A fotografia de paisagem como forma de arte - por Silvio Kronbauer

A fotografia de paisagem como forma de arte - por Silvio Kronbauer

Considerada, por muitos, uma forma de expressão artística, a fotografia é hoje uma das mais usadas, e mais bem vistas, ferramentas de comunicação, talvez justamente pela expressão clara da cena registrada. Como dizem: uma imagem vale por mil palavras, ou pelo contrário, pois a imagem pode deixar uma vasta gama de interpretações. Talvez, ainda, pelo fato de não se precisar ficar lendo, como é o caso da comunicação escrita. Mas nem sempre passamos, através de uma fotografia, a beleza da cena que vemos, ou que pensávamos captar, pois a maioria dos equipamentos de hoje, mais voltados para o instantâneo, como é o caso dos smartphones e tablets, não oferecem qualidade e recursos para tal.

Um tipo de fotografia cada vez mais difundido como arte é a fotografia de paisagens, e um dos seus principais intuitos, para muitos fotógrafos, é transmitir uma visão dotada de beleza, o que faz com que as pessoas passem a apreciar um cenário que, por ser corriqueiro, às vezes passa despercebido. Ela vem despertando cada vez mais o gosto de novos artistas, embora nem todos se satisfaçam com os resultados obtidos com suas máquinas. Não que se precise ter um superequipamento para fazer esse tipo de fotografia, mas o fato é que é necessário muito estudo e dedicação para se tirar o melhor desta arte, assim como de qualquer outra.

Não é simplesmente apontando a câmera para um cenário e apertando um botão que teremos uma foto digna de capa de revista. A facilidade de se fazer fotografias, oriunda dessa era digital, ilude um pouco os principiantes. É preciso estudar para se ter o controle real dos fatores que influenciam na qualidade do registro, assim como era feito na época analógica (dos filmes). Há os que tenham o “dom da coisa”, sim, mas estes são exceção. E os artistas natos também se aperfeiçoam com o estudo. Ansel Adams não nasceu sabendo tudo. Mesmo Marc Adamus, tido como o melhor fotógrafo da era digital, estudou para fazer o que faz, e muito!

Na fotografia de paisagens, pode-se dizer que não existe controle do fotógrafo sobre as condições das luzes, então conhecer previamente as variações de iluminação do cenário é fundamental. E muitas vezes o tempo não colabora, daí se faz necessário voltar várias vezes ao mesmo local. Parece uma tarefa cansativa, mas faz parte do aprendizado e, para quem é apaixonado por este lado artístico, compensa. Dizia o grande fotógrafo brasileiro Alex Uchoa: “boas fotos vêm de um somatório de oportunidade e preparação”. Esta preparação provém de muito estudo e muita prática. As oportunidades de se fazer belos registros (as condições espetaculares de luz) seguidamente aparecem, basta esperar ou procurar.

Que tenhamos, então, enquanto artistas, a preparação necessária para transformar nossas capturas em obras de arte. Parafraseando o Henri Cartier-Bresson: “Fotografar é colocar na mesma linha de mira, a cabeça, o olho e o coração”. Precisamos deixar nossa cabeça pronta para que, no momento certo, a alinhemos harmonicamente com nosso olho e coração. 

Texto e foto: Sílvio André Kronbauer
Artista fotográfico especializado em Landscape & Nature Photography

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