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O Resto da Viagem de Ida - por Franco Vasconcellos stars

Retomando da história da semana passada: Entraram na casa da nossa anfitriã e fizeram uma bagunça fenomenal. Ficamos muito chateados, pois a desconhecida, que levantara de sua cama às 4h30 da madrugada, para nos acolher, havia sido vítima, justamente, no período que havia separado para nos atender. A viagem continuava a dar sinais de que não seria das melhores. Confesso que cheguei a pensar em desistir.
Família inteira na capital... esperamos chegar às 8h da manhã e fomos ao Barra. Ali tem um hipermercado, onde poderíamos nos entreter por algumas horas, para que o dia passasse mais rápido. Ela insistiu e nos levou.

Liquidação
No marcado, havia uma super liquidação de cama, mesa e banho. Óbvio que não podíamos deixar de aproveitar. Esquecemos que já tínhamos malas, mochilas e sacolas abarrotadas para a bagagem. Fomos comprando... muito volume. Quando o shopping abriu, mais compras. Até que, na hora combinada, a nossa condutora, que havia insistido para nos acompanhar até a rodoviária, apareceu. Finalmente era hora de, outra vez, embarcarmos. Calor, sede, crianças pequenas, xixi, cocô, enjoo, Dramin... Insistimos e prosseguimos viagem. Foi tranquila até o nosso destino.

Ho, ho, ho
Era semana de Natal e, no outro dia, mais descansados, fomos às compras. Que loucura! Conseguimos atender todas as “encomendas” e ainda pensar na ceia... lombinho recheado, peru, sobremesas... frutas secas e castanhas... Na véspera de Natal, reunimos a família, trocamos presentes, celebramos o nascimento do Cristo e nos recolhemos. Passamos uma semana reformado e requentando restos do jantar festivo. Tudo perfeito e como manda o figurino. Mas o pensamento na viagem de retorno para casa me causava arrepios.

E agora, a volta
Inexperientes em empreitadas desse tipo, como já te adiantei antes, havíamos nos esquecido de todo o volume de bagagem que levamos para o veraneio, compramos mais no shopping, compramos mais para o Natal, sem falar nos inúmeros presentes que ganhamos... até uma casinha de boneca integrava o conjunto. A bagagem não cabia em um automóvel comum. Tivemos que, no momento de ir para a rodoviária, ocupar um para as malas e outro para a família. Seguimos para Porto Alegre, e de lá, para Nonoai. Na rodoviária, apenas um táxi... o enchemos com toda aquela tralha e fomos a pé para casa.

LEIA A PRMEIRA PARTE: Daria um Filme (A ida) - por Franco Vasconcellos

Franco Vasconcellos e Souza, gaúcho de Erechim, escreve sobre o cotidiano e aceita sugestões dos leitores

Daria um filme (A ida) - por Franco Vasconcellos

Seguidamente, ao contar alguma das minhas histórias, ouço alguém dizer: “Bah... daria um filme!”. Muitas vezes, eu concordo. Essa que vou te contar é uma delas.
Começava o verão de 2010 e nós sonhávamos com alguns dias de descanso em uma praia. Fazíamos planos mas sabíamos que não seria fácil, sem carro e com duas crianças. Confesso que pensei em desistir.

Preparativos
Quebramos os porquinhos, juntamos nossas economias, nos enchemos de coragem e fui em busca das passagens. Não havia linha de ônibus que fosse de Nonoai (RS), onde morávamos, até Sombrio (SC), que seria nosso destino. A solução era irmos até Porto Alegre, e dá lá seguirmos para o litoral. Confesso que pensei em desistir.
Como era fim de ano e a procura por passagens era intensa, tivemos que nos submeter aos horários para os quais ainda havia passagens. Acabei comentando, no trabalho, que teríamos que ficar em Porto Alegre esperando o ônibus para a praia das 5h até às 14h... mas comprei as passagens até a capital e fiz as reservas para o litoral mesmo assim. Confesso que pensei em desistir.
Aí, passamos o dia nos organizando com bagagens, lanches, remédios, protetores solares e todos os apetrchos que uma viagem desse porte, com duas crianças exige. Tudo pronto. Confesso que pensei em desistir.
Carona para a rodoviária combinada, se aproximava a hora da dita viagem, desci com malas, mochilas, sacolas, crianças... chegamos intactos até a calçada. Subi para chavear a porta do apartamento. A chave partiu como manteiga morna, antes da primeira volta. Como poderíamos viajar e deixar o apartamento aberto? Confesso que pensei em desistir.
Mas fui em busca de um chaveiro – o único da cidadezinha -, às 22 horas e a pé. Ele terminou de jantar e, lentamente, se dirigiu até meu apartamento, resolvendo, em segundos, o problema.

Agora vai
Embarcamos, finalmente, meio desconfiados, no ônibus que nos levaria às nossas, tão sonhadas, férias de verão. Exausto que estava, nem percebi a filha que enjoava ou a que queria ir ao banheiro, ou aquela que tinha fome, ou sede. Apaguei. Quando dei por mim, o veículo já manobrava para entrarmos na rodoviária de Porto Alegre. Meio zonzo, tratei de organizar a descida.

A chegada
Ao descermos do ônibus, minha filha mais velha, se abraçou em mim, encabulada: “O que é aquilo, pai?” – apontando para fora. Pude avistar uma senhora, de roupão, empunhando uma cartolina onde lia-se, em vermelho: FAMÍLIA DO FRANCO. Também estranhei, mas me dirigi à desconhecida. “Quem é a senhora?!!!!!”, perguntei, cheio de exclamações.
“Minha filha é tua colega, lá em Nonoai... ela disse que tu iria chegar essa hora, com tua família, e que ficarias aqui até de tarde. Preparei café e cama para vocês. Depois, na hora de irem pra praia, trago vocês de volta”, disse a senhora.
Constrangidos, ante tanto desprendimento, embarcamos no Uno azul e rumamos para a Cidade Baixa.

A cereja do bolo
Entrando na casa, achamos tudo muito estranho, uma verdadeira bagunça. Mas, seguimos em frente. Chegando na cozinha, para o café que ela preparara com tanto carinho, nos deparamos com uma cena de guerra. Realmente parecia que um terremoto tinha acontecido ali. Nisso, nossa anfitriã nos vem, aos gritos: “assaltaram minha casa!”. Bandidos se aproveitaram desses minutos em que ela estava fora, por nós, para invadir a residência e fazer aquela bagunça.

Muita coisa ainda rolou nessa viagem... conto na próxima.

LEIA A CONTINUAÇÃO: O Resto da Viagem de Ida - por Franco Vasconcellos

Franco Vasconcellos e Souza, gaúcho de Erechim, escreve sobre o cotidiano e aceita sugestões dos leitores

Primavera em Paraty - por Andrea Dórea

A carruagem cruzou a esquina lentamente. A voz do condutor bradava informações sobre a cidade para os passageiros que olhavam curiosos o casario do período colonial, enquanto tentavam se manter equilibrados em meio ao sacolejar da carruagem, pelas ruas de Paraty.

Há mais de vinte anos gosto de  me perder pelas ruas estreitas de pedra desta cidade do litoral sul do Rio de Janeiro,  com seus casarões cujas janelas e portas ficam tão próximas da rua, que eventualmente uma esticadinha de pescoço permite adentrar a intimidade de um morador distraído.

Paraty tem um encanto inexplicável, que só quem a conhece pessoalmente pode entender. Logo ao entrar na cidade começa uma viagem no tempo, os olhos se deliciam com a fotogenia do Centro Histórico e os sentidos se aguçam com a efervescência cultural oferecida durante todo o ano, em um calendário diversificado e muito atraente.

Bom mesmo é chegar à cidade pelo mar e avistar a famosa faixa de terra com a Igreja Santa Rita de Cássia, o casario e o cais se aproximando lentamente, enquanto a brisa acaricia a pele.

Os dias de sol convidam a passear de barco pelas ilhas e praias da região, mergulhar nas águas cristalinas de um azul turquesa escandaloso, ou renovar as energias em um banho de cachoeira.

Durante as noites movimentadas, onde quase tudo acontece ali pelas redondezas do Centro Histórico, é possível escolher um dos muitos bares, restaurantes, quiosques e carrocinhas para satisfazer os apetites, desde o mais exigente até o imediatista adepto do fast food. Para quem gosta de programas inusitados fora do Centro Histórico, é só ficar de olho na divulgação que acontece pelas ruas, com dicas interessantes como por exemplo, um churrasco com samba no quintal de uma pitoresca casa na praia da Jabaquara, aberto ao público.

Depois de apreciar uma dose de Gabriela (cachaça local com cravo, canela e acúcar), a dica é sair sem destino pelas ruas da cidade; caminhando devagar porque as pedras fazem cambalear; e fazer uma Via Sacra pelas janelas do Centro Histórico, isso mesmo, as janelas. Algumas delas são bares com ótimos artistas, o que permite apreciar diversos tipos de música de pertinho antes de escolher onde parar.

Para uma esticadinha no final da noite ali por perto do Centro Histórico, é só ficar de olho nos quiosques da praia do Pontal, normalmente tem música ao vivo combinada com o barulho do mar. Com sorte, vai ser noite de lua cheia e haverá um convite para alguma festa incrível com muita música boa.

Eu estava perdida nestes pensamentos, fotografando discretamente, quando ouvi uma voz chamar meu nome em tom de surpresa. Era uma amiga que eu não via há tempos. Paraty tem disso: nos faz reencontrar pessoas de outros lugares. Também sempre faço novos amigos por aqui e posso assegurar, vem muita gente interessante, de várias partes do mundo. O que me trouxe desta vez foi o Festival Internacional de Fotografia Paraty em Foco; que aconteceu em setembro, pouco antes do início da primavera; a cidade foi invadida em todos os recantos possíveis por exposições fotográficas,  atividades e até um Jardim de Fotos, com trabalhos feitos por mulheres.

O final de semana acabou e não fui embora, me chamaram para o Samba da Benção, que acontece toda segunda-feira à noite no Centro Histórico. A alegria do samba, o sorriso contagiante dos músicos, o ar divertido do público e o samba no pé dos dançarinos literalmente abençoaram minha semana.

Decidi ficar por aqui e no final de semana de 06 a 08 de outubro, aconteceu o MIMO Festival. Foi erguido um grande palco na Praça da Matriz para as apresentações da banda As Bahias e a Cozinha Mineira; Liniker e os Caramelows; Baby do Brasil; a africana Oumou Sangaré e a portuguesa Teresa Salgueiro; enquanto aconteciam diálogos, workshops e apresentações com músicos de várias nacionalidades nos diversos espaços culturais e na Igreja Matriz de Nossa Senhora dos Remédios de Paraty. O ponto culminante da festa foi a apresentação de Baby do Brasil, na noite de sábado, mas os shows que aconteceram na noite de sexta-feira, com a banda As Bahias e a Cozinha Mineira e Liniker e os Caramelows roubaram a cena, sacudiram a Praça da Matriz, e levaram o público ao delírio.

A noite começou com As Bahias e a Cozinha Mineira, banda criada por duas cantoras trans, Raquel Virgínia e Assucena Assucena, e Rafael Acerbi, instrumentista e arranjador. O grupo se conheceu no curso de História da Universidade de São Paulo alguns anos atrás. Elas  tem influência de grandes cantoras como Gal Costa e Amy Winehouse; já Rafael, como bom mineiro, trouxe para a banda as influências do Clube da Esquina. No palco, o entrosamento da banda, as letras inteligentes, a mistura eclética de boa música brasileira e algumas pegadas de rock, tudo muito bem representado pela performance das vocalistas, prenderam a atenção do princípio ao fim; especialmente porque o grupo apresentava o show de lançamento de seu álbum Bixa.

Liniker fechou a noite de sexta, subiu ao palco e deu seu recado com vigor,  sensibilidade e uma voz forte e intensa, tão intensa quanto as letras de sua autoria. Algo realmente mágico aconteceu naquela noite, assim que Liniker deixou o palco, com o público ainda atordoado pela fúria de sua música, uma forte ventania soprou sobre a cidade, como se a natureza quisesse endossar a força da cantora, que sacudiu a noite como um furacão.

Enquanto os bons ventos da primavera vem soprando por aqui, eu vou ficando. Paraty me abraçou com a cultura, a natureza exuberante, o povo simpático, a brisa do mar, e a Gabriela, é claro.
 
INFORMAÇÕES
Prefeitura Municipal de Paraty
http://pmparaty.rj.gov.br/page/index.aspx

Festival Internacional de Fotografia Paraty em Foco
https://www.pefparatyemfoco.com.br/

MIMO Festival Paraty
https://mimofestival.com/brasil/paraty/
https://mimofestival.com/brasil/revista-de-programacao/

Samba da Benção
https://www.facebook.com/Sambadabencaoparaty/

 

O Canal de Beagle - por Gilmar Hinchinck

Navegando nas turbulentas águas do fim do mundo...

Todos Sabemos que nesse mundão temos uma grande variedade de lugares paradisíacos. Com certeza, uma das paisagens mais singulares do planeta se encontra no Canal de Beagle, no extremo sul da América do Sul e a cerca de 900 km da Antártida.

O Canal de Beagle é um estreito que separa as geladas ilhas do arquipélago da Terra do Fogo, na região habitada mais Austral, ou seja, mais ao sul do nosso planeta, entre a Argentina e o Chile. Às margens do canal temos duas famosas zonas habitadas: Puerto Williams no Chile e Ushiaia no lado argentino, a qual tive o privilégio de conhecer.

Partindo do porto de Ushuaia é possível se aventurar pelas águas agitadas do estreito, que combinadas com os ventos congelantes vindo da Antártida formam um clima típico de fim do mundo, o que torna a aventura ainda mais interessante. A adrenalina é garantida nesse tour que dura em média 5 horas e proporciona ao visitante uma experiência enriquecedora e inesquecível.

Durante o percurso pode-se apreciar o famoso “Farol do Fim do mundo”, a Ilha dos pássaros, a ilha dos lobos marinhos e por fim atracar na Ilha Martillo, onde o espetáculo fica por conta dos simpáticos pinguins das mais diversas espécies que migram da Antártida no verão para se reproduzir nas terras do Fim do Mundo. Vale lembrar que por mais irresistíveis que esses carismáticos animais sejam, é exigido pelos órgãos de proteção ambiental da região que seja mantida uma distância de no mínimo 200 m entre o turista e o pinguim.

O nome do canal vem do navio britânico HMS Beagle, que integrou duas missões hidrográficas nas costas da América do Sul no início do século XIX. Tendo como destaque a segunda missão, chamada de Viagem de Beagle, sob o comando do capitão Fitz Roy que levava à bordo ninguém mais, ninguém menos, que Charles Darwin.

Sem sombra de dúvidas, este é um lugar que eu recomendaria à qualquer pessoa que esteja a fim de conhecer lugares diferentes de tudo aquilo que já vimos.

• Publicado na Revista Usina da Cultura - número 28 - Setembro de 2015

O melhor da Patagônia Argentina - por Cristiane Serpa

Fotos: Cristiane Serpa e Gilmar Hinchinck

Gelo, natureza e aventura, é isso que encontramos na Patagônia! Foi onde eu e um grupo de mochileiros resolvemos passar
o gelado verão deste ano. É um dos últimos lugares da terra que ainda podemos ver a natureza em equilíbrio.
A primeira cidade patagônica foi El Calafate, contornada pelo Lago Argentino. Um lugar charmoso, que oferece um ótimo cordeiro patagônico, o prato típico da região. Seguimos para El Chalten, pela Rute 40 em busca da famosa Laguna Torre, uma trilha de 9km de ida, mais 9km de volta, que nos levou às águas cristalinas da laguna e ao Cerro Torre, que faz parte de um grupo de quatro monta- nhas, tendo o seu pico como o mais elevado. O extremo sul do planeta reserva o Glaciar Perito Moreno, localizado no Parque Nacional Los Glaciares na Província de Santa Cruz, de frente para o Lago Argentino, é uma geleira estável, que por anos conservou seu tamanho. Tivemos a oportunidade de presenciar a bele- za do gelo despencando, o som é estrondoso. Atravessamos o lago e do outro lado iniciamos o que para todos foi uma experiência inédita – a caminhada pelo gelo. A sensação foi incrível! Partindo para Ushuaia, a cidade mais austral do planeta, conhecida como “Fin Del Mundo”, chegamos ao Canal de Beagle, onde foi pos- sível conhecer a Ilha dos Pássaros, dos Lobos, o Farol do Fim do Mundo e a tão esperada pinguineira, com seus moradores curiosos
e encantadores. É lá, em Ushuaia, que o sol brilha até às 22 horas, e a noite não é noite. Marcada pelo frio, essa viagem com paisagens de montanhas, planícies, lagos e geleiras é inesquecível. Esse paraíso gelado é deslumbrante, vale à pena tirar o casaco do guarda -roupa e enfrentar essa aventura!





• Publicado na Revista Usina da Cultura - número 23 - Abril de 2015

 

Passeando por Montevideo - Mercado Del Puerto - por Michele Duarte e Douglas Reis

Mercado Del Puerto, local onde se encontra boa parte das comidas famosinhas do Uruguai. Não é um “mercado” comum, como somos acostumados a encontrar no Brasil, lá tem lojinhas de artesanatos, roupas e restaurantes. É um centro gastronômico importante da cidade e as especialidades são a Parrillada - prato elaborado com carnes variadas feitas na parrilla (a churrasqueira uruguaia, que assa carnes à base de lenha) e o Medio y Medio, um tipo de espumante com vinho branco, bebida típica uruguaia. A arquitetura é linda, o atendimento e o astral são muito bons!

Logo, quando entramos no Mercado, fomos atrás de comidas “diferentes”, mas acabamos comendo o famoso empanado, recheado com frango, super delicioso e semelhante ao pastel do Brasil! Encontramos alguns brasileiros, que interagiram por ver nossas “tentativas” de conversar com outras pessoas. Inclusive, ganhamos alguns amigos durante a viagem, que assim como a gente, também tinham aquela curiosidade, de conhecer uma cultura diferente.

Fora do mercado há uma feirinha de artesanato onde se podem adquirir coisas lindas, feitas pelos artesãos locais (o que mais nos ganhou durante a viagem). Ficamos pouco tempo pelo local, mas o tempo suficiente para conhecermos um pouco do jeito e maneira das pessoas de lá!

Nossa professora, Marcela, foi quem nos auxiliava em qualquer movimento. Íamos nos “virando” até o momento que dava, mas quando chegava num ponto, que não entendíamos algo, ela e seu espanhol fluente, nos salvava! Montevideo é uma cidade tranquila e rica, não só em cultura, mas em beleza também! Foi um sonho realizado conhecer uma cultura que não difere muito da nossa, mas que é completamente incrível. Esperamos logo pela próxima visita e, pra todos que gostariam de visitar... a gente recomenda! Pois os temperos de suas comidas, suas paisagens e seus jeitos uruguaios são maravilhosos e deixam saudades!

 Michele Braz Duarte e Douglas De Lima dos Reis

 

 • Publicado na Revista Usina da Cultura - número 21 - Fevereiro de 2015

Lago Ness - por Juliano Pinto Guimarães

Resolvemos dar a volta no Lago Ness, eu e meu amigo Ronaldo. O lago fica no norte da Escócia e se estende por 36 km, cruzando a região chamada “Highlands” (Terras Altas). Formado na última era glacial, esse lago de águas frias, turvas e profundas encerra uma beleza particular, junto com montanhas de picos nevados, bosques e pequenas vilas, compõe um cenário mágico e misterioso.

Começamos nossa viagem na cidade de Inverness, famosa pelos “Highland Games”, uma competição onde homens de porte avantajado carregam toras gigantes morro acima na maior friagem, sempre vestindo seus lindos kilts (saias tradicionais).

Iniciamos a volta ao lago, que seria nosso companheiro pelos próximos 100 km. Relaxamos numa praia de pedras fininhas, compartilhada conosco sem muito protesto pelos patos locais. De lá, entramos em um bosque lindo, esquilos vermelhos corriam e olhavam curiosos. Sem querer, pulamos uma cancela e avistamos um gramado enorme e então, um castelo. Não havia ninguém... sentamos nos banquinhos do jardim, cevei um mate e nos declaramos reis. Mas, logo veio a nós um segurança com três belos e enormes cachorros, que, ignorante da nova dinastia instalada ali, arruinou nossos planos de ocupação e usucapião.

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Seguimos viagem por velhos caminhos imperiais, ora na margem do Ness, onde Ronaldo (sob meu protesto) jogava fora sua água mineral e recarregava com água do lago, para em seguida purificá-la com pastilhas purificadoras! Ora em cima de um monte, avistando o lago pelos espaços entre as árvores dos bosques.

Os vilarejos que cercam o Ness têm seu charme rural e um povo muito simpático e solícito, que depois de algumas doses de whisky nos contavam histórias sobre o famoso “Monstro do lago Ness” e nos convidavam a acampar em suas terras (na maioria das vezes).

Era fim de verão e o tempo estava incrível, a brisa refrescava e o sol acalentava. Caminhar, caminhar, ahhhh, avante! Eu e Ronaldo seguíamos a marcha com vontade. Assuntos aleatórios, silêncio, rolos de feno à esquerda, campos e morros, tão constantes quanto nosso ritmo. Foram cinco dias muito legais, a magia dos bosques e sua flora e fauna, rios, castelos, fortes e pontes. Uma atmosfera que me transportava a outros povos e outros tempos.

 • Publicado na Revista Usina da Cultura - número 20 - Janeiro de 2015

Punta del Este: A “Las Vegas” da América do Sul! - por Gilmar Hinchinck

Conhecer Punta del Este é mais fácil do que imaginamos. Pode-se visitá-la tranquilamente de carro, levando cerca de 12 horas de viagem partindo de Porto Alegre, além disso, é possível visitá-la por vias aéreas e marítimas. Localizada a 134 km da capital uruguaia, Montevideo, no departamento de Maldonado, Punta del Este impressiona o visitante pela grandiosidade e o luxo das mansões e edifícios que dão forma à cidade. Não é à toa que é um dos dez balneários de luxo mais famosos do mundo! Durante os City Tours, você se impressiona ainda mais com a ostentação exposta nas residências e nos bairros planejados, como o Beverly Hills, totalmente voltado aos os turistas milionários, contendo mansões de celebridades como David Beckham, Richard Gere, Rubens Barrichello, Enrique Iglesias e vários outros. Para viajar a Punta del Este você deve estar disposto a gastar dinheiro, o poder aquisitivo local é bem alto e consequentemente os preços com alimentação e passeios também se tornam “salgados”.

Caminhar pelas praias banhadas pelo Oceano Atlântico e Rio da Prata é algo que não se pode deixar de fazer, além de visitar o porto de Punta del Este, ver simpáticos leões marinhos, visitar o famoso Conrad Casino e Hotel e fazer as tradicionais fotos no monumento Los Dedos (obra do artista chileno Mario Irrazábal). A noite de Punta del Este também é muito famosa, devido a suas excelentes casas noturnas.

Por fim, não se pode ir a Punta e deixar de conhecer a mágica obra de Carlos Páez Vilaró, a Casapueblo, totalmente inspirada nas casas da costa mediterrânica de Santorini. A Casapueblo tem, em seu interior, um museu e uma galeria de arte, além de um apart-hotel chamado Hotel Casapueblo ou Club Hotel Casapueblo e um restaurante chamado Las Terrazas (Os Terraços), que segue o estilo da construção original e oferece um saboroso cardápio internacional. Para encerrar a viagem, não se pode deixar de presenciar o tradicional Pôr do Sol da Casapueblo, ou La Puesta del Sol, como diz o povo uruguaio.

 

 

• Publicado na Revista Usina da Cultura - número 18 - Outubro de 2014

Bariloche: Diversão e cultura abaixo de zero - por Gilmar Hinchinck stars

Nas minhas idas e vindas pela nossa formidável América do Sul, não poderia deixar de conhecer este lugar magnífico chamado San Carlos de Bariloche, ou simplesmente Bariloche.


Situada na província de Río Negro, na Patagônia Argentina, Bariloche é o lugar perfeito para quem quer conhecer pessoas, curtir excelentes casas noturnas e cassinos, degustar os melhores chocolates, vislumbrar paisagens de tirar o fôlego e, é claro, praticar uma infinidade de esportes radicais, sobretudo o esqui nos cerros nevados.

A cidade com cerca de 130 mil habitantes é provida de crenças e misticismo, o povo crê em duendes que supostamente habitam e protegem os bosques que contornam a cidade. Tal crença se torna notável ao circular pelas lojas e galerias do centro, as quais possuem muitas réplicas dos pequeninos. Outra crença do povo de Bariloche é no suposto monstro que habita o lago Nahuel Huapi que contorna toda a região.

O centro da cidade lembra muito a avenida Borges de Medeiros, em Gramado, é repleta de lojas e fábricas de chocolate, as quais utilizam essências de chocolate em suas portas para atrair os clientes através do aroma irresistível.

Nos Albergues estudantis é possível conhecer e fazer amizades com pessoas de todos os cantos do mundo. Fiz amizades com Colombianos, Australianos, Japoneses, Franceses e Italianos, com os quais mantenho contato até hoje.

Bariloche também possui atrativos para quem gosta de museus, entre eles é impossível deixar de citar o Museu Paleontológico de Bariloche, que se encontra às margens do Lago Nahuel Huapi. O mesmo possui fósseis de diversas espécies de animais que habitaram a região há milhões de anos, entre eles o de um Ictiossauro que teria habitado os mares patagônicos há 22 milhões de anos.

A majestosa beleza das montanhas nevadas e dos bosques, a infraestrutura impecável, a hospitalidade e cordialidade para com o turista e o majestoso Lago Nahuel Huapi, fazem de Bariloche um lugar inesquecível que faz da despedida o único momento ruim da viagem. Com certeza, quem já esteve por lá, assim como eu, carrega consigo um eterno gostinho de quero mais!!!

 

• Publicado na Revista Usina da Cultura - número 15 - Julho de 2014  

Terra do Sempre - Ecopark Cachoeiras no Quintal e Pousada stars

Localização: Vale do Rio Rolantinho D’Areia, a 4,5km da avenida central de S. Fco. de Paula

O Ecopark Cachoeiras no Quintal e Pousada Terra do Sempre é uma Reserva de Patrimônio Natural exclusiva, com percurso de 30 min em trilhas ecotécnicas, para seis atracões, entre elas: o Balneário Salto dos Maias, a Cachoeira do Esse com a sua cabeceira; a Cachoeira do Jacu, a do Xis e, logo mais, o Rio Rolantinho D’Areia, capazes de arrebatar refrescância em banhos de submersão, em um contexto cênico inigualável.
A Terra do Sempre é um Biota do Bioma de Mata Atlântica, Floresta Ombrofila Mista e Densa Montana, Floresta Tropical, Subtropical, Meridional e Setentrional, única no mundo, e que abriga a maior concentração de quedas d’água da América Latina. Local de turismo ecológico contem- plativo, consciente do abrigo à fauna e flora raras e, para sempre preservadas ali, em um entrosa- mento entre a rusticidade e a força a que pertence.
Um lugar alocêntrico, que propõe expedições ecoturísticas, praticamente no centro de São Fco Paula, compartilha dois dos seus três roteiros.
Viver a selva, ou acordar nela, ouvindo a natureza é feliz descoberta já ao chegar. Desliga e se entrega a uma essência energética de reposição e relaxamento, que mantém-se por muito tempo. Venha conhecer! Aberto o ano todo.

 

 

 Vale do Rio Rolantinho D'Areia





Irmãs Solares 

Vale de entrada para o Parque


No caminho


Os bugios vivem soltos na mata

Cachoeira das Borboletas

  
Cachoeira do Chuveirinho


Cachoeira do Esse

• Publicado na Revista Usina da Cultura - número 14 - Junho de 2014 

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