia, driblando o cansaço, pernas doídas e bolhas nos pés, mas tomada por uma energia incrível.
Foram vinte dias caminhando no sol, chuva, frio e calor, até q cheguei em Santiago de Compostela, envolvida por uma emoção indescritível. Eu consegui!!!

Todo esforço tem sua recompensa. Desistir é bobagem. Seguir em frente e superar as diculdades é superar a si mesmo. Esse é o barato da vida!! Fiquei por lá mais dois dias, com meus pensamentos. Introspectiva...

Gracias, Santiago de Compostela.

 



 

 

 

 

 

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 • Publicado na Revista Usina da Cultura - número 32 - Janeiro de 2016

Austrália, meu bem querer! - por Fernanda Mumbach

Imagino o mundo sem poder viajar, aff, não seríamos tão felizes. Gracias Santos Dumont, guerreiro da aviação, que ligou as veias do mundão. Minha gratidão!

Um dia, ainda adolescente, sonhei ser comissária de voo. E, não bastando, idealizei sair fora do Brasil e conhecer uma outra cultura, língua e pessoas. Como seriam os costumes, vida, afazeres e belezas desse novo lugar? Comecei pelo sonho pioneiro e fui atrás de uma vida cheia de decolagens e pousos. Logo após, me deparo com um lugar desconhecido, totalmente by my self. Ufa, cheguei, legal! Aqui tudo é maravilho! E agora, o que eu faço se só sei dizer to be or not to be? (rsrs). E, se duvidar, falando errado.
Tirei um visto de estudante que me deu direito a ficar na Austrália por 4 meses e garantir minha passagem de volta. Prorroguei a volta e fiquei um ano. Fui eu, atrás de vida, saúde, praia, sonhos e realizações. A Austrália me foi sugerida e eu amei a experiência! Foi um ano de grandes encontros. Brasileiros fora do Brasil Praias e campos misturados, cangurus selvagens, coalas fofinhos!





Meu primeiro trabalho foi na pizzaria de um armênio, onde fazia um pouco de tudo. Delivery de pizzas, cozinhava, atendia o restaurante, limpeza e até pedidos ao telefone eu arrisquei! Simples, mas para uma iniciante brasileira, foi meu ápice! Bah, já me sinto nativa. E foi quando comecei a entender, a me comunicar e a me expressar em inglês. Delícia quando você consegue conquistar seu objetivo. É um momento de realização! E por aí vai, segue o rumo de vida Australiana, outros trabalhos, mais amigos, encontros, aprendizado e realizações.

Fica a minha dica sobre o sentido da vida: é correr riscos, viver intensamente e ir atrás de algo que tenha sentido e valor para você, seja a sua carreira profissional, encontrar amigos, viver um amor! O sentido da vida é viver com tesão!

Hoje, sou muito feliz em São Chico!

Fernanda Mumbach

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• Publicado na Revista Usina da Cultura - número 31 - Dezembro de 2015

São Jorge, Goiás - por Glauber Vieira Ferreira

  • São Jorge é um povoado do norte goiano, pertencente à Alto Paraíso de Goiás. Não chega a mil habitantes e é muito visitada por brasilienses, por ser a porta de entrada do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros. No interior do parque, guias são obrigatórios e podem ser feitas dois tipos de trilhas, as que priorizam os cânions e as que dão prioridade às cachoeiras.


Outros lugares interessantes próximos são as cachoeiras Almécegas, São Bento, Raizama, Morada do Sol, além da Serra da Baleia. Contudo, muitos visitam o povoado sem a intenção de entrar no parque. A própria vila é uma atração em si, com seus bistrôs charmosos, pousadas, lojas de artesanato e a Casa de Cultura Cavaleiro de Jorge. Além disso, há uma aura de misticismo pairando sobre o lugar, que se reflete em atividades como yoga e meditação. Nas suas proximidades, o mais famoso de seus pontos turísticos é o Vale da Lua, caracterizado por pedras cinzentas ao redor de um rio, possuindo esse nome por lembrar a superfície da Lua.




São Jorge tinha o nome de Baixa (por estar localizado em um local mais baixo que Alto Paraíso), e era formado por garimpeiros que viviam da subtração de cristais, mercado que oscilou muito a partir de 1951. A troca de nome para o do santo surgiu por sugestão de um morador, a fim de elevar a autoestima dos habitantes, pois São Jorge vive no alto, e eles viviam na baixa...
São Jorge também sedia o Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros, e em julho de 2015 acontece a 15a edição. Durante alguns dias, há apresentação de grupos de danças, como catira e congo, apresentações musicais e oficinas de cultura.
O povoado dista cerca de 230 km de Brasília. Para chegar, pega-se a BR 010 até Alto Paraíso de Goiás, de onde se acessa a entrada para a vila. De alto Paraíso a São Jorge são 36 km.

Glauber Vieira Ferreira


• Publicado na Revista Usina da Cultura - número 24 - Maio de 2015

O melhor da Patagônia Argentina - por Cristiane Serpa

Fotos: Cristiane Serpa e Gilmar Hinchinck

Gelo, natureza e aventura, é isso que encontramos na Patagônia! Foi onde eu e um grupo de mochileiros resolvemos passar
o gelado verão deste ano. É um dos últimos lugares da terra que ainda podemos ver a natureza em equilíbrio.
A primeira cidade patagônica foi El Calafate, contornada pelo Lago Argentino. Um lugar charmoso, que oferece um ótimo cordeiro patagônico, o prato típico da região. Seguimos para El Chalten, pela Rute 40 em busca da famosa Laguna Torre, uma trilha de 9km de ida, mais 9km de volta, que nos levou às águas cristalinas da laguna e ao Cerro Torre, que faz parte de um grupo de quatro monta- nhas, tendo o seu pico como o mais elevado. O extremo sul do planeta reserva o Glaciar Perito Moreno, localizado no Parque Nacional Los Glaciares na Província de Santa Cruz, de frente para o Lago Argentino, é uma geleira estável, que por anos conservou seu tamanho. Tivemos a oportunidade de presenciar a bele- za do gelo despencando, o som é estrondoso. Atravessamos o lago e do outro lado iniciamos o que para todos foi uma experiência inédita – a caminhada pelo gelo. A sensação foi incrível! Partindo para Ushuaia, a cidade mais austral do planeta, conhecida como “Fin Del Mundo”, chegamos ao Canal de Beagle, onde foi pos- sível conhecer a Ilha dos Pássaros, dos Lobos, o Farol do Fim do Mundo e a tão esperada pinguineira, com seus moradores curiosos
e encantadores. É lá, em Ushuaia, que o sol brilha até às 22 horas, e a noite não é noite. Marcada pelo frio, essa viagem com paisagens de montanhas, planícies, lagos e geleiras é inesquecível. Esse paraíso gelado é deslumbrante, vale à pena tirar o casaco do guarda -roupa e enfrentar essa aventura!







• Publicado na Revista Usina da Cultura - número 23 - Abril de 2015

 

Lago Ness - por Juliano Pinto Guimarães

Resolvemos dar a volta no Lago Ness, eu e meu amigo Ronaldo. O lago fica no norte da Escócia e se estende por 36 km, cruzando a região chamada “Highlands” (Terras Altas). Formado na última era glacial, esse lago de águas frias, turvas e profundas encerra uma beleza particular, junto com montanhas de picos nevados, bosques e pequenas vilas, compõe um cenário mágico e misterioso.

Começamos nossa viagem na cidade de Inverness, famosa pelos “Highland Games”, uma competição onde homens de porte avantajado carregam toras gigantes morro acima na maior friagem, sempre vestindo seus lindos kilts (saias tradicionais).

Iniciamos a volta ao lago, que seria nosso companheiro pelos próximos 100 km. Relaxamos numa praia de pedras fininhas, compartilhada conosco sem muito protesto pelos patos locais. De lá, entramos em um bosque lindo, esquilos vermelhos corriam e olhavam curiosos. Sem querer, pulamos uma cancela e avistamos um gramado enorme e então, um castelo. Não havia ninguém... sentamos nos banquinhos do jardim, cevei um mate e nos declaramos reis. Mas, logo veio a nós um segurança com três belos e enormes cachorros, que, ignorante da nova dinastia instalada ali, arruinou nossos planos de ocupação e usucapião.

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Seguimos viagem por velhos caminhos imperiais, ora na margem do Ness, onde Ronaldo (sob meu protesto) jogava fora sua água mineral e recarregava com água do lago, para em seguida purificá-la com pastilhas purificadoras! Ora em cima de um monte, avistando o lago pelos espaços entre as árvores dos bosques.

Os vilarejos que cercam o Ness têm seu charme rural e um povo muito simpático e solícito, que depois de algumas doses de whisky nos contavam histórias sobre o famoso “Monstro do lago Ness” e nos convidavam a acampar em suas terras (na maioria das vezes).

Era fim de verão e o tempo estava incrível, a brisa refrescava e o sol acalentava. Caminhar, caminhar, ahhhh, avante! Eu e Ronaldo seguíamos a marcha com vontade. Assuntos aleatórios, silêncio, rolos de feno à esquerda, campos e morros, tão constantes quanto nosso ritmo. Foram cinco dias muito legais, a magia dos bosques e sua flora e fauna, rios, castelos, fortes e pontes. Uma atmosfera que me transportava a outros povos e outros tempos.

 • Publicado na Revista Usina da Cultura - número 20 - Janeiro de 2015

Bariloche: Diversão e cultura abaixo de zero - por Gilmar Hinchinck stars

Nas minhas idas e vindas pela nossa formidável América do Sul, não poderia deixar de conhecer este lugar magnífico chamado San Carlos de Bariloche, ou simplesmente Bariloche.


Situada na província de Río Negro, na Patagônia Argentina, Bariloche é o lugar perfeito para quem quer conhecer pessoas, curtir excelentes casas noturnas e cassinos, degustar os melhores chocolates, vislumbrar paisagens de tirar o fôlego e, é claro, praticar uma infinidade de esportes radicais, sobretudo o esqui nos cerros nevados.

A cidade com cerca de 130 mil habitantes é provida de crenças e misticismo, o povo crê em duendes que supostamente habitam e protegem os bosques que contornam a cidade. Tal crença se torna notável ao circular pelas lojas e galerias do centro, as quais possuem muitas réplicas dos pequeninos. Outra crença do povo de Bariloche é no suposto monstro que habita o lago Nahuel Huapi que contorna toda a região.

O centro da cidade lembra muito a avenida Borges de Medeiros, em Gramado, é repleta de lojas e fábricas de chocolate, as quais utilizam essências de chocolate em suas portas para atrair os clientes através do aroma irresistível.

Nos Albergues estudantis é possível conhecer e fazer amizades com pessoas de todos os cantos do mundo. Fiz amizades com Colombianos, Australianos, Japoneses, Franceses e Italianos, com os quais mantenho contato até hoje.



Bariloche também possui atrativos para quem gosta de museus, entre eles é impossível deixar de citar o Museu Paleontológico de Bariloche, que se encontra às margens do Lago Nahuel Huapi. O mesmo possui fósseis de diversas espécies de animais que habitaram a região há milhões de anos, entre eles o de um Ictiossauro que teria habitado os mares patagônicos há 22 milhões de anos.

A majestosa beleza das montanhas nevadas e dos bosques, a infraestrutura impecável, a hospitalidade e cordialidade para com o turista e o majestoso Lago Nahuel Huapi, fazem de Bariloche um lugar inesquecível que faz da despedida o único momento ruim da viagem. Com certeza, quem já esteve por lá, assim como eu, carrega consigo um eterno gostinho de quero mais!!!

 

• Publicado na Revista Usina da Cultura - número 15 - Julho de 2014  

Um mistério chamado Monte Roraima - por Aline Pires

As barracas no acampamento do Rio Tek

O Monte Roraima fica na tríplice fronteira entre Brasil, Venezuela e Guiana, um lugarzinho mágico, responsável por inspirar Arthur Conan Doyle e me inspirar também. É incrível, exótico e muito desafiador. É uma espécie de elo perdido, uma amostra de como foi o começo na Terra. Parece que ali o tempo nunca vai passar. É um dos lugares mais antigos do planeta.

Haja pernas, fôlego e espírito para essa aventura que dura aproximadamente uma semana, na qual se caminha em trilhas escorregadias, travessia de rios, e até debaixo de uma cachoeira!!!

Anda-se sem parar, às vezes com frio e chuva, outras sob calor intenso. Dorme-se em sacos de dormir, e come-se somente o suficiente para dar energia. Além, claro, de carregar consigo o peso de uma mochila nas costas durante todo o sobe e desce.



A caminhada começa na aldeia indígena chamada Paraitepuy. No primeiro dia atingimos o Rio Tek. Na manhã seguinte subimos até a base da montanha, 1.800m de altitude.

No terceiro dia o esforço é dobrado. Subimos muito até alcançar o topo a 2700m e procurar uma caverna, os chamados “hotéis”, para acampar. A descida é bem mais complicada que a subida, o esforço que os joelhos fazem pra segurar o peso do corpo e da mochila é intenso e é onde as dores surgem.

Todo o esforço é recompensado por uma vista fascinante durante o trajeto e mais ainda quando atingimos o topo, onde encontramos formas de vida únicas, que nunca veríamos em outro lugar. O sapinho minúsculo, as jacuzzis naturais, a janela que dá a vista mais bonita do abismo. Estar acima das nuvens, literalmente... São coisas que pagam todo o esforço despendido no trekking.


Visão do topo do Monte Roraima

Quem decide conhecer o Monte experimentará um processo de autoconhecimento único. É importante conhecer bem as pessoas que farão companhia, pelas dificuldades enfrentadas, o pior e o melhor do ser humano são postos a prova o tempo todo. Eu fui privilegiada, viajei com duas amigas que sintonizam comigo como poucos e não escolheria parceria diferente para essa aventura. A mistura de isolamento da sociedade e contemplação da natureza, os pequenos prazeres de saciar necessidades como a sede e fome, a aproximação das pessoas e do como fazem com que sintamos sensações ímpares.


Jacuzzi naturais no topo do Monte Roraima





 • Publicado na Revista Usina da Cultura - número 14 - Junho de 2014

Cataratas do Iguaçú

Texto:Duas amigas.
Fotos: Martin St-Amant

As Cataratas são uma sucessão de 275 saltos em forma de ferradura que brotam do rio Iguaçu, na fronteira do Brasil com a Argentina.
Visitar este lugar permite contemplar um dos cenários naturais mais espetaculares do mundo. O visitante caminha por passarelas que o levam a poucos metros da maior de todas as quedas d’água, batizada de “Garganta do Diabo”. A vista das quedas, a partir do mirante brasileiro, é indescritível. As Cataratas fazem parte do Parque Nacional do Iguaçu, a maior reserva de floresta pluvial subtropical do mundo.


Acima, vista aérea das cataratas.





As dezenas de quatis, que brincam livremente entre os visitantes do parque, dão uma noção da riqueza da fauna e da flora daquele ecossistema. Na caminhada de 1,5 km pelas passarelas, construídas nas margens brasileira ou argentina, é também possível observar voos rasantes de andorinhões-do-penhasco. Eles adoram água e assim são chamados por fazerem seus ninhos nos penhascos do parque.

Outro ângulo imperdível é o das Cataratas vistas de um elevador panorâmico situado ao final do passeio.
No lado argentino, há trilhas de 2,3 km e ótima infraestrutura, que permite, inclusive, o acesso de cadeirantes.
http://www.itaipu.gov.br/

Na visita às cataratas, nos hospedamos no hotel do parque, no meio da floresta e em contato com os quatis que circulavam livremente por todos lados. Caminhamos pelas trilhas que levam até o elevador e nos encantamos com a paisagem deslumbrante das quedas, onde de repente ficamos submergidos num mundo de encanto e poesia. Visualizamos o arco íris, produzido pelos raios de sol nas quedas de água e o mais fantástico é que o mesmo era um círculo, ou seja, diferente da forma em que sempre o enxergamos. Fantástico!! Um espetáculo da natureza que nos envolveu e continuou permanente em nossas retinas.

• Publicado na Revista Usina da Cultura - número 06 - Outubro de 2013

Kamakura - por Laura Bossle stars

O Japão não é um país muito grande: são apenas 377.873 km² - apenas 4,4% do território brasileiro, que tem 8.515.767 km² ! Apesar de sua área total ser menor que o estado do Mato Grosso do Sul, a distância entre Okinawa (no extremo sul) e Hokaido (no norte) é maior do que a distância entre Porto Alegre e Salvador! Essa geografia dificulta um pouco as viagens, já que muitas partes interessantes do Japão requerem uma mínima disponibilidade de tempo e dinheiro para deslocamento e hospedagem. Mas há muitos lugares interessantes nas proximidades de Tóquio, que podem ser visitados em um “bate-volta”, como Kamakura! Visitar Kamakura é quase um passeio ao passado. Ainda bastante preservada da urbanização, a região é cercada por montanhas e vegetação, e impõe um ritmo bem mais tranquilo que o do dia-a-dia na capital.

A principal atração turística na região é o Daibutsu (大仏), ou o Grande Buda, no Templo Kotokuin. Adentrando os portões do templo, se pode contemplar a surpreendente estátua de 13.35 metros do Buda Amina, que fica a céu aberto e tem a natureza como plano de fundo.

É de tirar o fôlego, independentemente de crenças, especialmente quando se sabe um pouco da sua história e do que ela representa: construída em 1252, inicialmente a estátua encontrava-se dentro de um templo, que foi destruído diversas vezes por tempestades e, por fim, por um forte tsunami em 1498.



O Grande Buda de bronze resistiu intacto todas essas vezes, e desde o tsunami, permanece ao ar livre. Pertinho dali está o belo templo Hasedera, famoso pela sua estátua de Kannon, e deusa da piedade. O templo fica no topo de uma colina, e proporciona uma linda vista do oceano – além dos lindos jardins e do Hall com centenas de estátuas de Jizo, uma figura muito popular do budismo no Japão.

O passeio foi curto mas valeu a pena, e deixou um gostinho de quero mais! É sempre bom poder conhecer lugares novos em um país onde há tantas coisas encantadoras para ver!


Laura Bolze
gaúcha, reside atualmente em Tóquio e conta cada mês, aos leitores desta revista, curiosidades do dia-a-dia no outro lado do mundo.
Quer fazer alguma pergunta para a Laura? Envie um e-mail para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.
Você também pode ler mais sobre este assunto em seu blog: www.lanojapao.wordpress.com

• Publicado na Revista Usina da Cultura - número 08 - Dezembro de 2013.

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