A Crônica da Vez: Sobre a vida e sobre o tempo - por Mateus Barcelos

A Crônica da Vez: Sobre a vida e sobre o tempo - por Mateus Barcelos

Disseram sobre o tempo....que é um tempo de transições, de navegações (na internet)..., de redes (sociais), de livros de rostos (facebook), de pios (tweets) de cento e quarenta caracteres; tempo de conjugar verbos – clicar, deletar, curtir, marcar, adicionar, inserir, seguir; tempo de muitos amigos (virtuais), de relacionamentos (on-line), de bate-papos (nos chats), tempo de educação à distância (EAD), de aldeias globais, de informação em tempo real, tempo de torpedos, de blogs, de sítios, de páginas, enfim, disseram que este é o tempo.... Disseram também,....que a tecnologia deste tempo nos ajuda a resolver os problemas que não tínhamos antes... deste tempo; Este é o tempo em que o dinheiro compra a felicidade, a fidelidade, a fidedignidade e qualquer coisa que atravessar o seu caminho; ou se não comprar manda buscar de camionete SUV, AWD, de Camaro ou de limusine. Tempo em que as coisas todas têm preço, a saúde, a educação, o petróleo, a terra, a água, o tempo; e um preço alto; chora mais quem paga menos. Este é o tempo que a qualidade de vida das pessoas se mede pelo tanto que estão consumindo, gastando, comprando; que a poluição é um índice de desenvolvimento, o asfalto e a fumaça são indicativos de progresso; tempo de agrotóxicos, sinônimo de mesa farta. Tempo que os políticos (a maioria) fazem na vida pública o que só deveriam fazer na privada; Quem outrora sonhava, nestes tempos nem dorme, e a esperança, neste tempo, é a única que morre. Mas...



Disseram sobre a vida...que é bonita, e é bonita e é bonita; que é linda e triste, feliz e carrancuda, simples e complexa, que é ópio e consciência, medo e indecisão; um gaiato até disse pra não levar a vida tão à sério pois ela não é mais do que uma aventura alucinante da qual não sairemos vivos; Disseram também que é pau, que é pedra, que é o fim do caminho, que  é um pouco de tudo; que são os sonhos e a inércia do sonhador, que são as utopias de quem não sabia que era impossível. Eu digo que são dores e amores, inevitáveis, e por fim, flores. Pra que não digam que não falamos sobre elas.

Mateus Barcelos é professor da educação básica na rede pública municipal de São Francisco de Paula, pedagogo e tecnólogo em Desenvolvimento Rural. 

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