Peru - Diversos cenários no mesmo país - por Karine Klein

Peru - Diversos cenários no mesmo país - por Karine Klein

Recentemente, viajei, com um grupo bem heterogêneo, para o Peru. Que país lindo! Que cultura riquíssima! Cada lugar que conheci, um mais interessante que o outro, me deixou encantada por suas particularidades. Dentro do mesmo país, vários cenários diferentes. Foi difícil, mas selecionei, de todos os locais, apenas um para contar um pouquinho como foi essa experiência. A escolha se deu por ser onde tive bastante contato com os habitantes e a cultura do povo. Começamos então nos Andes, na fronteira do Peru com a Bolívia. Confere aí!

Ilhas flutuam debaixo do céu azul   

As Islas Flotantes de los Uros são um conjunto Ilhas artificiais feitas de Totora (nome científico: Scirpus californicus), uma planta cujo talo pode medir de um a três metros de altura. Essas ilhas estão localizadas no Lago Titicaca, que é o lago navegável mais alto do mundo, com 3.821 metros acima do nível do mar e também, o segundo maior em extensão da América Latina, com 8.300 km quadrados, perdendo apenas para o Lago de Maracaibo, na Venezuela.

O Titicaca está localizado na fronteira entre Peru e Bolívia. Em Puno, no Peru, é possível pegar uma embarcação que leva até essas ilhas. Aos poucos a costa vai se afastando e cerca de 1h30min depois chegamos até uma das ilhas flutuantes e fomos recepcionados pelo presidente da comunidade. Cada ilha tem o seu próprio presidente, o “mandato” dura um ano e todos os moradores, inclusive as mulheres, têm a oportunidade de exercerem o cargo, se quiserem. A eleição é feita abertamente. Após sentarmos em círculo, o presidente explicou detalhadamente o modo de vida dos moradores dos Uros.







As mulheres confeccionam os coloridos tapetes e mantas bordados, as miniaturas dos barquinhos de Totora e muitos outros artesanatos que encantam quem visita as ilhas.



Os homens pescam e caçam, e claro, exploram o turismo, que nas últimas décadas tem crescido muito por lá. O contato com o povo dos Uros e sua cultura é uma experiência muito enriquecedora.




É o presidente também que dá uma demonstração de como são construídas as ilhas, desde como se unem com cordas as Totoras, até o motivo pelo qual elas não vão parar lá do outro lado, na Bolívia, durante a primeira tempestade: as âncoras, suportes feitos com hastes de madeira, fixados no fundo do lago, que garantem a flutuabilidade sem expor os nativos dos Uros a nenhum risco. 

Depois de todas as explicações e de provarmos o gosto da Totora: parecido com o gosto da cana de açúcar, só que sem açúcar (hehe!) somos convidados a navegar pelo Titicaca num barco feito da planta, remado pelo próprio presidente. Uma honra!

A sensação é incrível! O Caballito (como eles chamam os barcos feitos de Totora) vai rasgando o lago suavemente, enquanto o azul escuro do céu é refletido na água. E que azul! Um ótimo momento para relaxar e refletir.

No retorno, as cholas (mulheres de descendência Aimará, que usam as vestimentas tradicionais e muito coloridas) e algumas crianças nos recepcionam cantando uma cantiga em quechua e acompanhando nas palmas. 


Tem como não se sentir acolhido?

Karine Vasem Klein é estudante de jornalismo, apaixonada por fotografia, cinema e música. Sonha viver de contar histórias e agora descobriu que quer estar sempre na estrada.

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